LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 1 de novembro de 2009

Entrevista exclusiva concedida por escrito pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Leia a entrevista completa no endereço abaixo:
http://dilma13.blogspot.com/
domingo, 1 de novembro de 2009


*Postado por Thiago Pires,do Blog Interesse Nacional


Qual é a explicação, Sr. Presidente, para que em 10 anos o Brasil tenha alcançado esse desenvolvimento admirável? Estamos falando do milagre brasileiro ou do milagre de Lula? Qual é a fórmula para o que estamos vendo hoje?

Presidente: De fato, nos últimos anos temos colhido uma safra de boas notícias, mas isso nada tem a ver com milagres. É fruto de trabalho duro dos brasileiros ao longo das últimas décadas. Consolidamos a democracia, derrotamos a inflação, retomamos o crescimento e estamos construindo uma sociedade moderna e cada vez mais justa com todos os seus cidadãos. Do meu período na Presidência, iniciado em 2003, destaco como as maiores conquistas a retomada do desenvolvimento econômico e da capacidade do Governo de investir na educação e na infra-estrutura, além dos programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população. O impacto desses programas foi muito positivo na redistribuição da renda. Como resultado, cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 21 milhões deles hoje fazem parte da nova classe média, o que deu novo impulso ao crescimento econômico e ampliou ainda mais nosso mercado interno. Adotamos uma política externa mais assertiva, que investiu na nossa relação com a América Latina, África e Ásia, sem ignorar nossos laços tradicionais com a Europa e os Estados Unidos. Esse conjunto de medidas nos permitiu enfrentar e superar a crise econômica mundial sem sobressaltos.
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O Sr. confia na sua ministra Dilma Rousseff para sucedê-lo em 2010, mas os brasileiros estariam preparados para ter uma mulher como Presidente?

Presidente: Dilma Rousseff conta com minha total confiança. A ela confiei o comando do principal programa de obras do Governo no segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento, e os resultados mostram sua grande capacidade como gestora e como líder. Sua experiência acumulada como parte de nossa equipe desde o início, em 2003, e sua identidade com nosso projeto para o País asseguram que continuaremos a crescer e a diminuir as desigualdades sociais e regionais ainda existentes. Desde a redemocratização, nos anos 80, várias mulheres foram eleitas para cargos importantes no Brasil, como os de prefeitas de grandes cidades e os de governadoras, e nesses casos a questão de gênero não fez nenhuma diferença. É claro que seria uma grande conquista para as brasileiras fazer história com a eleição da Dilma, que espero venha a ser a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil. O caráter simbólico dessa conquista é poderoso, e espero contribuir para que ela aconteça.

No dia 1º. de janeiro de 2011 o Sr. deixará a presidência, depois de oito anos no poder. Como gostaria de ser lembrado?
Presidente: Sinceramente, ainda não parei para pensar nisso, mas um dia desses brinquei em uma entrevista, dizendo que vai ser estranho acordar no dia 2 de janeiro sem ter algum assessor para cobrar ou repreender. O que posso dizer é que tenho feito o máximo que posso para realizar um bom Governo e corresponder à expectativa dos brasileiros, principalmente dos mais humildes, e que continuarei mantendo esse foco no comando do País até o dia 31 de dezembro de 2010. Depois, volto para minha casa em São Bernardo do Campo, com a satisfação do dever cumprido e o orgulho de poder andar de cabeça erguida. E com mais tempo para a família e para os amigos, que me apoiaram tanto ao longo de décadas de militância sindical e política, principalmente a partir da posse na Presidência em 2003. Quanto à forma como serei lembrado, cabe à História e aos brasileiros o julgamento.Hoje, só posso dizer que deixarei o Palácio do Planalto com a certeza de que fiz o melhor que pude. E que meu maior orgulho será voltar para São Bernardo do Campo e continuar a ser chamado de companheiro pelos meus companheiros.

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