LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 14 de novembro de 2009

Mocinhos contra bandidos

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Nunca na vida estive tão convencido sobre de que lado ficar em uma disputa – e sobre por que escolher um dos lados. Sendo assim, volto a este blog para tentar convencer leitores que buscam a verdade dos fatos a igualmente abraçarem este ponto de vista.

Entre os leitores silenciosos, essa maioria impressionante de pessoas que vem aqui todos os dias e jamais se manifesta, acredito que muitos não opinam por falta de uma opinião completamente formada.

A estes, quero pedir que reflitam sobre o que acho que acontece hoje na política brasileira. E o que acho que acontece é que nunca os mocinhos e os bandidos estiveram tão claramente caracterizados. E olhem que não é fácil, porque dificilmente algum dos lados pode ser considerado “mocinho” na política.

No momento, porém, acho mais do que lícito dizer que um dos lados age corretamente e o outro, de forma criminosa.

Há uma injustiça revoltante nesse processo de acusação incessante a um governo tão cheio de êxitos para exibir como é o governo Lula e de acobertamento irrestrito de um governo tão cheio de falhas inexploradas como é o governo de José Serra.

A melhor forma de se constatar a diferença de tratamento dos dois governos, neste momento, é ler os jornais.

Hoje, por exemplo, veio a público o desabamento de uma obra do Rodoanel que circunda São Paulo. O desastre aconteceu no trecho que cruza a rodovia Régis Bittencourt. Vigas pesando toneladas desabaram sobre os veículos na pista. Há gente gravemente ferida.

O assunto foi manchete de primeira página dos dois maiores jornais paulistas, mas sem acusações e decretações de culpa do governo do Estado. Nada de editoriais e artigos furibundos. Bastou uma declaração de Serra de que tudo será apurado. Em dois ou três dias a mídia abandonará o assunto, se demorar tanto.

Quem se lembra do desastre com o avião da TAM, quando chegou a sair matéria de primeira página dizendo que Lula assassinara 200 passageiros, nota a sobriedade das manchetes sobre desastre em obra de um governo aliado da imprensa.

No caso recente do apagão, por falta de luz em boa parte do país durante no máximo três horas, coisa que jamais acontecera neste governo, foi produzido muito mais material “jornalístico” de acusação e deboche do que nos oito meses do racionamento de energia e arrocho ao bolso do consumidor no fim do governo FHC.

A mentira e a injustiça transformaram-se em rotina. Fabricam fatos e até documentos falsos, alarmam a população provocando problemas gravíssimos de saúde pública e na economia, acobertam escândalos de corrupção contra políticos oposicionistas. Agindo assim, retardam o progresso do país, que mesmo com sabotagens teima em resistir.

Não tenho a menor dúvida de que, na eleição do ano que vem, o bem e o mal se confrontarão. A injustiça e a justiça, a verdade e a mentira, a sinceridade e a dissimulação, o certo e o errado, enfim.

Declaro, portanto, que, como cidadão desvinculado de grupos de interesses políticos e partidários – ou de qualquer outro tipo –, por meios próprios e sem querer nada em troca trabalharei como puder para impedir que José Serra se eleja presidente da República.



Escrito por Eduardo Guimarães às 13h02

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