LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Barragens subterrâneas fortalecem agricultura no semiárido baiano

O governo Jaques Wagner, da Bahia, descobriu uma forma de garantir água no semiárido, articulando a construção de barragens subterrâneas, uma tecnologia simples, de fácil construção e de baixo custo – uma obra deste tipo oscila entre R$ 1.500,00 a R$ 1800,00. A tecnologia já existia, faltava era vontade política. Já foram construídas 19 barragens subterrâneas, mas, até o final de 2010, virão mais 31 barragens, um investimento da ordem de R $ 900 mil - uma bagatela para o bem que geram para a agricultura familiar.

A receita é simples. O governo estadual cede as retroescavadeiras, as prefeituras municipais entram com o combustível, manutenção das máquinas e aquisição da lona, e as comunidades colaboram com a mão-de-obra em regime de mutirão.

A barragem subterrânea é construída no sentido transversal ao lençol freático. Abre-se uma vala com a retroescavadeira, variando entre 50 a 70 metros de extensão, em média, com profundidade oscilando entre 2m a 2,60m até a camada impermeável do solo, chamada piçarra. Depois é colocada uma lona de dupla face com no mínimo 200 micra de espessura, para dar uma durabilidade maior. A obra pode durar até 30 anos.

A lona segura a água que infiltra no terreno e o produtor tem condições de plantio tanto no período chuvoso como no seco. O principal objetivo da barragem é elevar o lençol freático, umedecendo uma área por um período maior. No semiárido baiano são quatro meses de chuva e oito meses de seca. Com a barragem amplia-se esse período úmido por mais seis meses, garantindo alimento para famílias de pequenos agricultores.

Segundo os técnicos do governo Wagner, são gastos em média dois dias para a construção de uma barragem subterrânea de 60 a 70 metros de extensão, o que facilita fazer várias barragens em períodos curtos de tempo. As principais vantagens são a acumulação de água com reduzida evaporação, menor risco de salinização a liberação de áreas agricultáveis, normalmente cobertas com água nos reservatórios de acumulação superficial.

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