LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gente demente – e mesquinha

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Em novembro de 1994, após a vitória de Fernando Henrique Cardoso nas urnas, pela primeira vez me manifestei publicamente sobre política, na seção de cartas de leitores do jornal o Estado de São Paulo. Tinha votado em Lula pela segunda vez e ficara inconformado com o ex-socialista FHC, agora convertido ao neoliberalismo.

Ao contrário do que o leitor pode imaginar, porém, não escrevi para espernear ou fazer vaticínios catastrofistas. Apesar de desconfiar do plano real, escrevi ao jornal para reconhecer que o plano era uma promessa e para pregar que o eleitorado de Lula agisse com responsabilidade e, em nome do bem comum, apoiasse o novo governo.

Durante 1995, primeiro ano da octaetéride tucano-pefelê, mantive a mesma linha propositiva tentando contribuir com o plano real através de minhas cartas ao Estadão, o qual, enquanto me mantive naquela linha, deu-me todo espaço para me manifestar em suas páginas.

Infelizmente, os erros foram se sucedendo até que, em 1998, na campanha eleitoral seguinte, o Brasil estava literalmente quebrado, atravessando o segundo governo tucano em queda livre até que, em 2002, o país chegou ao fundo do poço, o que o fez acordar e, contrariando a mídia, eleger Lula.

Digo tudo isto porque não consigo me conformar com a mesquinhez dessa oposição midiática e desses cerca de 5% da sociedade que conseguem ver fracasso em cada êxito deste governo. Essa gente, porém, atingiu o fundo do poço no último domingo.

Apesar de o PSDB, o PFL e a mídia fazerem essa oposição sistemática, irresponsável, repleta de sabotagens, tentando, por exemplo, provocar corrida à poupança, alarmar a sociedade para aumentar a crise financeira internacional ou negando a este governo a CPMF que eles é que criaram, não imaginava que chegariam ao ponto de torcer para o Brasil fracassar no acordo de paz com o Irã.

A imprensa brasileira, que duvidou do acordo, agora minimiza e diz que já sabia que aconteceria, apesar de que os governo dos Estados Unidos, da Rússia e praticamente os de toda a Europa duvidavam de que Lula teria esse êxito.

Não me surpreendi quando minimizaram o pagamento da dívida externa brasileira ou a superação da maior crise econômica mundial em oitenta anos ou o Brasil ter conseguido sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada etc., mas não confesso que me surpreendi com o que a imprensa está fazendo em relação àquela que talvez seja a maior vitória diplomática do Brasil em toda a sua história.

O prêmio Nobel da Paz que eu disse aqui, no sábado, que se torna bastante provável que Lula venha a receber, se vier provavelmente será tratado com desprezo pela oposição midiática e atribuído ao que “FHC plantou”.

Sendo assim, o PT já poder criar um site para se contrapor ao site tucano “gente que mente”, agora que a Justiça Eleitoral julgou lícita aquela baixaria. Pensei sugerir o nome “gente mesquinha”, mas uma leitora-amiga, a Érica, sugeriu “gente demente”. Talvez seja melhor juntar os dois...

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