LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Brasil - Quem será o adversário de Dilma?

Recebido por e-mail, repasso para vocês...

http://www.adital.org.br/site/tema.asp?lang=PT&cod=24
Messias Pontes *

Quando de sua visita ao Brasil em 2002 para participar de um evento evangélico em Belo Horizonte, o pastor norte-americano Jesse Jackson declarou que o mundo produziu três homens predestinados no século XX: Nelson Mandela, na África do Sul; Martin Luther King, nos Estados Unidos; e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil.

Tal declaração foi feita num momento em que aqui os partidos de direita - PSDB, PFL, PPS e a grande mídia conservadora, venal e golpista - faziam uma campanha terrorista visando evitar a vitória nas urnas do ex-torneiro mecânico. Todos demonizavam o candidato das forças progressistas e endeusavam o postulante das forças do atraso.

O mundo inteiro corrobora com a assertiva de Jesse Jackson. Contudo no Brasil a direita irracional, representada por aqueles partidos, continua demonizando o presidente Lula e tramando as artimanhas mais sórdidas objetivando o insucesso do seu governo e a derrota da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais do próximo ano.

Pelo andar da carruagem, tudo indica que o pastor norte-americano tinha razão. Tucanos, demos e Cia. vibraram com o estouro da crise global do capitalismo, cujo epicentro foi nos Estados Unidos, ainda a maior potência econômica do mundo. Isto porque acreditavam que os efeitos da crise no Brasil seriam catastróficos, desestabilizando a economia do País e levando a popularidade do presidente Lula - que ultrapassa os 80% - para o chão.

Quando no ano passado a crise estourou, o presidente Lula declarou que lá fora ela parecia um tsunami, mas aqui não passaria de uma marolinha. Isto foi o suficiente para as forças do atraso condenarem à exaustão aquela declaração, tachando o presidente brasileiro de irresponsável e inconseqüente. Os colonistas e demais jornalistas amestrados não encontravam outro assunto que não este para atacá-lo.

Disse mais o presidente Lula que no Brasil a braba crise chegaria por último e sairia primeiro. Foi outro motivo para zombarias e ironias. Da tribuna da Câmara dos Deputados, do Senado e das Assembleias Legislativas, tucanos e demos condenavam o Presidente diariamente. Aqui no Ceará, quem assistia às sessões plenárias transmitidas pela TV Assembléia já sabia de cor e salteado o que os deputados tucanos, notadamente Fernando Hugo, iriam dizer quando subiam à tribuna ou pediam um aparte ao colega.

Para desespero demo-tucano, até mesmo empresários de peso já reconhecem que a crise no Brasil está se esvaindo. Há, entre empresários e economistas, quem afirme que o PIB em 2010 não será inferior a 4%. As últimas pesquisas revelam que a confiança na indústria cresce sem parar, já superando a anterior à crise; o desemprego cai na mesma proporção e os supermercados vendem mais que no início da crise.

Outro dado importante, e que a direita irracional e os jornalistas amestrados procuram esconder, é que o Brasil foi o país que menos comprometeu recursos públicos em seu pacote fiscal. Enquanto a Espanha comprometeu 8,1%, a China, 6,9%; os Estados Unidos, 5,5%; o México, 4,7% e a Argentina 3,9%, o Brasil comprometeu tão somente 0,2%. Isto mesmo: zero vírgula dois por cento.

Além do mais, os projetos privados já somam R$ 160 bilhões, gerando diariamente 3,9 mil empregos formais, com carteira assinada. Ontem, o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - publicou estudos dando conta de que no primeiro semestre deste ano 503 mil brasileiros saíram da faixa de pobreza, e que houve uma diminuição da desigualdade social. É imperioso observar que nos últimos seis anos e meio nenhuma empresa estatal foi privatizada.

Sem discurso, sem projetos e sem credibilidade, a direita e sua mídia conservadora, venal e golpista tudo fazem para confundir a opinião pública. Agora, atiram no presidente do Senado, José Sarney, mirando no presidente Lula. O que está sendo divulgado agora contra a velha raposa maranhense eles já sabiam há muito tempo, e a maioria demo-tucana é conivente com todas as maracutaias ali praticadas, notadamente os demos que ocupam a primeira secretaria da Casa há muito tempo.

A crescente aprovação do governo e da popularidade do presidente Lula, que no Nordeste ultrapassa a casa dos 90%; a credibilidade, o respeito e a liderança de Lula em todo o mundo; a subida da ministra Dilma Rousseff e a queda do tucano José Serra na intenção de voto conforme atestam todos os institutos de pesquisa; e a falta de credibilidade da tribo demo-tucana e sua mídia deixam os inimigos do povo em polvorosa.

Diante dessa realidade, alguém é capaz de apostar quem será o candidato tucano a presidente da República em 2010? Será que alguém acredita que o governador paulista José Serra terá coragem de enfrentar a disputa presidencial em 2010? E se a ministra Dilma Rousseff chegar ao final do ano com 30% de intenção de voto, como tudo leva a crer, qual tucano ou outro direitista qualquer vai se habilitar a enfrentá-la?.

Com a popularidade em alta e a economia se recuperando muito bem, além das expectativas, se não houver um incidente de percurso, o que é pouco provável, o presidente Lula, para desespero da irracional direita brasileira, elege até um poste.

Daí se perguntar: quem será o adversário de Dilma Rousseff?

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