LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pedro Simon destila veneno, mas avisa: Estou com Dilma



http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2009/04/pedro-simon-destila-venemo-mas-avisa.html




Em 1989, votei no Ulysses Guimarães para presidente da República, no primeiro turno, Desta vez, votarei até na Heloísa Helena (PSOL). Mas, no segundo turno, estarei com a Dilma Rousseff (PT) contra o José Serra (PSDB)".

A declaração de voto acima é do senador Pedro Simon (PMDB-RS)

JB – Era de se imaginar que o senhor votasse no José Serra. Afinal, vocês são até amigos, não é verdade?

– Muito amigos. Tenho o maior respeito pelo Serra. Mas ele é governador de São Paulo, e não dá para aceitar mais um paulista no comando do país. Imagina: se o Serra vencer as eleições, terá direito a reeleição. Já temos 16 anos de dois paulistas: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

JB – Mas o Lula é pernambucano.

– Nada. Ele só nasceu em Garanhuns (PE). O Lula é paulista.

JB – Aí o senhor vota na gaúcha Dilma Rousseff no segundo turno, mesmo ela sendo do PT. É isso?

– Olha, nem é só porque a Dilma é gaúcha. É porque eu a conheço e sei que ela é muito boa.

JB – Poxa! O senhor é mesmo fã da ministra.

– Não se trata disso. O caso é que ela é muito competente. Você pode falar de corrupção em qualquer lugar, mas lá na Casa Civil não tem nada disso. Veja esse Programa de Aceleração do Crescimento, esse PAC, qual a diferença? A diferença é a Dilma.

Ela faz mil casas populares numa favela no Rio, coloca um grande posto de saúde, um baita colégio, um tremendo ginásio de esportes. Tudo isso os governos fazem por aí às centenas, sem grandes resultados. Mas a Dilma junta tudo num mesmo lugar, e ainda coloca um teleférico nesta favela criando uma cidade com qualidade de vida razoável, de uma cidade, para um monte de gente.

Isso é competência. Antes do PAC, o dinheiro passava de um lado para o outro sem aparecer nada. Agora as coisas aparecem. Eu acompanho o trabalho da Dilma por longa data. Como secretária de Fazenda do governador Alceu Collares (PDT), vi as reuniões de que ela participou para tentar salvar o governo, seu esforço aqui nos ministérios em Brasília. Depois, como secretária de Energia do governador Olívio Dutra (PT), também soube mostrar a que veio. Tanto que virou ministra das Minas e Energia do Lula sem que ninguém aqui em Brasília a conhecesse. E foi novamente muito bem. Brigou o tempo inteiro para evitar que o senador José Sarney (PMDB-AP) indicasse qualquer um para lá. Ela só quis nomes técnicos. O resto do governo é que fica colocando esse rebotalho do PMDB que está aí.

JB – O senhor acha que a Dilma, se eleita, não colocará o rebotalho do PMDB na administração?

– Tenho certeza de que ela fará o possível para evitar que essa parcela do PMDB estrague o seu governo.

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