LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dilma diz que Lula marcou um gol no Oriente Médio

17/05/2010 - 09h14
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u736163.shtml

da Reportagem Local

Em entrevista à rádio "CBN", a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feiraque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha uma nova dimensão internacional com o acordo nuclear fechado no Irã neste fim de semana. "Ele [Lula] marcou um gol no Oriente Médio."

Dilma disse que o acordo foi mais do que uma vitória da diplomacia do país, mas da política externa do governo Lula.

O acordo determina que o Irã envie 1.200 quilos de seu urânio enriquecido a 3,5%, em troca de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% na Rússia ou França --suficiente para a produção de isótopos médicos em seus reatores e muito abaixo dos 90% necessários para uma bomba. O urânio enriquecido seria devolvido ao Irã no prazo de um ano.

A troca acontecerá na Turquia, país com proximidades com Ocidente e Irã, e sob supervisão da AIEA e vigilância iraniana e turca.

Hoje, Lula disse que o acordo nuclear prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança. "Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra", disse, em seu programa semanal "Café com o Presidente".

O presidente comemorou o acordo para a troca de urânio iraniano pouco enriquecido por combustível nuclear como uma "vitória da diplomacia".

"Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento", disse Lula, no programa de rádio gravado de Teerã, logo após o fechamento do acordo.

O documento, um marco nas negociações sobre o controverso programa nuclear de Teerã, ainda é visto com ceticismo por Israel e pelas potências ocidentais.

As potências ofereceram, em outubro passado, ao Irã um acordo no qual embarcaria 70% do seu estoque de urânio baixamente enriquecido, que seria convertido na França ou Rússia em cápsulas de combustível compatíveis para produção de isótopos de uso médico.

Teerã recusou a proposta dizendo que o projeto de acordo não apresentava as garantias necessárias para a entrega do combustível. Depois disso, o país apresentou uma contraproposta para um intercâmbio gradual.

"Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento", disse Lula em no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo.

O governo brasileiro defende que o acordo criará confiança na comunidade internacional e impede que o Irã seja submetido a novas sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), como quer os Estados Unidos.

Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo. "Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança", avaliou.

Ele está há dois dias em visita oficial no Irã e hoje participará da inauguração da 14ª Cúpula do G15 (grupo dos 15 países em desenvolvimento), na capital iraniana.

Ele deixa o Irã ainda nesta segunda-feira e segue para a Espanha, onde participará da Cúpula União Europeia-América Latina. Em seguida, vai para Portugal.
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