LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Os cães ladram e a caravana passa... e o Brasil a cada dia sendo mais respeitado.

"Eu sou o assessor do cara"

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, comemora o momento histórico da política externa e diz que Lula e o Brasil serão ainda mais influentes no cenário global

DENIZE BACOCCINA e GUSTAVO GANTOIS

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Fotos: Roberto Jayme/fotonews " O
Brasil é
o país.
Não há
conversa
sem o
Brasil "

Celso Amorin: desde o início de sua gestão, o ministro já visitou 167 países

Os comprimidos de omeprazol foram trocados pelo chá de camomila. Mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ainda mantém o hábito de dormir sempre que pode e comer pouco. É dessa forma que ele aguenta uma rotina pesada de viagens e missões nas quais representa não apenas o governo brasileiro, mas, muitas vezes também, as posições de outros países em desenvolvimento. Desde o início de sua gestão, Amorim já visitou 167 países - vários mais de uma vez - totalizando 468 dias fora do Brasil. E isso sem contar as mais de 80 viagens nas quais acompanhou o presidente Lula.

Ele estima que tenha se ausentado de Brasília quase dois terços do tempo em que comanda o itamaraty. Tamanho esforço, segundo ele, tem o seguinte saldo: hoje o Brasil participa como protagonista das principais discussões globais, sejam políticas ou econômicas. "Quem diria, há seis anos, que os principais negociadores comercias seriam estados Unidos, União europeia, Índia, china e Brasil?", disse à dinheiro. "As oportunidades aparecem, mas se você ficar o dia inteiro trancado no quarto, nem as vê. E muito menos as aproveita." Amorim tem plena consciência do que fala. Hoje, o Brasil integra o mercosul, a Unasul, o G5, o G20 financeiro e o da omc, que ajudou a criar; participa das reuniões do G8, além de integrar o Bric e o ibas. As siglas diversas pouco importam no momento. Significam que o Brasil conseguiu um lugar ao sol na cena política internacional. "Mais que convidado, hoje, o Brasil é demandado", diz amorim.

Fotos: Ricardo Stuckert/Pr e Wilson Dias/abr
Um Líder em ação:Lula fazendo política externa com Castro (Cuba), Chávez
(Venezuela), Merckel (Alemanha), Jintao (China), Kirchner (Argentina) e Obama (EUA)


"Mais que
convidado, o
Brasil hoje é
demandado"

Se no cenário interno o ministro ainda se irrita com algumas críticas, como as que apontam que o Brasil estaria se ligando demais aos países em desenvolvimento ou que há uma obsessiva ambição em pertencer ao conselho de segurança da ONU, ele se vinga no plano internacional. Nos últimos trinta dias, o Brasil foi tema de duas capas da edição internacional da Newsweek. Ambas exaltam a forma como o país conseguiu se destacar no tabuleiro mundial, citando o bom estado da economia, o diálogo franco travado entre o presidente Lula e outros líderes e, claro, a força da diplomacia nacional. "Acho que nem se eu escrevesse seria tão favorável", brinca amorim. O fato é que o Itamaraty tem conseguido, com uma boa dose de paciência, atrair os vizinhos sul-americanos para a sua órbita. Sem contar as visitas junto ao presidente, amorim viajou 51 vezes para os países da região. Algumas vezes para apagar incêndios, como é o caso mais comum com a argentina, mas a grande maioria foi para manter o contato estreito iniciado na gestão Lula.

A intensidade e a diversidade das relações brasileiras ficam evidentes no calendário de visitas. Nesta quarta-feira 6, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad estará no Brasil. No dia seguinte, é a vez do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Às vezes, são várias no mesmo dia, como se pode ver nas bandeiras hasteadas em frente ao itamaraty. "Outro dia tinha a bandeira do irã ao lado da do reino Unido", conta amorim. Ele já mandou instalar mais dois mastros desde o início do governo. O ritmo imposto à política externa, no entanto, não teria sobrevida se não contasse com o engajamento pessoal do presidente Lula. "Somos pessoas com histórias de vida diferentes, mas temos uma afinidade de pensamento", explica amorim. Uma afinidade que é criticada por parte da diplomacia, que considera a política atual muito "de esquerda". Nos corredores do palácio ouvem-se críticas à atenção excessiva a países em desenvolvimento, com abertura de embaixadas na África e no oriente médio.

Amorim não se importa. Diz que a crise mostrou que a diversificação está sendo boa para o Brasil, hoje menos dependente dos mercados centrais. A relação com os estados Unidos, se já era boa no governo George W. Bush, ficou mais respeitosa com Barack Obama. "Sem os estados Unidos é difícil fazer uma coisa global, mas eles perceberam que sozinhos também não fazem nada. Por isso, quando eles pedem sugestões acho que estão sendo sinceros", afirma o chanceler. Na reunião do G 20, Obama chegou a referir- se ao presidente Lula como "o cara". Se ele assim o é, quem será celso amorim? "sou o assessor do cara", brinca. "Eu não sou o cara, mas o Brasil é o país. Não há conversa sem o Brasil."

Veja a reportagem completa no site abaixo:

http://www.terra. com.br/istoedinh eiro/edicoes/ 604/artigo132807 -2.htm

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