LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Campanha de Serra na Internet assume linguagem dos torturadores da ditadura

Se você recebeu um e-mail sobre os currículos de José Serra e Dilma Roussef, não leve a sério. As informações são manipuladas e a linguagem denuncia a origem do texto. O linguajar anti-comunista do tempo da Guerra Fria denuncia que é da lavra de militares da direita, autores do golpe militar de 1964, responsáveis por torturas, seqüestros, assassinatos e desaparecimentos de opositores políticos.

A peça publicitária intitulada “O currículo de vida dos candidatos” convida o eleitor a ler antes de votar. Faz parte da campanha da baixaria prometida pelo pessoal do PSDB, DEM, da direita militarista e dos agentes dos porões da ditadura.

José Serra, do PSDB, é apresentado como filho de família pobre. Dilma é apresentada como filha de família rica. Uma manipulação grosseira da origem de classe dos dois candidatos, já que ambos são filhos de típica classe média.

José Serra é apresentado como ex-líder estudantil, ex-presidente da UNE, que “sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas armados, a soldo do comunismo internacional”.

Sentiram aí o tom dos porões da ditadura? Esta era a linguagem dos torturadores militares que infelicitaram nosso país por mais de 20 anos.

A peça publicitária dos agentes da ditadura omite que José Serra foi fundador da Ação Popular, organização revolucionária que pregou a guerrilha cubana e depois a guerra popular chinesa.

Já a Dilma é apresentada como integrante de organização revolucionária responsável por assaltos, seqüestros, assassinatos. O texto chega ao absurdo de “informar” que a guerrilha assassinou 119 pessoas.

Ora, assim como José Serra nada tem a ver com as ações da Ação Popular, da qual foi fundador, Dilma Roussef nada tem a ver com mortes causadas pela guerrilha urbana que atuou contra a ditadura militar.

O preconceito contra a mulher é bastante explorado pelo texto infame.

José Serra é casado com uma psicóloga, pai de tantos filhos...

Dilma foi casada com um “terrorista” (era assim que os militares se referiam aos opositores da ditadura), depois separada e depois casada novamente com outro “terrorista”.

A imoralidade do argumento está à altura das baixezas que ocorriam nos porões do regime militar.

Tem também a exploração sobre o currículo acadêmico. José Serra teria Mestrado e Doutorado. Dilma seria apenas graduada em Economia.

Independente dos polêmicos títulos de Serra, o argumento ficou desmoralizado depois da vitoriosa experiência do presidente Lula, operário, sem títulos acadêmicos, e da desastrada experiência do sociólogo FHC, patrocinador das privatarias e do mega-mensalão que comprou o Congresso Nacional na votação de um segundo mandato presidencial.

NÃO PASSE ADIANTE A SUJEIRA QUE COMPARA CURRÍCULOS FALSOS COM INFORMAÇÕES FRAUDULENTAS. NÃO É UM BOM SERVIÇO À DEMOCRACIA.

http://bahiadefato.blogspot.com/

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