LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Em visita a Europa, Dilma defende a manutenção da atual política externa

Dilma e Sarkozy conversam sobre parceria estratégica

16.06.2010
Brasil e França se tornaram aliados mais fortes durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e essa parceria foi reforçada após a eleição do presidente francês, Nicolas Sarkozy. A força dessa união estratégica levou a candidata do PT, Dilma Rousseff, até a França, onde hoje se reuniu com Sarkozy.

Ao sair do encontro, que durou cerca de meia hora, Dilma disse que teve um encontro muito gentil com Sarkozy e os dois falaram sobre vários aspectos da aliança estratégica entre Brasil e França.

“Foi uma conversa muito gentil sobre a parceria estratégica entre o Brasil e a França e sobre o fato de nós termos, ao longo dos anos, evoluído numa parceria em várias áreas", contou Dilma, lembrando os projetos de meio ambiente e de reforma do sistema financeiro internacional no G-20.

Ela ressaltou ainda a ligação comercial entre os dois países que inclui investimentos na área de defesa. “[Falamos] sobretudo sobre o interesse da França pelo Brasil e também do Brasil pela França. Hoje, nós temos uma relação comercial muito grande, investimentos recíprocos na área militar inclusive”, comentou.

Além de Dilma, participaram da reunião o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP), e o embaixador do Brasil na França, José Maurício Bustani. Na quinta-feira, por volta das 15h, Dilma viaja de trem para Bruxelas, onde se reúne com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.






15.06.2010

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, afirmou hoje, em Paris, que a política externa de sucesso do governo Lula deve ser mantida nos próximos anos. Amanhã, ela tem o primeiro encontro com chefes de Estado e de governo europeus. Segundo Dilma, a reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, tem a intenção de reforçar a parceria estratégica entre os dois países.

“Eu fui convidada aqui pelo presidente Sarkozy, e a mensagem [que trazemos] é continuar com a parceira estratégica que o governo do presidente Lula manteve com a França nesses últimos anos", disse. "Já tivemos uma parceria no submarino e, daqui para frente, é manter esse relacionamento. É uma reunião para manifestar justamente essa posição.”

Dilma afirmou que as negociações internacionais podem sempre demorar, como a do Mercosul com a União Europeia, mas não significa que elas são irrealizáveis. “Se falássemos em 2002 que o Brasil pagaria a divida externa, ninguém acreditaria. E nós pagamos."

Segundo ela, o Mercosul merece atenção especial porque reúne países vizinhos importantes. "Muitas vezes me perguntam: vocês têm política de privilegiar a América Latina, o Mercosul. Acredito que essa política tem que ser feita, afinal é a nossa região. Mas, isso não impede que haja o nosso empenho em estreitar as relações com os países da Europa.”

Em relação ao Irã, Dilma voltou a defender a atuação do Brasil na costura de um acordo sobre enriquecimento de urânio na Turquia, para programas pacíficos. Para ela, essa é uma posição do Brasil em favor da afirmação pela paz.

“Pretendemos, sem dúvida, manter uma política pró-paz, até que nos provem que sanções [ao Irã] e uma política de guerra conduzem o mundo a uma situação melhor", argumentou.

A estratégia brasileira, ressaltou Dilma, é evitar o isolamento de um país nas relações internacionais e, consequentemente, o acirramento dos conflitos. "Nós não achamos que a política que leva ao conflito e à guerra resultou em algum benefício. A guerra do Iraque é um momento triste na história da humanidade e então vemos como necessário evitar que isso se propague e continue.”

Dilma explicou ainda a importância das reuniões que manterá na Europa com o presidente da França; o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero; e o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates.

“[Essa viagem] estabelece claramente uma posição relação ao cenário internacional", afirmou, acrescentando. "Vamos manter a política externa do governo do presidente Lula que combina a diversificação de parcerias, as relações com a América Latina, com a África, e também com os nossos parceiros tradicionais. Uma coisa não impede a outra."

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