LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 21 de abril de 2009

Governar é uma ação eleitoreira

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A revista IstoÉ publica neste sábado uma matéria bem fundamentada do ponto de vista jornalístico, mas com um viés político um tanto quanto discutível.

O título da matéria é "Vencer ou vencer" e conta com um subtítulo segundo o qual:
"Para combater a crise, garantir a popularidade e fazer seu sucessor em 2010, o presidente Lula abre o cofre e favorece consumidores, municípios e Estados. De quebra, empresta US$ 4,5 bilhões ao FMI".
A informação é precisa, mas não faz sentido o comentário político/eleitoral.

Quer dizer que beneficiar consumidores, municípios e Estados além de emprestar ao FMI parte de nossas reservas tem como objetivo garantir a popularidade e fazer seu sucessor em 2010? Não vejo nenhuma outra razão republicana para uma pessoa e um partido buscarem o poder senão a de beneficiar a população e o país. Governar deveria ser entendido como um meio de melhorar a qualidade de vida das pessoas e como estamos num regime democrático com representatividade obtida nas urnas, não há como fugir do fato de que governar é uma ação eleitoreira. Um bom governante deveria ser avaliado pelo que faz para o bem do país e a repercussão eleitoral desse trabalho deve entendida como natural.

Em um dos trechos, chega a afirmar:
"Ao abrir mão de receitas para incentivar os consumidores a irem às compras, Lula quer preservar empregos e reaquecer a economia, um dos principais pilares de sua popularidade recorde".
Dito desta forma parece ser um crime um presidente trabalhar para preservar empregos e reaquecer a economia. Ou seja, para não ser acusado de eleitoreiro, Lula deveria deixar o desemprego aumentar e a economia ir para o buraco, sem tomar nenhuma atitude. Algumas pessoas com vastos interesses eleitorais, adorariam.

O subtítulo da matéria tenta vender a idéia de que o governo está abrindo mão de uma boa gestão para de forma populista agradar os eleitores em 2010. E isso não é verdade como comenta, no último parágrafo, o Ricardo Villela Marino do grupo Itaú: "Se a política expansionista do governo neste momento de crise e em ano pré-eleitoral aumentar a confiança dos consumidores e empresários e não comprometer um dos pilares da estabilização econômica - a responsabilidade fiscal -, o Brasil deverá atrair mais investimentos estrangeiros do que seus grandes vizinhos latinoamericanos com problemas, como a Argentina e o México."

Aliás, em outra matéria da prima IstoÉ Dinheiro, o mesmo Ricardo Villela Marino completa:
O presidente Lula sai fortalecido da crise. O Brasil sai fortalecido. O País tem melhorado constantemente seus fundamentos macroeconômicos, tem uma política estável. Isso é fruto e mérito do presidente Lula. Tem uma responsável e consistente política monetária, sob a liderança também do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Claro que o Brasil sofre com as questões de comércio internacional, a queda dos preços de commodities e o financiamento mais caro. Mas o Lula tem feito um grande trabalho de levar essa boa imagem do Brasil lá fora, mostrando as fortalezas econômicas e sociais que o País tem, através de programas que ele mesmo criou, de alívio de pobreza e alavancagem da demanda doméstica. Temos um mercado gigante e o Lula sabe alavancar bastante bem em prol do investimento e do crescimento.

O temor inicial de uma guinada na política econômica quando Lula assumiu a Presidência em 2002 não se consumou. Não creio que o presidente Lula será irresponsável. Ele tem um track record bastante bom e ortodoxo de manter boas práticas fiscais, com disciplina fiscal. Tem uma boa e razoável política monetária, de maneira a controlar a inflação no nosso País, o que é fundamental. E tem dado poder de compra para a nossa população, principalmente a de mais baixa renda, de maneira que o Banco Central possa continuar seu trabalho de redução de juros. Uma vez que o ciclo melhore depois da crise global, estaremos numa posição ímpar para poder ser o primeiro e um dos principais países na recuperação.
Mas vale comentar também a ciumeiura do ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, que diante de tantos elogios feitos por lideranças internacionais ao presidente Lula, afirmou: "O Brasil é um país muito relevante, é natural que seu presidente seja um líder respeitado". É, pode ser, como diria o Ancelmo Góis.

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