LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 30 de maio de 2010

Presidente do DEM é envolvido em esquema de Arruda, que começou no governo Roriz

Reportagem publicada na edição desta sexta-feira do jornal O Estado de S. Paulo atribui Durval Barbosa, delator dos escândalos do DEM no Distrito Federal, a acusação de que o presidente nacional do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema comandado pelo então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que era filiado à agremiação e foi cassado. O PSDB também aparece na lista de escândalos na operação da Polícia Federal que apura a corrupção no DF.

Assinada pelos repórteres Rodrigo Rangel e Leandro Colon, a reportagem transcreve a afirmação de Durval de que "o acerto do Rodrigo era direto com o Arruda". Durval é o autor dos vídeos gravadas com autorização judicial que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais.

Ainda de acordo com o delator, ouvido durante uma festa na noite de quarta-feira (26), a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações do Ministério Público, com as quais Durval colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal. O ex-secretário se recusou, no entanto a dar detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM, sob o argumento de que o acordo de delação premiada o impede de falar a respeito de assuntos sob investigação.

Na avaliação do líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), a reportagem confirma o que todo mundo já sabe: "Arruda, que era cotado para ser o vice-presidente na chapa do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, não agiu sozinho e à revelia do partido ao qual pertencia. Tudo isso fazia parte de uma mobilização da cúpula do DEM", cogitou. Fernando Ferro relembrou que esta não é a primeira vez que surgem denúncias de que os "caciques" dos ex-PFL estão envolvidos neste esquema de corrupção que derrubou o único governador do partido.

Tudo isso, na opinião do deputado Fernando Ferro, precisa ser investigado e esclarecido pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. "Aliás, o DEM deveria propor uma CPI federal para investigar as relações perigosas da sua cúpula partidária com Durval Barbosa e os esquemas de corrupção no DF ", ironizou o líder do PT.

Para Fernando Ferro os democratas gostam muito de pregar moralidade, mas fatos como o do DF, acrescentou, "fazem as suas máscaras caírem". Para o líder do PT, o falso moralismo está no DNA dos democratas. "Isso é do histórico da 'raça' partidária do DEM", afirmou o líder petista, fazendo uma alusão ao ex-presidente do PFL (atual Democratas), Jorge Bornhausen, que de forma racista pregou a extinção do que chamou de "raça petista".

Roriz

As 48 auditorias elaboradas pelo Tribunal de Contas do DF comprovam que o esquema de corrupção no governo Arruda, detonado pela Operação Caixa de Pandora, começou nas gestões de Joaquim Roriz, atualmente no PSC. A fraude tem origem nos contratos sem licitação entre o GDF e empresas de informática. Os técnicos do tribunal relatam desvios a partir de 1999 no Instituto Candango de Solidariedade (ICS), que chegou a receber R$ 600 milhões de recursos públicos para o pagamento de prestadoras de serviço escolhidas sem licitação.

A mesma atribuição cabia à Codeplan, presidida por Durval Barbosa na administração Roriz. Em apenas um caso, o TCDF detectou um prejuízo de R$ 24 milhões. Segundo a análise do tribunal, o modelo de Arruda suprimiu o ICS do esquema de irregularidades, mas seguiu o padrão: gastos volumosos por meio de contratos firmados ao arrepio da lei. A prática passou a ser mantida pelas secretarias do GDF.

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