sábado, 21 de novembro de 2009

Mauricinho da Folha afirma que Lula venceu por ‘sorte’


Análise política

Mauricinho da Folha afirma

que Lula venceu por ‘sorte’


Já li, escutei e vi toda sorte de manifestações de preconceito contra Lula, mas um texto que li hoje supera tudo que já foi dito contra o presidente. É de Fernando de Barros e Silva, um mauricinho engomadinho da Folha de São Paulo, um moleque que se acha a quinta-essência da intelectualidade.

O meninão da Folha escreveu seu milésimo texto contra o filme sobre a vida de Lula que estréia em 1º de janeiro nos cinemas. Com esse sujeitinho, todos os outros grandes jornais e revistas – Globo, Estadão, Veja etc.

O filme seria “horroroso”, na opinião do editor de “Brasil” da Folha. Para variar, toda a grande imprensa faz coro com uma oposição desesperada com um filme que revela por que Lula chegou aonde chegou – por sua sinceridade, por sua tenacidade, por sua capacidade de superação e pela serenidade com que conduziu sua carreira política.

Mas o diferencial do anátema anti-Lula escrito pelo mauricinho é que contém a teoria de que o presidente da República teria chegado à Presidência da República apenas por ter sido favorecido pela “sorte”.

Será que Barros e Silva se refere à sorte de Lula de ter nascido de uma família paupérrima numa região miserável do então (1945) miserável Nordeste brasileiro? Ou será que o bonecão da Folha se refere à sorte de Lula ter tido um pai alcoólotra e violento? Talvez por ter começado engraxando sapatos pelas ruas de Santos numa idade em que o playboyzinho brincava com seu Atari.

Barros e Silva também costumava dizer que Lula tinha sorte em sua administração por não ter enfrentado, até então, nenhuma das “terríveis” crises que FHC enfrentou, e que, se uma crise viesse, aí, sim, seria revelada a incompetência do presidente. Depois que o Brasil enfrentou a pior de todas as crises e a superou com louvor, a explicação do colunista foi a de que o mérito era de FHC.

Não tem jeito, trata-se do trabalho de um exemplar de uma juventude de classe média alta favorecida, agora sim, pela sorte, pela cor da pele, pelo sobrenome, pela classe social, e que, por tudo isso, conseguiu cargos em órgãos de imprensa sob a condição de se dispor a tentar assassinar biografias.

O “filmografia” de Lula enlouqueceu a oposição e, claro, a Folha, o Estadão, o Globo, a Veja e todo o resto. Tentam fazer crer que há alguma ilegalidade no filme, apesar de ter sido feito inteiramente com recursos da iniciativa privada. No entanto, não conseguem apontar um só favorecimento ilícito do governo Lula para as empresas que financiaram o filme. Por isso ficam nas insinuações, na tentativa de fazer colar a tese no imaginário popular.

Esses pistoleiros da honra alheia dizem que Lula não transferirá votos a Dilma Rousseff no ano que vem, mas, por via das dúvidas, não param de tentar desmoralizá-lo. Mas qual é a novidade? Tentam desde 1989. Até conseguiram, por um tempo, mas, nos últimos sete anos, vêm colhendo um fracasso depois do outro.

Leiam o textinho teleguiado do robozinho da Folha.



FERNANDO DE BARROS E SILVA


Filme C

SÃO PAULO - Como "2 Filhos de Francisco", "Lula, o Filho do Brasil" é um filme sobre a superação. Ambos os enredos têm origem em histórias verídicas de brasileiros que, nascidos na miséria e sem perspectivas pela frente, conseguem contornar as adversidades para ascender socialmente, até atingir os píncaros da glória individual e o ápice do reconhecimento público.

A trajetória que vai da miséria ao estrelato é parecida, mas, no primeiro caso, os personagens são uma dupla sertaneja e, no segundo, o presidente da República, o que muda as coisas de figura. O pai deste Lula da Silva não é "Francisco", mas "o Brasil".

Se a expressão "filme B" designa as produções rudimentares, o cinema menor destinado ao consumo ligeiro, parece que agora estamos diante de um novo fenômeno: o "filme C". Com "Lula, o Filho do Brasil", o melodrama épico da vitória pessoal sobre a pobreza se converte em ideologia de uma época.

Esse gênero de entretenimento com mensagem social e intenção edificante já está presente em "2 Filhos de Francisco", mas ganhou agora sua versão oficial com o carimbo do Planalto. A oportunidade vislumbrada pelo clã Barreto para lavar a égua e o estímulo de Lula a tudo o que possa resultar no culto à sua personalidade estão associados numa obra que vai alimentar a confusão entre a sorte de um indivíduo e o destino de um povo.

Em 1982, em sua primeira campanha eleitoral, quando disputou o governo de São Paulo, Lula dizia ser "um brasileiro igualzinho a você". Anos depois, diria, em tom de ironia: "Ninguém queria ser um brasileiro igual a mim".

Hoje as coisas mudaram. É provável que a classe C emergente, a quem o filme parece ser didaticamente dirigido, se reconheça e se emocione diante da tela.

O Brasil continua a ser o país em que a desigualdade ainda imensa convive com infinitas formas de mobilidade social. Mas estamos avançando. Quem nos diz é esse filme simplesmente horroroso.



Que tal, leitor, você enviar sua mensagem ao “golden boy” da Folha? Escreva para leitor@grupofolha.com.br

http://edu.guim.blog.uol.com.br/
.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PÉS E MÃOS NA COZINHA

recebido por e-mail.


20/11/2009 | 00:00
Dinheiro enviado
por FHC não
chegou à copeira

Dos R$ 250 mil prometidos pelo então senador Fernando Henrique Cardoso à ex-empregada Maria Helena Pereira, mãe do seu filho Leonardo, somente R$ 30 mil chegaram às mãos dela de uma vez e cerca de R$ 100 mil em parcelas mensais no valor médio de R$ 6 mil. O dinheiro foi repassado a Maria Helena pelo então senador Ney Suassuna (PMDB-PB), transformado em fiel depositário do segredo.

Enviar por e-mail Imprimir

20/11/2009 | 00:00
Emprego no Senado

A pedido de FHC, Maria Helena foi nomeada auxiliar de copa no gabinete de Ney Suassuna, após ser demitida por d. Ruth Cardoso.

Enviar por e-mail Imprimir

20/11/2009 | 00:00
Coisa de ‘petista’

Ney Suassuna reagiu irritado, ontem. Diz não conhecer “essa mulher”, sua ex-copeira durante anos, e que nossa fonte “só pode ser petista”.

Enviar por e-mail Imprimir

20/11/2009 | 00:00
Conexão Paraíba

A copeira Maria Helena foi “herdada” pelo ex-senador José Maranhão, governador da Paraíba, e depois pelo suplente, Roberto Cavalcanti.

Enviar por e-mail Imprimir

20/11/2009 | 00:00
FHC escondendo

O resumo da vida do ex-presidente, no site do Instituto FHC, informa que ele teve três filhos com Ruth Cardoso. Omitiu pelo menos dois.

Miguezim de Princesa



I
Disse um dia Feagacê
Que tinha um pé na cozinha,
Mas enfiou foram os dois
Pra dentro da camarinha:
Sua libido fixou-se,
Com olhos de bico-doce,
Numa fruta madurinha.

II
Já passado dos sessenta,
Temendo sair de cena,
Tomou uns dois comprimidos
Quando avistou a morena,
Esparramou-se na cama:
Foi quando a primeira-dama
Chamou-se Maria Helena

III
Na ânsia a resfolegar
Naquele momento exato,
Esqueceu a camisinha
Pra se proteger no ato,
Fez finca pra mais de dois
E nove meses depois
Nasceu o filho mulato.

IV
Um senador gordo e chato
Tratou de esconder a cria:
Fez as vezes de estafeta
E lá em Santa Maria,
Às custas de cuia de milho,
Sumiu com a mãe e o filho
No fim da periferia.

V
Numa casinha pequena,
Onde mal cabia uma cama,
Aconchambraram o chamego
Para não manchar a fama
Do sociólogo porreta
Que chama a negra de preta
Pensando que é sua mucama.

VI
E mesmo tendo amado
O chefe dos generais,
A negra com nome grego
Não vai esquecer jamais
(Essas coisas não se esquece)
Que até hoje padece
Pelos serviços gerais.

VII
Mas isso é reincidência
De quem acha que só ganha:
Namorou uma jornalista,
Numa atitude tacanha,
Outro filho que gerou
No mesmo instante exilou
Em terras lá da Espanha.

VIII
A imprensa brasileira,
Que se diz muito arretada,
Livre, forte, independente
E sem rabo preso a nada,
À exceção de Cláudio Humberto,
Nunca passou nem por perto:
Foi muda e saiu calada.

IX
Feagacê não perdoa:
Não pode ver uma gueixa.
A cor é só um detalhe.
O que passar ele “queixa”
(empregada e jornalista),
Só não papa repentista
Porque a gente não deixa.

X
Digo aos vizinhos paraguaios,
Que estavam cheios de razão,
Orgulhosos porque Lugo
Virou um bicho-papão
Devorador de donzelas,
A pátria verde e amarela
Também tem um garanhão.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viagem à “Serrolândia”

Crônica política



Viagem à “Serrolândia”

A foto acima deveria envergonhar as duas pessoas que mostra. É o retrato da promiscuidade entre a política e a imprensa, que, no máximo, deveriam se cumprimentar com um leve menear de cabeças, o que torna um grande escândalo a conjunção carnal a que se entregaram.

Mas não me aprofundarei nessas relações perigosas entre jornalistas e políticos porque meu objetivo é demonstrar o espírito antidemocrático e ameaçador de um político que tem chances reais – não discuto se são muito boas, boas ou apenas razoáveis – de vir a governar o país a partir de 2011.

Por isso coloquei essa foto aí em cima. Esses dois, cada vez mais, confundem-se. Para quem não conhece o indivíduo que está ao lado do governador de São Paulo, informo que seu nome é Reinaldo Azevedo. Ele é funcionário da revista Veja, contribuindo para a edição impressa e para o portal da publicação na internet.

Azevedo tornou-se a bíblia do serrismo, se é que um movimento político restrito a meia dúzia de empresários de comunicação pode ser considerado assim. O blogueiro e colunista da Veja tornou-se o porta-voz oficioso do governador paulista. O que um pensa, o outro divulga.

Nesse contexto, vale a leitura de post do blogueiro serrista, publicado nesta terça, que versa sobre a possível convocação de Dilma Rousseff pelo Senado para “explicar o apagão”.

Leiam que depois comento.

DILMA NO SENADO? PRA QUÊ?

Segunda-feira, 16 de novembro de 2009 | 18h00min

O governo está negociando, por intermédio do aliado Fernando Collor (PTB), que preside a Comissão de Infra-Estrutura do Senado, a convocação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia) para que falem sobre o apagão. Já há requerimentos de oposicionistas cobrando que ambos se expliquem.

O governo considera que o melhor é falar e fazer do limão uma limonada, usando a comissão, que certamente atrairia a atenção da imprensa, como palanque. Será que esse tipo de convocação é a melhor estratégia para as oposições?

Deixem-me ver se antevejo o título de alto de página de alguns jornais: “Dilma diz que blecaute não é barbeiragem tucana”. Vamos combinar: ninguém está interessando no que pensa Lobão, e se tem a justa desconfiança de que ele não distinga uma tomada de uma fatia de presunto.

Tenho para mim que a oposição deveria dar publicidade aos dados de que dispõe sobre o setor elétrico sem ficar preparando o palanque para a petista, que quer aparecer, com sua “autoridade”. Ademais, já se sabe que essa gente não se constrange em falar o que lhe dá na telha.

Se Azevedo for mesmo o boneco de ventríloquo de Serra, imaginem o que será da democracia no Brasil se o político tucano se eleger presidente da República...

Vejam bem, o principal acusado pela mídia e pela oposição de negligência pelo blecaute de terça-feira passada é a ministra Dilma Rousseff, mas Azevedo (Serra?) não quer dar a ela o direito de se explicar, numa Casa parlamentar que cobra dela explicações, porque sabe que ela dirá o quê? Nada mais, nada menos do que a versão DELA dos fatos.

Envolvida nos problemas de uma pasta que não é a sua, Dilma deve ser acusada e não pode se manifestar sob o pretexto de não lhe darem “palanque”, que ficaria restrito aos seus acusadores para que falem à vontade contra si.

Com essa mentalidade e essa “clareza de visão” do ventríloquo que puxa os cordéis e faz a voz por trás dos movimentos da boca azevediana, não duvido de que proponha a supressão do tempo de Dilma no horário eleitoral “gratuito” no rádio e na tevê sob o argumento de que a Justiça Eleitoral estará dando “palanque” à adversária.

Vejam, eles constroem toda essa pantomima e, na hora de usarem, descobrem que seu discurso só funciona se o outro lado não puder se manifestar. É mole ou vocês querem mais?


http://edu.guim.blog.uol.com.br/
Escrito por Eduardo Guimarães às 17h22
[(34) Opiniões - para opinar, clique aqui e depois pressione F11] [envie esta mensagem]

Memórias da ditadura continuam encobertas, pelo menos na Bahia

O jornal A Tarde (14.11.09) publicou boa reportagem de Patrícia França sobre os arquivos da repressão na Bahia, que continuam desaparecidos. Na verdade, muito se avançou neste quesito. O governo da Bahia criou uma Comissão Especial de Memórias Reveladas, em abril. Estão pensando o que? Não fizemos uma revolução no Brasil. Fizemos apenas uma redemocratização, nos limites da democracia representativa burguesa, para usar uma terminologia fora de moda. Lula é presidente, mas os trabalhadores como classe não estão no poder. Por isso é que digo que já se fez muito.

Como era previsível, o Exército, Marinha, Aeronáutica, as forças armadas fizeram a opção pela proteção dos torturadores. Nos quartéis imperam os mesmos ensinamentos da ditadura militar. A diferença é que eles não podem colocá-los em prática. Mas, de vez em quando os ecos de alguma tortura se fazem ouvir.

Por enquanto, a Comissão de Memórias Reveladas pode ouvir e documentar os relatos dos ex-presos políticos. Os torturadores estão identificados. Pelo menos os chefes. Os militares dificilmente mudam de idéias. Nossos militares são reacionários, entreguistas, seguidores das ideologias de quartéis dos EEUU. Não quero desanimar ninguém, vamos trabalhar, mas, não podemos nos iludir.

Sempre que leio sobre esse tema, eu me lembro de Felinto Muller, torturador da ditadura Vargas, que virou senador da República e acabou morrendo em acidente de avião ao aterissar em Paris. Nada mudou.

Por que não procuram na casa do coronel Luiz Artur de Carvalho? Era um torturador. Hoje é nome de rua na Pituba.

http://bahiadefato.blogspot.com/
.

domingo, 15 de novembro de 2009

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome

"Esta notícia está quase que escondida no site do UOL"

15/11/2009 - 16h56

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Roma (Itália) - A organização não governamental (ONG) Action Aid International vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.

Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.

"A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sustentável", destacou Campolina.

Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/15/ult5772u6166.jhtm
.

Ponto de Cultura Adilson Duarte

Uma fábula diferente



Vou contar uma história, que ouvi de minha mãe, que ouviu de minha avó e que, muitos de nós já ouvimos de tantas outras mães e avós espalhadas pelo mundo.

Em um imenso jardim habitavam em harmonia muitos bichos. Bichos grandes e pequenos, que voavam, andavam ou rastejavam e que moravam em tocas, ninhos e buracos. Era verão e durante todo o dia, trabalhavam incansavelmente todos eles: cortavam, transportavam e armazenavam alimento; pois o inverno naquelas paragens era rigoroso e quem não se precavesse certamente padeceria.

No entanto, o labor não era de todo fatigante. Os bichos trabalhavam alegremente embalados pela música da cigarra, que com seu violão pousava em um galho numa árvore próxima e cantava durante todo o dia. O momento era bom, o verão era festivo e a cigarra era amiga de todos.

Seus amigos, aliás, volta e meia alertavam-na: “Dona Cigarra, deixe de lado essa coisa de música, de cultura, venha trabalhar como nós todos fazemos”. A cigarra se sentia envergonhada por alguns instantes, um peso e uma culpa por não estar na lavoura com os outros insetos pesavam sobre suas asas de celofane.

Mas, no outro dia, lá estava ela a cantar e alegrar a natureza. Ninguém conseguiria pensar um jardim sem a afinadíssima cigarrinha, que cantava de graça, sem cachê, sem nada. Cantar para Dona Cigarra era a única coisa que importava. A música era sua vida. Nasceu para aquilo e por aquilo morreria. Era mais forte que ela! Diferente dos outros cantores da natureza, como o grilo ou a esperança, que tinham outros meios de vida e cantavam por tantos motivos e se calavam por cautela, medo, cansaço. Também nunca teve palco e público, com tanta pompa como os artistas famosos: sabiá, canário e rouxinol, já com fama internacional. A cigarra cantava porque seu corpo pedia.

Chegou o terrível inverno e os bichos se abrigavam em suas casas, no conforto e tranqüilidade que seus trabalhos lhes proporcionaram. Menos a cigarrinha. Sem salário, nem cachê, a pobre cigarra possuía apenas seu talento e seu violão. Não tinha cartão de crédito, nem nunca pôde fazer um financiamento de uma casa pela Caixa. Sem eira, nem beira, a solução foi pedir. Procurou formigas, borboletas, lagartas, besouros. Em todas as portas que bateu, reprovação. A palavra mais leve que ouviu foi vagabunda. “Está vendo? Nós te avisamos que fosse trabalhar, mas quer viver de fazer cultura... Não vai a lugar algum. Poderia ter sido uma formiga engenheira ou uma abelha com produção em cooperativa, qualquer coisa que desse para sustentá-la”. Sem ter como sobreviver e sem auto-estima, a Dona Cigarra se lamentou por ser uma artista.

Desde criança, somos catequizados por histórias e canções que nos mostram a produção cultural como um aspecto menor e nunca como uma profissão, um modo de vida. Viver e fazer cultura são “coisas de marginal, desocupado...” Assim, crescemos com este pensamento incorporado às nossas opiniões, achando normal e justo que “Pai Francisco” só porque entrou numa roda de samba tocando seu violão, seja conduzido à prisão por “seu delegado” e espancado como um bandido. Delegado, aliás, que deve ter sido o mesmo que quebrou a cabeça do “Samba Lelê”, que só porque queria ser sambista estava merecendo umas boas palmadas.

Aquela nossa fábula se passa em nossos dias num jardim qualquer na Bahia. E a nossa cigarrinha, ao contrário de tantas outras cigarras, atores, artistas plásticos e cantadores, que morreram à míngua nos invernos culturais que sempre os afligiam - foi amparada pela Secretaria de Cultura, e, mesmo contra a vontade dos gafanhotos e traças, que viviam de comer os investimentos públicos em cultura do Estado, acabou montando um Ponto de Cultura em seu jardim.

Recentemente, as aranhas - que também têm um Ponto de Cultura voltado ao artesanato – organizaram um encontro da Teia dos Pontos de Cultura. Nele, a nossa Dona Cigarra se apresentou com um coral de pequenas cigarrinhas, suas alunas. Foram aplaudidas de pé. Alguma coisa começou a mudar.

Texto: Júnior Pinheiro*
*Membro da Executiva dos Pontos de Cultura da Bahia,
Representate Territorial dos Pontos de Cultura (TMRC),
Coordenador de Comunicação do PCAD.

http://pontodeculturaipiau.blogspot.com/2009/11/uma-fabula-diferente.html
.

sábado, 14 de novembro de 2009

ENTREVISTA COM O PETISTA LENO MIRANDA

Ilheno Miranda é filiado ao PT-Ipiaú. Parabéns Companheiro, Abraços,

Elinalva

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

1) Quem é o companheiro Leno Miranda? Fale um pouco da cidade Jequié na Bahia, onde você mora?
Sou militante do Movimento Estudantil – já fui do Centro Acadêmico de Biologia e coordenador do DCE UESB/Jequié – e faço parte de um coletivo de esquerda que se organiza nacionalmente – o Movimento Mudança . Cursei Ciências Biológicas na UESB/Jequié e agora vou tentar cursar Ciências Sociais em outra universidade pública. Tenho 26 anos, sou casado com uma grande companheira e militante, Priscila Figueiredo. Sou filiado ao PT há um bom tempo, faço parte do Diretório Municipal da cidade de onde sou natural, Ipiaú. Mas, moro numa cidade do interior da Bahia chamada Jequié, que tem mais ou menos 150 mil habitantes e é pólo de uma microrregião no sudoeste baiano. O PT na Bahia está passando por um processo de consolidação. Não é fácil pegar um estado que tem vários vícios e práticas fisiológicas entranhadas na boa parte da população, que é ligada a direita – sem contar que era o “carlismo” que comandava. Mas, aos poucos o Partido e o governo do estado vêm mudando esse quadro. Em Jequié não é diferente, e temos dois vereadores e um Deputado estadual do PT que estão desempenhando bem esta tarefa de consolidação para fazer diferente, e trabalhando para melhorar a situação da população.
2) Como foi sua experiência no M
ovimento Estudantil no Estado da Bahia?
O Movimento Estudantil baiano não é muito diferente de outros estados. Temos um número de pessoas que não querem sem envolver – influenciados, mesmo que inconscientemente, pela lógica do individualismo e egoísmo, que se proliferam na sociedade, dizendo que a organização coletiva não funciona e só atrapalha quem visa acumular capitais.

Não só o Movimento Estudantil, mas todo Movimento Social, sofre períodos de refluxos. Neste sentido, a tarefa dos militantes desses movimentos é fazer sempre uma auto-avaliação e procurar maneiras de trazer cada vez mais pessoas para a luta. Esta é uma importante tarefa de quem acredita que o povo organizado pode contribuir positiva
mente para o futuro de qualquer sociedade.
Sempre fazemos discussões sobre assuntos ligados a realidade social, mídia, política, a problemática interna da universidade, educação como um todo. Isto é feito, boa parte, no período de começo de semestre, para trazer os novos/as estudantes – que estão querendo conhecer como funciona a univer
sidade – para a luta. Dentre muitas ações que fizemos na gestão que participei do DCE (2007/2008), participamos = da reconstrução do Fórum dos DCE’s das Estaduais Baianas e construção do Projeto de Assistência Estudantil da UESB – que hoje está sendo, aos poucos, concretizado. Realizamos – o Fórum dos DCE’s em parceria com o atual governo do estado – o 1º Seminário de Assistência Estudantil do Estadual. E hoje, apesar das intempéries, a caminhada continua, e o pessoal do DCE e demais militantes – incluindo o grupo feminista Maria Quitéria – acabaram de realizar na UESB/Jequié o 1º EME (Encontro de Mulheres Estudantes) e o 1° Encontro de Extensionistas da Universidade.
3) O que falta para que nível educacional melhore no Brasil?

A meu ver, vários pontos são relevantes nesta questão. Então vamos discutir alguns deles.

É fato que a educação precisa de mais investimentos. No governo Lula isto cresceu bastante, mas ainda assim, a demanda por recursos é muito grande. Além disso, este dinheiro precisa ser gerido de forma correta, evitando-se desperdícios, e para que pessoas não utilizem a verba para benefício próprio.

O aumento da remuneração docente é outro fator extremamente importante. A profissão de educador é uma das mais importantes na sociedade, se não a mais importante, por isso, deveria ser uma das profissões mais bem remuneradas. Toda profissão tem que passar por um professor. E se ele não é valorizado, não tem como se dedicar à profissão para dar o seu melhor, compromete o futuro e o desempenho de vários cidadãos e cidadãs. E essa falta de compromisso ou de incentivo, talvez possa ter outros fatores embutidos. Muita gente só leciona porque não
conseguiu fazer alguma outra coisa que queria – e vira um profissional frustrado, desmotivado. Como a remuneração já é ruim, muitos nem tomam gosto pela profissão, contribuindo para que haja a má qualidade do ensino.
A Assistência Estudantil é outro ponto super relevante. Para que tenhamos um ensino de qualidade, o estudante também precisa ter condições de construir conhecimento. Não adianta termos uma mega escola, com um
a mega estrutura, com professores super comprometidos e bem remunerados, se o estudante não tem condições nem de chegar à escola – podendo ressaltar neste sentido as pessoas que moram afastados da escola ou universidade, incluindo os que são de outras cidades. Estes estudantes também precisam se alimentar descentemente; precisam se manter, ter tempo para estudar, etc. Deve ser indissociável a oferta de uma educação de qualidade junto com as condições para a manutenção dos educandos/as nas instituições de ensino.
Acredito que se avançarmos nestas e em outras questões, daremos longos e promissores passos para um ensino realmente de qualidade, que emancipe os indivíduos, que não seja voltado só para o mercado de trabalho; que seja dada uma atenção especial para a formação do indivíduo, do ser humano, do cidadão; que este ensino não seja meramente reprodutor de conteúdos; que haja a produção e construção dos conhecimentos, e que estes atendam as demandas da população.

4) Quais os avanços na área da Educação promovidos pelo Governo Lula?
Como citei a pouco, temos alguns pontos que devemos avançar no sentido educacional. Porém, é fato que a preocupação com o sistema educa
cional no governo PTista é grande. Sem dúvida foi um governo que investiu muito nesta área, em todos os sentidos. Desta forma, vejo que temos o que comemorar, mas não deixando de lutar por avanços maiores – esse é o papel do Movimento Social. O acesso a educação é cada vez mais crescente – tanto em relação a alfabetização, ao ensino fundamental, médio e superior – principalmente de pessoas de renda familiar baixa. O ENEM é um fator que contribui para este acesso, além disso apresenta uma proposta avaliativa inovadora, interdisciplinar, e que não privilegia o “decoreba” do assunto, mas sim, quem realmente assimilou o conteúdo. E isto, é lógico, concomitante ao crescimento do número de instituições de ensino. A universidade brasileira sempre foi um espaço ocupado por pessoas que conseguiam ter “um bom estudo” para adentrá-la – ou seja, ter boas condições financeiras. Nunca se abriu tantas vagas e se inseriu tantas pessoas – de condições financeiras mais variadas, principalmente de origem humilde – nestes espaços. E um dos principais responsáveis por esta inserção social é o atual governo. Em quinhentos anos do país só tínhamos uma universidade federal criada na Bahia. Em menos de oito anos já foram criadas mais duas federais no nosso estado. Se fosse fazer uma comparação – exagerada, é claro – que deve-se abrir uma federal, em um estado, a cada quinhentos anos, já teríamos avançado mil anos neste campo. Essa é uma comparação bem lúdica, mas a intenção é mostrar o quanto pouco foi feito – antes do governo Lula – em relação à educação e a importância que é dada agora.
5) Os jovens de hoje são mais ou menos politizados que os da época do Regime Militar?

Esta comparação é um pouco complicada. Os jovens que viveram o período da ditadura, principalmente os que lutaram contra o regime, são referências para a juventude atual. Com certeza não foi fácil enfrentar um regime que ceifava a maioria das liberdades
individuais, perseguia e matava muita gente. Talvez muitos jovens de hoje não teriam a coragem de adentrar ao movimento atualmente sabendo que logo poderiam ser presos, torturados ou mortos. Mas em relação à quantidade de jovens politizados, se analisarmos com calma, a grande maioria das pessoas que lutaram na ditadura tinham acesso a educação – boa parte na educação superior. Só que a proporção de pessoas que freqüentavam estas instituições era pequena em relação ao número de habitantes do país. Se relacionarmos o “número de habitantes X número de militantes”, de hoje e de antes, talvez tenhamos hoje mais jovens inseridos nesses processos sociais. Mas, comparando as dimensões ganhadas pelo movimento no período militar, sua perseverança e a coragem que tiveram, a juventude que viveu naquele período está à frente da nossa.
O padrão de vida baseado no acúmulo de capitais – a idéia de que “VOCÊ deve vencer na vida”, ganhar muito dinheiro “para ser ALGUÉM”, e esse negócio de “lutar pelos direitos” é coisa de baderneiro e “não leva ninguém a nada” transmitida, mesmo que maqu
iadamente, pela mídia – favorece muito esta despolitização e desmobilização. Hoje tem muita gente que quer ser como os principais personagens das novelas e dos filmes “hollywoodianos”. A criminalização dos Movimentos Sociais que é propagada pelos mesmos meios de comunicação também faz com que as pessoas não se envolvam.
Em contra partida, temos muita gente boa, com vontade de mudar para melhor este país, se organizando e que a grande imprensa não mostra. Tem muita gente que luta todo dia, colado com a base, em muitas escolas, universidades, associações de bairro, na periferia e em vários outros espaços. Só que, para alguns, não é interessante que isso seja divulgado, propagado, a não ser que se queira manipular a informação para desgastar a imagem de um grupo.

6) Com o surgimento da internet e de novas tecnologias, o que aconteceu com Movimentos Sociais?

A internet é uma super ferramenta. Só que o problema é a forma que usamos este recurso. Por exemplo, a comunicação de militantes do Brasil inteiro se dá, em grande parte, pela internet. É muito mais econômico e prático. A busca de informações também é uma coisa fantástica. Temos como saber o que está acontecendo em qualquer parlamento ou governo no mundo, eventos, mobilizações, a qualquer hora, ou no mesmo momento.

O problema é quando se usa a internet, e demais tecnologias, de uma forma que afaste a pessoa da vida social. Tem gente que não consegue conversar direito
com as pessoas pessoalmente, só atrás de uma tela de computador ou de um celular. Não tem nada que substitua a relação interpessoal, o contato humano. A vivência cotidiana com as pessoas é de um enriquecimento tremendo, a troca de experiências e a aprendizagem são bem maiores. Com relação aos movimentos sociais devemos ficar atentos a essa problemática, pois os militantes não devem se restringir as tecnologias como única forma de interação com suas bases.
7) Como você analisa o Governo Lula com o anterior, do tucano Fernando Henrique Cardoso?

Acho que o exemplo que citei em relação a criação de universidades federais na Bahia já dá para ilustrar um pouco. Não acho que o governo atual é perfeito, mas tenho certeza que é um dos melhores – senão o melhor – que este país já teve. Não é fácil ter mudanças extremamente profundas, em curto prazo – como os imediatistas, oportunistas, sectaristas e direitistas querem – numa sociedade que foi explorada e têm vícios e ranços, produzidos ao longo de mais de quinhentos anos. Me lembro muito que nas eleições de 2002,
Lula sempre falava que um projeto para ter mudanças maiores na nossa sociedade não tem condições de ser concluído em 4 ou 8 anos. Esse projeto tem que ser de no mínimo 30 anos.
Não precisa ser um grande analista político para enxergar que a vida dos brasileiros e das brasileiras mudou para melhor ao longo destes sete anos. Em plena crise mundial, todos os “jornalões” profetizando o apocalipse, torcendo para aqui dar tudo errado, mostrando a situação difícil das grandes economias mundiais, e aqui no país não sofremos estes grandes abalos sísmicos que os grandes “gurus” previam. Aqui foi apenas uma marolinha mesmo – sábio Lula.

A população percebe essa melhora e uma prova é a grande aprovação do governo Lula. O poder de compra do salário mínimo é bem maior que no governo FHC. A média de empregos é maior que o governo FHC e a taxa de desemprego é menor. Quem assistir hoje a aquele vídeo que a Regina Duarte gravou – para tentar convencer a população que um governo do PT seria ruim, em 2002, falando um monte de baboseira – deve morrer de rir. Eu mesmo fiz isso esses dias e dei muitas gargalhadas. O que ela fala é tão apelativo que qualqu
er pessoa que assistir ao vídeo hoje percebe o jogo de interesses que está por de traz daquela fala dramatizada da “ex-namoradinha do Brasil”.
8) Quem faz o pior jornalismo da imprensa brasileira? E por que?
Bem, como as grandes empresas de comunicação nacional são propriedade de algumas poucas famílias – que são representantes e porta-vozes das elites, diga-se de passagem
– e a democratização dos meios de comunicação precisa avançar, é difícil apontar quem faz o pior papel nessa história. Só frisando que estou me referindo a chamada “grande mídia”. É urgente que os meios de comunicação brasileiros sejam democratizados e acredito que a Companheira Dilma pode ajudar a dar importantes passos nesse sentido. Vou apenas citar um exemplo: a revista Veja, a meu ver, apresenta um conteúdo jornalístico de péssima qualidade e não só porque não concordo com seus ideais. A Veja mente ao povo brasileiro quando o induz a crer na sua imparcialidade. Além disso, diversas vezes li colunas com idéias preconceituosas e discriminatórias. Os jornalistas não respeitam a fonte de suas pesquisas, manipulando as informações ao seu bel prazer. Outro fator pejorativo é o espaço para propagandas. Na maioria das edições são encontradas mais páginas de anúncios do que material jornalístico propriamente dito, assim o leitor têm que “procurar” as matérias em meio a tanto lixo visual.
9) Se a ministra Dilma Rousseff fosse uma candidata "morta eleitoralmente", por que a Mídia Golpista e os tucanos bombardeiam tanto?

O sucesso provado e aprovado, por toda população brasileira, de um governo administrado pelo PT, com um nordestino como presidente, metalúrgico e de origem humilde – características sempre abominadas e rechaçadas pela “direitona” tosca brasileira – prova que há incoerência nas afirmativas destes segmentos conservadores. Além disso, mostra também que o modo de administrar da direita está bem longe de ser o ideal para o Brasil. A história de luta, a fibra da companheira Dilma, e as provações que ela passou, por uma causa maior, também devem aterrorizar os oligarcas – e seus porta-vozes, a “grande mídia”. Como o Brasil e uma parte da América Latina estão caminhando à esquerda, esse pessoal deve estar com medo de que uma mulher de pulso firme, e muita garra, ir cortando as vantagens e moral deles cada vez mais rápido.

10) Qual a força do presidente Lula na possível vitória da Ministra Dilma Rousseff em 2010?

Toda a força! Com certeza tem algo errado com estas pesquisas. Você só houve o pessoal falar muito bem do nosso presidente – uns o tem quase como um santo. E a população fala que quer continuar vendo o PT na presidência, quer ver a sucessora de Lula governando o nosso país, quer ver uma mulher no poder, ainda mais quando é apoiada por esse ícone da política mundial e brasileira. Não acho correto quando dizem que Companheira Dilma está na “sombra” de Lula. Acho que isto serve para despolitizar o debate. A Companheira tem cacife, história e tamanho para não ficar recoberta pela sombra do nosso presidente. Nosso Companheiro Lula não governou sozinho durante estes sete anos. A ajuda e participação da Futura Presidente do país – Dilma Rousseff – contribuiu muito para o sucesso do governo atual. Mas, é claro, que o Lula é uma referência inigualável de competência, compromisso e honestidade, e os brasileiros e as brasileiras têm muita confiança nele. Certamente essa confiança está toda depositada na Companheira Dilma.

11) Por que você vai votar na Dilma Rousseff, candidata do PT a presidência da República em 2010?

Com tudo que falei antes fica fácil de saber, né? E ainda tem mais. Está mais do que na hora de nosso país ter uma mulher como presidente. Mas não pura e simplesmente isso. Tem que ser uma mulher que tenha coerência política, prática e ideológica. Tem que ser uma mulher que tenha uma grande história de luta – destas histórias que não têm críticas chulas, vulgares, conservadoras e preconceituosas, que consigam manchar seu passado e suas convicções. Tem que ser uma mulher de compromisso com a luta social, compromisso com o povo, que não criminalize os Movimentos Sociais, que não seja privatista e que saiba aliar desenvolvimento com justiça social e sustentabilidade. Tem que ser uma mulher de garra, pulso firme e que não se sinta superior a ninguém. E tem que ser uma mulher PTista. Acho que a Companheira Dilma é isso e muito mais e a nossa nação, sobretudo os mais carentes, terão muito orgulho de tê-la no comando do país. Por isso voto na Dilma.

12) SUAS CONSIDERAÇÕES:

Penso que para quem acredita em um mundo melhor – sem desigualdades, com justiça social, respeito entre os seres humanos e destes com a natureza, não há espaço social que não deva ser ocupado ou conquistado. Não só agora, não só essa hora, mas todos os momentos são de mobilização. Quem acredita nisso tudo deve se conscientizar que não basta sermos a maioria da população de um município, de um estado, de uma nação que quer ver mudanças positivas e profundas na sociedade. Temos que ser maioria organizada. Só a nossa organização na sociedade nos ajudará a acelerar as mudanças que queremos ver. A dinâmica social é uma “queda de braço” constante com diversos setores, e se não estivermos organizados, as mudanças poderão até acontecer, mas demorarão muito, ou não serão do jeito que queremos. O governo Lula está avançando bastante, o apoio popular está ótimo, mas precisamos nos organizar, ainda mais, para ampliarmos a melhoria da situação social brasileira.

Queria agradecer também o convite, me sinto muito honrado por participar desse importante espaço. E dizer que estou a disposição para o que precisarem. Abraços e vamos a Luta!

Saudações Mudancistas, Estudantis, PTistas e Socialistas!

Hilheno O. Miranda -
hilheno@yahoo.com.br
PT - Partido dos Trabalhadores - Movimento Mudança – Bahia

"Cresci sob um teto sossegado, meu sonho era pequenino sonho meu. Na ciência dos cuidados fui treinado. Agora, entre meu ser e o ser alheio a linha de fronteira se rompeu."(Waly Salomão - Câmara de Ecos)

http://dilma13.blogspot.com/2009/11/entrevista-com-o-petista-leno-miranda.html
.

A tentativa desesperada do Ali Camel (*) de criar um megapagão

Paulo Henrique Cardoso: Seguem-se observações de amiga navegante bela e baiana. O jornal nacional recriou o clima de ódio e desespero que o Brasil viveu no apagão do Farol de Alexandria e tentou tratá-lo como se fosse atual. Na edição de ontem do jornal nacional, um especialista do INPE disse que a culpa era da Dilma – clique aqui para ver o vídeo. No Jornal da Globo (onde o Jabor se debatia com e naufragava com a própria ira), o INPE desmentiu o especialista do jornal nacional. O Jornal da Globo também anunciou uma devastação do rio Paraná por causa da Dilma. Vieram as imagens e eram cinco peixes mortos, que, juntos, não compunham uma sardinha. Clique aqui para ler mais sobre o PiG, só hoje: As três mentiras da Folha (e só três …) sobre a Dilma.
Leia mais sobre idéias para acelerar o morte do PiG (**), por Altamiro Borges.
E clique aqui para ler sobre a declaração que Aloizio Mercadante fez e, na verdade, não fez ao jornal nacional, em “recortagem” contra a Dilma.
Ali Camel (*) é insuperável. Nunca o departamento de jornalismo da Globo militou com tanta fúria na causa (hoje, perdida) do anti-trabalhismo.
http://dilma13.blogspot.com/
.

Mocinhos contra bandidos

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Nunca na vida estive tão convencido sobre de que lado ficar em uma disputa – e sobre por que escolher um dos lados. Sendo assim, volto a este blog para tentar convencer leitores que buscam a verdade dos fatos a igualmente abraçarem este ponto de vista.

Entre os leitores silenciosos, essa maioria impressionante de pessoas que vem aqui todos os dias e jamais se manifesta, acredito que muitos não opinam por falta de uma opinião completamente formada.

A estes, quero pedir que reflitam sobre o que acho que acontece hoje na política brasileira. E o que acho que acontece é que nunca os mocinhos e os bandidos estiveram tão claramente caracterizados. E olhem que não é fácil, porque dificilmente algum dos lados pode ser considerado “mocinho” na política.

No momento, porém, acho mais do que lícito dizer que um dos lados age corretamente e o outro, de forma criminosa.

Há uma injustiça revoltante nesse processo de acusação incessante a um governo tão cheio de êxitos para exibir como é o governo Lula e de acobertamento irrestrito de um governo tão cheio de falhas inexploradas como é o governo de José Serra.

A melhor forma de se constatar a diferença de tratamento dos dois governos, neste momento, é ler os jornais.

Hoje, por exemplo, veio a público o desabamento de uma obra do Rodoanel que circunda São Paulo. O desastre aconteceu no trecho que cruza a rodovia Régis Bittencourt. Vigas pesando toneladas desabaram sobre os veículos na pista. Há gente gravemente ferida.

O assunto foi manchete de primeira página dos dois maiores jornais paulistas, mas sem acusações e decretações de culpa do governo do Estado. Nada de editoriais e artigos furibundos. Bastou uma declaração de Serra de que tudo será apurado. Em dois ou três dias a mídia abandonará o assunto, se demorar tanto.

Quem se lembra do desastre com o avião da TAM, quando chegou a sair matéria de primeira página dizendo que Lula assassinara 200 passageiros, nota a sobriedade das manchetes sobre desastre em obra de um governo aliado da imprensa.

No caso recente do apagão, por falta de luz em boa parte do país durante no máximo três horas, coisa que jamais acontecera neste governo, foi produzido muito mais material “jornalístico” de acusação e deboche do que nos oito meses do racionamento de energia e arrocho ao bolso do consumidor no fim do governo FHC.

A mentira e a injustiça transformaram-se em rotina. Fabricam fatos e até documentos falsos, alarmam a população provocando problemas gravíssimos de saúde pública e na economia, acobertam escândalos de corrupção contra políticos oposicionistas. Agindo assim, retardam o progresso do país, que mesmo com sabotagens teima em resistir.

Não tenho a menor dúvida de que, na eleição do ano que vem, o bem e o mal se confrontarão. A injustiça e a justiça, a verdade e a mentira, a sinceridade e a dissimulação, o certo e o errado, enfim.

Declaro, portanto, que, como cidadão desvinculado de grupos de interesses políticos e partidários – ou de qualquer outro tipo –, por meios próprios e sem querer nada em troca trabalharei como puder para impedir que José Serra se eleja presidente da República.



Escrito por Eduardo Guimarães às 13h02

Brazil é capa da Economist. Por causa da classe media ascendente. Deixa o PiG (*) chorar !

Recebido por e-mail

12/novembro/2009 15:50

A Economist diz que o Brasil decola. E o PiG (*), o que diz?

A Economist diz que o Brasil decola. E o PiG (*), o que diz?

A Economist é a principal revista de economia do mundo.

O Brasil está na capa.
O titulo é: o Brasil decola !

O PiG (*) vai se estrebuchar.

O PiG sofre de um apagão irremediável !


*PIG - Partido da imprensa Golpista

Até ‘apagão’ de Lula é melhor

Crônica política

Até ‘apagão’ de Lula é melhor

Já que José Serra teima em mandar a Globo, a Folha, a Veja, o Estadão e os penduricalhos destes tentarem enfiar na cabeça das pessoas que o blecaute de terça-feira é igual aos oito meses de racionamento draconiano de energia elétrica com o qual o governo Fernando Henrique Cardoso torturou o país, vamos às comparações para descobrir se é tudo mesmo tão igual como dizem o governador tucano e sua mídia.

Apagão de FHC (2001 e 2002)

O país teve que economizar 20% de energia elétrica durante o período do racionamento. Se os brasileiros não tivessem conseguido economizar, teriam ocorrido cortes periódicos e programados de energia elétrica nas cidades.

O plano atingiu 35% dos consumidores residenciais do Sudeste e o Centro-Oeste e 87,9% dos consumidores do Nordeste, além do comércio e da indústria



COMO ERAM AS PENALIDADES

Só era obrigado a economizar 20% quem tinha conta mensal acima de 100 kWh.

Quem consumia entre 101 kWh e 200 kWh não pagava multa, mas tinha que economizar 20% para não ter a energia cortada.

Quem consumia acima de 200 kWh por mês ficava sujeito a corte e multa.

As contas de luz acima de 200 kWh mês eram sobretaxadas mesmo que o consumo estivesse dentro da cota.



MULTA VARIAVA DE 50% A 200%


Os consumidores que não reduziam o consumo pagavam tarifas de 50% a 200% mais caras pela energia que ultrapassava a cota.

Todo consumo entre 201 kWh e 500 kWh era sobretaxado em 50%, mesmo que o consumidor economizasse os 20%

A parcela acima de 501 kWh tinha uma sobretaxa de 200%.



QUEM ULTRAPASSAVA COTA FICAVA NO BREU POR ATÉ 6 DIAS


Quem descumpria as cotas de racionamento estava sujeito a um corte de energia de três dias no primeiro mês e seis dias em caso de reincidência.

Para saber qual foi a cota para junho de 2001, no início do racionamento, o consumidor teve que calcular a média do que tinha consumido em maio, junho e julho de 2000 e cortar 20%.


AS COTAS PARA A INDÚSTRIA E COMÉRCIO


Indústria e comércio com rede de baixa tensão tiveram que reduzir o consumo para 80% do consumo médio dos meses de maio, junho e julho do ano passado.

Indústria e comércio de alta tensão tiveram a meta calculada em função do nível de tensão e do setor da empresa. Para esse grupo, a meta de redução variava de 75% a 85%. A média também era calculada com base nos consumos dos meses de maio, junho e julho de 2000.

O consumidor rural teve que reduzir em 10% o consumo médio de energia a partir do dia 1º de junho de 2001, na comparação com os meses de maio a julho do ano anterior.

“Apagão” de Lula (10/11/2009)

Falta de luz por períodos que variaram de quinze minutos a três horas.

FONTE: escrito por Eduardo Guimarães e postado ontem (13) à noite no seu blog "Cidadania.com".

http://democraciapolitica.blogspot.com/2009/11/ate-apagao-de-lula-e-melhor-ja-que-jose.html

domingo, 8 de novembro de 2009

Oposição perdida apela para bordões vazios

As forças da oposição levaram a sério o artigo de FHC. Um de seus leais sócios, o colunista do Globo Merval Pereira, recém laureado com o mesmo prêmio que ganhou Lacerda nos anos 50 e Roberto Marinho no ano seguinte à sua campanha em prol do golpe de 64, repete os mesmos argumentos fernandistas.

Aos sucessos econômicos e sociais, a oposição quer contrapor agora o "atropelo aos bons costumes", e o "autoritarismo popular". É igualzinho, usando os mesmos vocábulos, ao discurso golpista de 64. A única diferença é que, onde se lia "comunismo", agora se lê "chavismo" ou "bolivarianismo".

Próceres da imprensa acusam a oposição de não fazer oposição, e indicam o caminho que esta deveria seguir; mas esses caminhos não apontam novidades. "A política, assim como a arte, deve sempre buscar o novo", dizia Tucídides, há mais de dois mil anos.

A oposição ao governo Lula, mais especificamente o PSDB, migrou para a direita raivosa, aliada à uma mídia historicamente golpista. Seu principal sustentáculo é um segmento da elite brasileira que, por sua vez, tem uma relação bastante dialética com a mídia: ele forma a mídia e, ao mesmo tempo, é formado por ela. Analisar como este segmento desenvolveu sua visão de mundo é a chave para se entender a prepotência beirando a insanidade de certos formadores de opinião e quadros partidários.

Em primeiro lugar, essa prepotência sinaliza debilidade e aponta para baixo, para o declínio. O artigo de FHC, por exemplo, é um choro antecipado de perdedor. O que significa o tal "autoritarismo popular", denunciado por FHC como o inferno para o qual Lula estaria conduzindo o país? Simples: mais uma vitória do povo brasileiro. Autoritarismo popular é o povo exercendo sua autoridade.

Por trás da comicidade pernóstica com que escreve FHC, pode-se vislumbrar como será o arrazoado oposicionista daqui para a frente. Pendurar-se-á cada vez mais na histeria antichavista, que terá de ser exacerbada até se tornar uma fobia social patológica, e na desconstrução simbólica de Lula - o que vem se mostrando uma tareja, no mínimo, inglória.

No afã de desestabilizar o governo e atingir Lula, setores da mídia e da oposição praticaram a tática de terra arrasada. Destruiram plantações, poluíram as águas e empestiaram a atmosfera, de forma que, hoje, vastos segmentos da sociedade passaram a ver a política como um universo corrupto em si, no qual não vale a pena se imiscuir. Esse quadro, é bom ressaltar, repete-se na maioria dos países ocidentais, nos quais as forças antidemocráticas, rechaçadas do poder pelo voto, refugiam-se no quarto poder, na mídia, onde se vêem protegidas do sufrágio popular.

O Leviatã, porém, jamais se contentará com este papel secundário. O poder midiático, embora tremendo, não lhe satisfaz. Sua ambição é recuperar o trono. A grande vantagem, para as forças populares, em existir um Fernando Henrique Cardoso, é que sua vaidade impede-lhe de usar estratégias mais sutis. Ele quer falar, e isso é sempre vantajoso para criar um debate político transparente. Por isso há tanto temor quanto à José Serra. Ele não possui transparência nenhuma. Não dá entrevistas, e quando as dá, não diz nada. Não toma posição. Sua reação ante qualquer problema é sempre o silêncio sepulcral - deixando que seus capangas midiáticos limpem o terreno e promovam o necessário esquecimento público.

Voltando à FHC, a sua denúncia sobre um "autoritarismo popular" apenas revela seu desejo impotente, corroído pela inveja, de recuperar o poder. É uma denúncia ridícula, ainda mais vindo de um intelectual que já foi (?) respeitado. Sim, porque as instituições democráticas brasileiras permanecem sólidas. FHC, em verdade, ecoa, ele sim, um sentimento antidemocrático, um repúdio visceral, aristocrático, ao poder popular. Todo poder, mesmo o democrático, é autoritário, porque poder significa autoridade, monopólio da violência, polícia, legislativo, judiciário. Mesmo o mais anarquista dos pensadores entende que a liberdade só existe em face da lei e da autoridade. A democracia, aliás, não é anarquia. Não é um não-governo. Democracia é simplesmente o governo exercido pela maioria, respeitando os direitos das minorias. Há algum sintoma real de que o espírito democrático esteja sendo questionado no Brasil? Não. Ao contrário, se você ler os livros de Wanderley Guilherme dos Santos, verá como a democracia no Brasil, hoje, é muito mais concreta, em termos estatísticos, políticos e morais, do que em qualquer outro momento da história brasileira. As instituições também nunca viveram um equilíbrio tão harmônico. De maneira que as acusações de FHC não passam de leviandade oposicionista.

É irônico que o mesmo Merval Pereira que defende o golpe de Estado em Honduras, e portanto defende o mais odioso autoritarismo não-democrático, aquele que fecha jornais, rádios, canais de TV não-alinhados, que violenta as mais básicas liberdades civis, que tortura inclusive nosso corpo diplomático, venha ecoar o disparate fernandista sobre um vago e futuro "autoritarismo popular, subperonista" para o qual estaríamos nos dirigindo, sob a liderança do presidente Lula.

Ontem eu vi um belo documentário, Rua Santa Fé, de Carmen Castillo, viúva de Miguel Henríquez, o líder do MIR assassinado pela ditadura chilena em 1974. Mais uma vez, somos confrontados com uma realidade que se estendeu por toda a América Latina. Aí sim tivemos autoritarismo. Não era um autoritarismo vago, em potencial, muito menos "popular". Era um autoritarismo truculento, covarde, assassino. E que foi aceito pelas elites e defendido pelas mesmas mídias conservadoras do continente que hoje se arvoram paladinas da democracia. Assistindo ao filme, lembrei das leituras que venho fazendo, sobre história. As teorias modernas de história entendem que o nosso passado é sempre uma reconstituição de valores, e que nesse processo se dá uma luta sangrenta de representações, de visões de mundo, onde sempre vence o mais forte.

Não é outra coisa o que ocorre hoje; por trás da luta para mostrar o que é democracia e o que é autoritarismo, insinua-se o mesmo embate registrado entre a ditadura e a resistência, todavia modernizado, enriquecido pelos erros do passado e pelas novas dinâmicas do presesente, carregado de novas dialéticas.

Ao mesmo tempo em que acusa nossa democracia, regida por um presidente oriundo das camadas mais humildes, que vem realizando uma gestão social e econômica extremamente bem avaliada pelo povo brasileiro e pela comunidade internacional, ao mesmo tempo em que acusa, eu dizia, a nossa democracia de caminhar para um "autoritarismo popular", sabe-se lá o que seja isso, FHC (e o resto da mídia também) silenciou-se vergonhosamente sobre o revisionismo criminoso da Folha de São Paulo, que tentou emplacar o conceito de "ditabranda" ao nosso regime militar. Pior ainda, parte da mídia (Jabor, Merval, Veja) tentou qualificar um golpe de Estado, desta vez em Honduras, como "golpe democrático"... Aliás, FHC não tinha nada a dizer sobre essa nova onda de golpes de Estado chancelados pela mídia?

Talvez esteja na hora de, em vez de autoritarismo popular, acusarmos um monstro muito mais nocivo à democracia e à estabilidade política e econômica da América Latina: o autoritarismo midiático, que prejudica seriamente a equidade eleitoral dos candidatos, bagunça as políticas de saúde pública, desinforma e portanto deseduca as massas, dá orientações estéticas artificiosas (elitistas, de um lado; popularescas, de outro), e alijou quase que completamente a discussão acadêmica e científica de seus salões.

Acesse oleododiabo.blogspot.com
.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Reunião do PT em Ipiaú confirma chapa consenso

Por Alan Alves
Ibirataia Notíciasimage
reunião do PT2 reunião do PT

A reunião prevista para este domingo (01/11/2009), no auditório do Colégio Estadual de Ipiaú(CEI), houve uma mudança de local, onde aconteceu na Câmara Municipal, com a presença de alguns filiados onde consolidaram a chapa consenso para presidência do Diretório Municipal.

Na busca da consolidação como uma das principais forças políticas local e fortalecer a luta pela conquista dos direitos dos trabalhadores de um modo geral, denominaram a chapa “PT em Ação” para os próximos três anos.

Haverá a eleição e será renovada a cúpula do PT em âmbito nacional, estadual e municipal e em Ipiaú já está tudo decidido. O Indicado ao cargo de presidente do PT de Ipiaú - Orlando dos Santos, através de chapa consenso, diz que uma das metas para seu mandato é a indicação do nome da funcionária aposentada do Banco do Brasil a Srª. Elinalva Bastos, para chapa majoritária nas eleições em 2012.
O Vereador Aloísio Teixeira Mendes(Aloísio do Cartório), manifestou total apoio, a candidatura de Orlando Santos para a presidência do PT de Ipiaú

domingo, 1 de novembro de 2009

Entrevista exclusiva concedida por escrito pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Leia a entrevista completa no endereço abaixo:
http://dilma13.blogspot.com/
domingo, 1 de novembro de 2009


*Postado por Thiago Pires,do Blog Interesse Nacional


Qual é a explicação, Sr. Presidente, para que em 10 anos o Brasil tenha alcançado esse desenvolvimento admirável? Estamos falando do milagre brasileiro ou do milagre de Lula? Qual é a fórmula para o que estamos vendo hoje?

Presidente: De fato, nos últimos anos temos colhido uma safra de boas notícias, mas isso nada tem a ver com milagres. É fruto de trabalho duro dos brasileiros ao longo das últimas décadas. Consolidamos a democracia, derrotamos a inflação, retomamos o crescimento e estamos construindo uma sociedade moderna e cada vez mais justa com todos os seus cidadãos. Do meu período na Presidência, iniciado em 2003, destaco como as maiores conquistas a retomada do desenvolvimento econômico e da capacidade do Governo de investir na educação e na infra-estrutura, além dos programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população. O impacto desses programas foi muito positivo na redistribuição da renda. Como resultado, cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 21 milhões deles hoje fazem parte da nova classe média, o que deu novo impulso ao crescimento econômico e ampliou ainda mais nosso mercado interno. Adotamos uma política externa mais assertiva, que investiu na nossa relação com a América Latina, África e Ásia, sem ignorar nossos laços tradicionais com a Europa e os Estados Unidos. Esse conjunto de medidas nos permitiu enfrentar e superar a crise econômica mundial sem sobressaltos.
...
O Sr. confia na sua ministra Dilma Rousseff para sucedê-lo em 2010, mas os brasileiros estariam preparados para ter uma mulher como Presidente?

Presidente: Dilma Rousseff conta com minha total confiança. A ela confiei o comando do principal programa de obras do Governo no segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento, e os resultados mostram sua grande capacidade como gestora e como líder. Sua experiência acumulada como parte de nossa equipe desde o início, em 2003, e sua identidade com nosso projeto para o País asseguram que continuaremos a crescer e a diminuir as desigualdades sociais e regionais ainda existentes. Desde a redemocratização, nos anos 80, várias mulheres foram eleitas para cargos importantes no Brasil, como os de prefeitas de grandes cidades e os de governadoras, e nesses casos a questão de gênero não fez nenhuma diferença. É claro que seria uma grande conquista para as brasileiras fazer história com a eleição da Dilma, que espero venha a ser a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil. O caráter simbólico dessa conquista é poderoso, e espero contribuir para que ela aconteça.

No dia 1º. de janeiro de 2011 o Sr. deixará a presidência, depois de oito anos no poder. Como gostaria de ser lembrado?
Presidente: Sinceramente, ainda não parei para pensar nisso, mas um dia desses brinquei em uma entrevista, dizendo que vai ser estranho acordar no dia 2 de janeiro sem ter algum assessor para cobrar ou repreender. O que posso dizer é que tenho feito o máximo que posso para realizar um bom Governo e corresponder à expectativa dos brasileiros, principalmente dos mais humildes, e que continuarei mantendo esse foco no comando do País até o dia 31 de dezembro de 2010. Depois, volto para minha casa em São Bernardo do Campo, com a satisfação do dever cumprido e o orgulho de poder andar de cabeça erguida. E com mais tempo para a família e para os amigos, que me apoiaram tanto ao longo de décadas de militância sindical e política, principalmente a partir da posse na Presidência em 2003. Quanto à forma como serei lembrado, cabe à História e aos brasileiros o julgamento.Hoje, só posso dizer que deixarei o Palácio do Planalto com a certeza de que fiz o melhor que pude. E que meu maior orgulho será voltar para São Bernardo do Campo e continuar a ser chamado de companheiro pelos meus companheiros.

Dilma: Ausência do Estado provocou o crescimento do crime organizado

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje (29) que o crime organizado tomou conta das favelas porque o Estado deixou de estar presente nessas localidades.
“O crime invadiu essas regiões porque o estado simplesmente fugiu delas, porque no Brasil não se investia em favelas nem em bairros populares”, disse em entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro.
Dilma disse que é preciso fazer uma “disputa do bem” contra o tráfico no Rio de Janeiro no sentido de garantir a efetiva presença do estado nas regiões mais violentas. “É possível que a gente dispute com o tráfico e façamos essa disputa do bem que é de fato nossa presença efetiva, com a polícia, também, mas também com obras e com serviços públicos de qualidade para essa população.”
A ministra citou a parceria entres os governos federal,estadual e municipal do Rio de Janeiro nas obras que tem feito no Complexo do Alemão, Pavão-Pavãozinho, na Rocinha e em Manguinhos.
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=83396&Itemid=195
.

sábado, 31 de outubro de 2009

Vou votar em Dilma por um punhado de motivos.

Companheiros e amigos,
Me pediram umas palavras para justificar o meu candidato. Eis já alguns links de onde encontrar essas palavras, e Claro que não perderia a oportunidade de mostrar o meu estado e os destruidores dele.
Afinal JUNTOS SOMOS FORTES
Um abraço a todos
Nanda Tardin

DIRETO DE CUIABÁ, QUER DIZER DE JUIZ DE FORA-MG, por e-mail!

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Amiga NANDA TARDIM, em quem votas em 2010 e porquê?


Vou votar em Dilma por um punhado de motivos. O primeiro deles é que independente ou não de ser petista – sou – entendo que se vota na idéia, no princípio, na convicção. E Dilma representa a diferença entre Lula e Serra, na exata medida que Lula e Serra enxergam a política como um todo de maneiras diversas.

Serra, ou Aécio, seja lá que praga tucana for, pensam o mundo e agem a partir da visão norte-americana. Aceitam o papel secundário que a ordem neoliberal confere ao Brasil. Um País produtor de matérias primas, base de operações de grupos econômicos norte-americanos, europeus e sionistas nessa parte do mundo, América Latina, sobretudo América do Sul e Lula pensa o Brasil em termos de “capitalismo brasileiro”.

Um País que se mantém soberano, uno, buscando emergir e está conseguindo, como potência a médio e longo prazos.

Dilma continua. É uma realidade. Nada de privatizar PETROBRÁS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, fundamentais ao processo de construção dessa soberania.

Serra anula e aniquila essa soberania, seja lá o nome que tiver, Aécio, ou qualquer outro.

Avanços? O ex-deputado, ex-senador, ex-comunista, ex-honesto, Roberto Freire, no cretinismo que permeia gente como ele, criticou hoje a política econômica de FHC e chamou-a de “catastrófica”.

Não o fez nos oito anos de governo de FHC. Por que? Bebeu a água neoliberal naqueles oito anos. Chafurdou-se na lama neoliberal naqueles oito anos.

Como as pesquisas indicam que as dificuldades são grandes para Jânio Quadros, quer dizer, José Serra, pula do bote FHC já que esse não tem perspectiva alguma, nem de virar múmia como RAMSÉS (bem que gostaria, para ser adorado e idolatrado como grande homem da História).

Ancora seu barco de nome oportunismo no Jânio, quer dizer Serra.

De um lado Dilma, que nos permite avançar no processo de organização popular, não fecha a cerca, não vende o País com porteira fechada, o que significa perspectiva de alternativas mais à esquerda, isso à frente, de outro Serra, que representa a chamada nova ordem política e econômica que a gente enxerga no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, na Colômbia, no golpe em Honduras e vai por aí afora.

O mundo configurado à feição do IV Reich, Washington/Wall Street e por via das dúvidas, para qualquer emergência, o Pentágono.

Por trás disso? Banqueiros, grandes empresários, latifundiários, etc, etc, os de sempre.

Avanços com Lula? Claro, o cidadão que recebe o “bolsa família” come. Ou seja, mata a fome. Assistencialismo? As elites brasileiras, aves de rapina como qualquer elite em qualquer lugar do mundo, devem somas imensas de exploração ao povo. O programa começa a corrigir essas injustiças e principalmente, liberta o cidadão do protecionismo dos coronéis da política em regiões como o Nordeste, o Norte e o Centro-oeste.

Em linhas gerais, citei exemplos, nessa diferente visão do processo político e econômico, capitalismo na essência, Lula/Dilma representam perspectivas para o movimento popular de organização e mudança e os outros tão somente um garrote nesse processo.

Por isso voto Dilma.

Ideal? Não, o caminho para avançarmos e chegarmos ao ideal. A História não marcha como carro de fórmula I, mas avança em forma de processo, ciclos e é por aí que devemos ir.

O meu estado - ES -- é um estado extinto desde a chegada do tal "progresso" com máfias como a VALE, a CST, a ARACRUZ e hoje é apenas um latifúndio administrado por um tucano corrupto, Paulo Hartung - hoje alojado no PMDB. Ações constantes da Policia Federação através de Operações, apontam a máfia estadual comandada pelo governador, mas a impunidade no estado segue sem arranhões. Anchieta, uma cidade balneária, rota turística, hoje sofre com o "progresso" desestruturado, desprogramado. Tornou-se favela. Uma população local com a economia voltada para a pesca, com a ida da Arcelor ( Aracruz) , deixou a população local desassistidas, o índice de criminalidade triplicou. Foi assim com o início do "progresso" que há 30 anos atrás chegou com nome de Aracruz, Vale e CST. Hoje, uma ilha chamada anteriormente ilha do MEL, Vitória, é a capital mais violenta do mundo. E essa é uma prova que um governo Federal sozinho não muda uma realidade. É preciso mais. Preciso formar e informar a população , para que mesmo modificando o quadro gestor, atue cobrando dos eleitos, fiscalizando e assim inibindo o desmonte de um estado que um dia fou um ESPIRITO SANTO, com sua capital chamada VITORIA. Vitória de quem?

Um dos mais belos estados brasileiros transformado nisso.Por isso também, Dilmar, para que possamos continuar, à medida do possível, continuar a organizar os movimentos populares, romper a barreira da mídia podre, a chamada grande mídia, e mostrar às pessoas que os caminhos não passam por essa ordem de verdade absoluta.

Hasta la vitória, JUNTOS SOMOS FORTES. Somos a base da piramide, 180 milhoes de brasileiro, só falta fazermos uso dessa força e assim evitar que o topo nos manipule.
Bjs
Nanda Tardin
32 91363332

http://guerrilheirosvirtuais.blogspot.com/2009/10/direto-de-cuiaba-quer-dizer-de-juiz-de.html

.

Governo Lula começa consulta sobre internet

O governo Lula abriu ontem consulta pública on-line, em formato de blog, para discutir um marco regulatório civil a fim de regular o uso da internet no Brasil. O texto-base, proposto pelo Ministério da Justiça, inclui a "responsabilidade civil de provedores e usuários sobre o conteúdo postado na internet e medidas para preservar e regulamentar direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão e a privacidade" .

O objetivo é definir os direitos e responsabilidades no uso da rede, criando regras para normatizar esse acesso.O governo admite que a chamada "guarda de logs" ou retenção de dados pessoais pelos provedores de acesso à internet e provedores de conteúdo ou serviços é um dos pontos mais polêmicos dessa discussão.

O ministro Tarso Genro (Justiça), esteve presente ao lançamento do projeto, na Fundação Getulio Vargas, em Botafogo (zona sul do Rio).O documento disponível em http://culturadigit al.br/marcocivil /, pretende dar diretrizes para o Judiciário na solução de conflitos surgidos na rede de computadores. A elaboração da proposta final, que se transformará em projeto de lei em 45 dias, contará com a colaboração popular no site http://culturadigit al.br e voltará a ser alvo de novas discussões por mais 45 dias.

A partir de eixos temáticos amplos -como intimidade e privacidade, inviolabilidade do sigilo de correspondência, liberdade de expressão, anonimidade- , o governo pretende discutir se é preciso algum cadastramento de usuário da internet e se é necessária ordem judicial para ter acesso ao registro de entrada de um usuário.

"É uma construção colaborativa, participativa. Vamos receber, compilar e exibir o texto do projeto de lei", afirmou o Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia da Fundação Getulio Vargas, no Rio.

"Hoje não há regras, é imprevisível uma decisão judicial, é loteria. Queremos afirmar a liberdade de expressão. É importante saber quais são os direitos, começando pelos direitos civis, depois podemos pensar em chegar ao penal", disse o coordenador do projeto, Pedro Abramovay, secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça. Na opinião dele, "a internet não é espaço de ideias sem regras". "As regras devem ser firmadas a partir de escolhas da sociedade." Você pode acompanhar também pelo Twitter http://twitter. com/marcocivil Aproveite e siga também: http://twitter. com/heleninhasth do nosso blog: http://twitter. com/osamigosdolu la e do bog dos amigos da Dilma http://twitter. com/osamigosdadi lma

http://www.osamigos dopresidentelula .blogspot. com/
.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Waldir Pires sobre candidatura a senador: “Se o cavalo passar selado, eu monto!”

Deu no site Bahia em Pauta:

“Nem o experiente jornalista baiano Levi Vasconcelos, que assina a badalada coluna Tempo Presente no Jornal A Tarde, poderia imaginar a repercussão (excelente, é dever de ofício registrar) da suas notas publicadas na edição desta terça-feira, 27:

Waldir senador I e II. A notícia trata de almoço realizado ontem, 26 de outubro, com as presenças de figuras carimbadas do PT baiano, em restaurante tido como “vitrine” para o mundo político local, a pretexto de comemorar o aniversário do ex-governador, que no último dia 21 completou 83 anos.

“Virou ato político, com o homenageado sendo lançado candidato ao Senado”, escreveu Levi. “Waldir disse que com a idade que tem não vai mais disputar mandatos dentro do partido, mas se o cavalo passar selado, topa”, continua o jornalista.

SABOR DE RESGATE
“Para mim, teria o sabor de um resgate, já que fui estupidamente roubado”, afirmou o ex-ministro da Defesa, referindo-se as eleições de 1994, quando perdeu o mandato para Waldeck Ornelas por 1.291,382 contra 1.288.316, apenas 3.066 votos de diferença. Ele pediu recontagem e não foi atendido…o resto da história todo Brasil conhece.

(...) Importante conhecedor da política baiana, que pediu reservas, afirmou o seguinte: “Agora sim, apareceu um candidato ao Senado da República de verdade, este tem história e saber para representar a Bahia, especialmente neste momento em que a chamada Câmara Alta passa por um dos seus piores períodos de representatividade”, desabafou. O assunto promete “render”, vamos aguardar.

Enquanto isso, apressados defensores de outras candidaturas já se desdobram em desmentir o fato.
CONFIRA VOCÊ MESMO

http://bahiadefato.blogspot.com/
.