LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 29 de maio de 2010

O papel de Lula a partir de 2011

Qual será o papel do presidente Lula a partir de 2011?

Há quem sugira a secretaria-geral da ONU. Mas o próprio Lula, apesar de honrado pela lembrança, considera o cargo fora de seu perfil. Apesar de sua conhecida habilidade de negociador, o cargo exige neutralidade, sem poder tomar lado de um país ou de outro, e Lula tem lado, a começar pelo Brasil. Ele sempre estará do lado dos países pobres para diminuir as desigualdades. A mesma coisa acontece com o Banco Mundial.

Uma opção possível, no âmbito internacional, é o Presidente Lula articular algum instituto independente para que ele e outros líderes mundiais que tiverem afinidade, atuem na mobilização de governantes e líderes para que reúnam força política capaz de influir nestes órgãos multilaterais que já existem, em prol de resolver o desenvolvimento econômico e social sustentável dos países mais pobres.

Mas pode desempenhar também outros papeis, atuando no Brasil. Livre das responsabilidades do cargo da presidência e dos cuidados para garantir a governabilidade, como líder da sociedade civil, Lula pode ser um importante mobilizador para conquistar reformas políticas e sociais que estão empacadas no Congresso.

Há anos que todo mundo fala da importância da reforma política, mas ela não sai porque ela sempre empaca no corporativismo do Congresso. Quem se elegeu com estas leis que estão aí, teme não se reeleger com leis diferentes. O mesmo acontece com a reforma tributária, que também sempre empaca nas desavenças entre governadores, área econômica, congresso, empresários e trabalhadores.

Alguém com a liderança moral e popular de Lula, e sua capacidade de negociação e diálogo com os diversos setores sociais, teria capacidade de articular uma campanha junto à sociedade para desempacar estas reformas, seja com o próprio Congresso se dispondo a fazê-las, diante da pressão popular, ou através de uma mini-constituinte exclusiva.

Mas isso é para 2011. Por enquanto ainda faltam 7 meses de governo e ainda dá para fazer muita coisa. Cada dia até 31 de dezembro de 2010, há mais um tijolo assentado pelo governo Lula, na construção da história do Brasil.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/05/o-papel-de-lula-partir-de-2011.html
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