LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Operação Expresso desarticula esquema de corrupção dentro da Agerba OPERAÇÃO LIMPEZA NA BAHIA

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil, cumpriu sete mandatos de prisão e outros 16 de busca e apreensão, dentro da Operação Expresso, deflagrada na última terça-feira (24.11), em Salvador e Itabuna.

Conforme esclarecimentos prestados durante coletiva à imprensa, na sede da SSP, no mesmo dia da operação, as investigações desarticularam um esquema de transferência irregular de linhas municipais e intermunicipais de ônibus, dentro da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

De acordo com o secretário de Segurança Pública, César Nunes, as investigações foram empreendidas há cerca de cinco meses, coordenadas pelo delegado Marcelo Sanfront.
Entre os detidos em Salvador, estão os ex-diretores da Agerba, Antonio Lomanto Netto e Zilan da Costa e Silva, o presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abemtro), Décio Sampaio, além dos empresários Ana Dosinda Penas, da Expresso Alagoinhas, e José Antonio Marques, da viação Planeta.

Em Itabuna, foram presos os suspeitos Paulo César Carletto e Ana Luzia Doria. Todos os detidos foram encaminhados para Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, onde permanecerão detidos, inicialmente, por cinco dias prorrogáveis.

Segundo Nunes, são vários casos em investigação, entre eles, o da empresa Catuense, que transferiu as linhas para a Expresso Alagoinhas e para a Planeta e, agora, estava passando para outra empresa, a Rota. “Tudo isso em um processo irregular, em que houve favorecimento e pagamento de propina para que se consumasse a ação”, afirmou. Neste caso específico, a Rota comprou a transferência das linhas por R$ 4 milhões, pagando R$ 400 mil em propina.

O esquema de corrupção consistia na transferência de concessões de linhas de ônibus pertencentes ao Estado de uma empresa para outra, sem o devido processo licitatório. Assim, empresas sem capacidade operacional, com dívidas, multas e documentação irregular, vendiam suas concessões a outras empresas, que pagavam o valor cobrado, destinando 10% à propina cobrada pelos ex-funcionários da Agerba.

O secretário afirmou que a fase repressiva da Operação Expresso teve fim na terça-feira (24) e que não há mais possibilidade de novas prisões. Agora, as investigações serão concentradas na análise dos computadores e documentos apreendidos. “Ainda temos muito que investigar. Vamos fazer análises financeiras, apurar outros contratos e concessões realizadas e correr atrás do rastro do dinheiro, com a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos”, informou Nunes.


Geddel, do PMDB, indicou acusado de receber propina na Agerba

O Correio da Bahia, órgão de imprensa da famiglia ACM, não perdoou Geddel Vieira Lima, o dono do PMDB da Bahia. A manchete do jornal hoje (25.11) foi “Expresso da propina” com uma enorme ilustração de um ônibus dirigido pelo ex-diretor da Agerba, Antônio Lomanto Netto (PMDB), e todos os demais diretores presos por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Eles receberam R$ 400 mil de propina.

Na página interna, o jornal Correio da Bahia dá a manchete: “Operação prende 7 pessoas por corrupção na Agerba”. Concessão de linhas intermediárias, reajuste de tarifas e até liberação de veículos irregulares eram feitos mediante pagamento de propinas aos diretores da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia – Agerba, segundo investigações da Polícia Civil da Bahia e Ministério Público Estadual.

A segunda matéria do jornal Correio da Bahia envenena o noticiário, mas é verdadeira. A manchete é “Indicação de Geddel levou Lomanto ao cargo”. E ainda a frase de apoio: “Acusado é tido como um dos articuladores políticos do PMDB”. O jornal informa que Antônio Lomanto Netto é filho do ex-governador e ex-senador Lomanto Júnior, e é irmão do ex-deputado federal Leur Lomanto. Logo, é tio do deputado estadual Leur Lomanto Júnior, todos com base política em Jequié, Sudoeste da Bahia.

Ele (Antônio Lomanto Netto) ascendeu ao cargo (na Agerba) através da aliança com o atual ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, e também DO PREFEITO DE SALVADOR, João Henrique Carneiro, que era do PMDB e passou para o PDT.

Ou seja, Antônio Lomanto Netto (PMDB) foi indicado para o cargo de diretor da Agerba pelo ministro Geddel Vieira Lima, PMDB. Ele era apontado como um dos principais articuladores políticos do partido. Ele permaneceu no cargo até agosto deste ano, quando Geddel rompeu com o governador Wagner.

Nos bastidores políticos...bem, não vou reproduzir bastidores políticos recolhidos pelo jornal Correio da Bahia porque não tem uma história de jornalismo idôneo, como todos sabemos.

O fato é que interceptações telefônicas legais, com ordem judicial, feitas pelo Centro de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, indicam que o ex-diretor geral da Agerba se comprometia com empresários para fornecer concessões de linhas de transporte intermunicipais sem observar as normas legais. Ele é acusado de corrupção passiva, tráfico de influência e fraudes em licitação pública.

GEDDEL NÃO SABIA DE NADA?

http://bahiadefato.blogspot.com/
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