LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Artigo da jornalista Ana Claúdia da SE/IAT. Vale a pena ler.


Até 2006, a Bahia vivia uma era onde imperava a molecagem e a malvadeza. A partir de então, esta velha e triste Bahia começou a ceder espaço para a Bahia da transformação. Interessante observar que, muito embora a imprensa baiana e brasileira tenha olhado para a tirinha do personagem de Maurício de Sousa e reservado espaço para somente disseminar a ironia e uma suposta e superficial indignação, o resto da revista não foi de fato avaliada. As ações descritas nos últimos 30 meses de gestão não “mereceram” o mesmo espaço. As sugestões de pauta, releases e material de divulgação, enviados para a mídia sobre ações construtivas dessa gestão não obtiveram o mesmo cuidado. Informações, por exemplo, sobre o novo plano de formação de professores e demais profissionais da Educação, que disponibiliza 54 mil vagas para educadores da rede estadual e das redes municipais fazerem a sua formação inicial, não tem a repercussão merecida por parte da grande mídia.

O Estado se descobriu - a partir de 2007 - responsável também pela situação calamitosa das redes municipais. Sem se ater a limites partidários, prefeitos e secretários municipais da Educação podem agora atuar em parceria com o Governo do Estado/ SEC e com o MEC no que se refere à formação desses profissionais da Educação. A Bahia finalmente vai cumprir o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. É uma informação nova, de grande valor jornalístico, e a imprensa parece não se importar com essa e outras notícias oriundas da área de Educação.

Causa, sim, uma profunda indignação pensar que, para tentar empurrar seus jornais para os leitores da Bahia, é mais fácil associar uma decisão governamental ao personagem infantil. Os jornais do Estado da Bahia nem sequer se dedicaram a fazer uma análise mais complexa das questões que envolvem o fato. É triste pensar que temos, inclusive, ainda poucos leitores para esses jornais, já que a Secretaria da Educação encontrou em 2007 dados alarmantes sobre o analfabetismo na Bahia: 18,8 % da população com mais de 15 anos eram analfabetos.

Além disso, as escolas eram geridas por cúmplices de “crimes” cometidos contra gerações de baianos, condenados à exclusão de bens artístico-culturais, tecnológico e do conhecimento básico. Hoje, a escola tem um processo democrático para escolher seus gestores. Os cursos oferecidos pelo IAT / SEC não são feitos para os amigos. A comunidade escolar conquistou o processo de inscrições on-line, critérios técnicos, transparentes e seleção pública.

Em dois anos e meio é difícil, de fato, enfrentar todos os obstáculos e atender aos clamores da sociedade baiana, depois de ter vivido 16 anos de molecagem e ausência de políticas públicas voltadas para a população (crianças, jovens, educadores etc). Parece fácil manipular a população impaciente à espera de avanços. No primeiro trimestre do Governo da Bahia (março de 2007), a SEC enfrentou uma greve. As reivindicações históricas dos educadores, obviamente, ainda não poderiam ter sido atendidas nesse período.

Mas a Bahia tem pressa.

O que resta é constatar que a imagem é também um patrimônio. Leva tempo para conquistá-la, desfazê-la é mais fácil. A imprensa baiana e brasileira precisa repensar o que faz, refazer sua imagem, já que os profissionais da comunicação perdem, a cada dia, mais credibilidade e respeito. Perdeu-se até a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Talvez não seja interessante, também, para as empresas jornalísticas debaterem, profundamente, com a sociedade os danos causados por essa decisão.

Ana Cláudia Cavalcante (jornalista e arte-educadora)

Nenhum comentário: