LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vitória da Conquista

Por Emiliano José

Vitória da Conquista é um exemplo de administração pública. Há 13 anos que o município é governado pelo PT, naturalmente ao lado de outros partidos que compartilham os projetos de melhorar a vida do povo, democratizar as relações entre o poder e a população, assegurar uma gestão honesta e transparente. As sucessivas escolhas de pessoas vinculadas ao PT evidenciam que as políticas públicas, programas e ações desenvolvidos têm proporcionado um saldo na qualidade de vida de todos e particularmente dos mais pobres e, ao lado disso, garantido um crescimento econômico acentuado, com impacto sobre todos os municípios vizinhos.

Conquista hoje conta com uma população acima dos 300 mil habitantes, e já deve ter, nas próximas eleições, a experiência de segundo turno por ter superado a casa dos 200 mil eleitores. É hoje, portanto, a terceira cidade da Bahia. Faço essa introdução para tratar, rapidamente, da figura de Guilherme Menezes, escolhido novamente nas últimas eleições para dirigir os destinos do município. E faço isso apenas para repor verdades porque nos últimos dias, face à tramitação do projeto Ficha Limpa, houve notas aqui e acolá insinuando que o prefeito tivesse pendências com a Justiça.

Guilherme é desses homens raros. A ética é parte de sua vida. O rigor com a coisa pública, um compromisso inafastável. Nem precisaria dessa defesa. Já me coloquei ao seu lado em outra ocasião, quando houve um cerco político destinado a desestabilizá-lo. Não me conformo com inverdades e com injustiças contra aqueles que levam a política a sério. Recordo-me, no início dos anos 90, quando Luís Caetano, fora do poder, vendendo água sanitária para viver, foi violentamente atacado pela direita que comandava o Estado na Bahia. Pus-me publicamente, dizendo da seriedade do atual prefeito de Camaçari.

As notas, naturalmente, em geral são fruto daquilo que chamo lavoura arcaica, pedindo desculpas a Raduan Nassar pela utilização da metáfora. São plantadas com o objetivo de divulgar uma mentira e repetindo-a transformá-la em verdade, à Goebbels. Conquista, como se sabe, tem uma direita raivosa, e seria um pleonasmo denominá-la deselegante, desqualificada. Essas notas retomam um caso apreciado e arquivado pela Justiça, que comprovou a inocência e a completa correção do prefeito Guilherme Menezes na execução de dois convênios assinados com o INCRA em 1997 e 1998. Não custa reavivar a memória de quem eventualmente não conheça o caso.

Foi Gramsci quem disse, lá atrás, que nunca precisamos mais do que a verdade. O Ministério Público Federal e o Tribunal Regional Federal da Bahia consideraram que a Comissão Especial de Inquérito, instalada pela Câmara de Vereadores para investigar supostos delitos na execução daqueles convênios, foi instaurada por motivações políticas e que os dados e provas apresentados careciam de substância e seriedade. Para aquelas instituições, as acusações contra Guilherme Menezes não tinha sequer indícios de veracidade.

Em 2007, o Ministério Público Federal pediu arquivamento do caso diante do fato de que “não se conseguiu apurar indícios de que recursos provenientes dos mencionados convênios foram apropriados ou desviados em proveito próprio dos investigados ou de terceiros”. Demonstra, ainda, que pareceres do Incra concluíram que todos os serviços atenderam às condições pactuadas nos convênios, que foram devidamente aprovados pelo Tribunal de Contas da União. Lula, em outubro de 2007, disse não ter ficado surpreso com a decisão do STF, que inocentou Guilherme Menezes das descabidas e injustas acusações. Sabia tratar-se de pessoa séria, incapaz de qualquer improbidade, e disposto sempre a bem servir o seu povo.

Os adversários de Guilherme Menezes em Conquista e, eventualmente, aqueles além fronteira, tenham certeza de que a mentira, repetida à exaustão, pode ser desmontada quando o alvo é errado. No caso, o alvo é um homem de extraordinária coerência, seriedade, integridade, e a calúnia e a mistificação não colam. O povo de Conquista tem sido sábio. Nunca aceitou as mentiras. Guilherme Menezes é, a toda prova, um político ficha limpa.

Publicado no jornal A Tarde (24/05/2010)


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