LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Memórias da ditadura continuam encobertas, pelo menos na Bahia

O jornal A Tarde (14.11.09) publicou boa reportagem de Patrícia França sobre os arquivos da repressão na Bahia, que continuam desaparecidos. Na verdade, muito se avançou neste quesito. O governo da Bahia criou uma Comissão Especial de Memórias Reveladas, em abril. Estão pensando o que? Não fizemos uma revolução no Brasil. Fizemos apenas uma redemocratização, nos limites da democracia representativa burguesa, para usar uma terminologia fora de moda. Lula é presidente, mas os trabalhadores como classe não estão no poder. Por isso é que digo que já se fez muito.

Como era previsível, o Exército, Marinha, Aeronáutica, as forças armadas fizeram a opção pela proteção dos torturadores. Nos quartéis imperam os mesmos ensinamentos da ditadura militar. A diferença é que eles não podem colocá-los em prática. Mas, de vez em quando os ecos de alguma tortura se fazem ouvir.

Por enquanto, a Comissão de Memórias Reveladas pode ouvir e documentar os relatos dos ex-presos políticos. Os torturadores estão identificados. Pelo menos os chefes. Os militares dificilmente mudam de idéias. Nossos militares são reacionários, entreguistas, seguidores das ideologias de quartéis dos EEUU. Não quero desanimar ninguém, vamos trabalhar, mas, não podemos nos iludir.

Sempre que leio sobre esse tema, eu me lembro de Felinto Muller, torturador da ditadura Vargas, que virou senador da República e acabou morrendo em acidente de avião ao aterissar em Paris. Nada mudou.

Por que não procuram na casa do coronel Luiz Artur de Carvalho? Era um torturador. Hoje é nome de rua na Pituba.

http://bahiadefato.blogspot.com/
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