LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ibope: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)

(Fiz questão de colocar o resultado da pesquisa com análise feita por Fernando Rodrigues, um dos queridinhos da imprensa golpista (PIG), para mostrar como a direita não está mais podendo esconder a vontade do povo, distorcendo as pesquisas ou manipulando os resultados. Elinalva)




16h38 - 23/06/2010
Pesquisa é péssima notícia para tucanos

Depois de ampla exposição na mídia, José Serra (PSDB) não conseguiu ampliar seu percentual de intenção de votos, segundo pesquisa Ibope patrocinada pela CNI e divulgada hoje (23.jun.2010), detalhada no post abaixo. Pior ainda, o tucano viu, pela primeira vez nesse levantamento, sua adversária direta, Dilma Rousseff (PT), ficar à sua frente.

Dilma pontuou 40% na CNI/Ibope. Serra teve 35%. Marina Silva (PV) está com 9%.

Trata-se de uma das piores notícias que o candidato tucano poderia ter nesta fase da campanha. Havia grande expectativa no PSDB de que Serra pudesse neste mês de junho manter-se empatado com Dilma – ou até ultrapassá-la por causa da propaganda em rede nacional apresentada pelos tucanos, além de dezenas de inserções de 30 segundos.

Em maio, Dilma teve forte exposição nos programas partidários do PT. E a candidata subiu. Serra repetiu a receita, mas não deu certo.

O PT guardou estrategicamente dezenas de comerciais partidários estaduais para divulgação no mês de junho. Fez uma operação de “fogo de encontro” e conseguiu, mostra a CNI/Ibope, estancar um eventual avanço de Serra.

É claro que a campanha ainda vai longe e nada está definido. Mas é muito confortável para um candidato começar o horário eleitoral (em 17 de agosto) já estando na frente nas pesquisas de opinião. Essa é a situação de Dilma no momento.




Ibope: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)

com relação à última pesquisa, petista cresceu 7 pontos; tucano caiu 3.

A 2ª pesquisa CNI/Ibope do ano foi divulgada hoje (23.jun.2010): Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) aparece com 9%. Votos brancos e nulos são 6% do total. Não quiseram ou não souberam responder à pergunta 10% dos entrevistados.

A sondagem foi feita de 19 a 21.jun.2010 com 2.002 eleitores em 140 municípios. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o n° 16292/2010. Sua margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Com relação à última pesquisa CNI/Ibope (realizada de 6 a 10.mar.2010), Dilma Rousseff (PT) cresceu 7 pontos percentuais (saiu de 33% e alcançou 40%). José Serra caiu 3 pontos (de 38% para 35%). Marina Silva tinha 8% e oscilou 1 ponto para cima, dentro da margem de erro. Aqui, quadro com todas as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial.

As pesquisas de março e junho só são comparáveis no cenário em que aparecem apenas os 3 principais concorrentes ao Planalto – ele é o único que foi testado nas duas. Mas a pesquisa divulgada hoje (23.jun.2010) já inclui os candidatos nanicos. Quando eles entram na disputa (como, de fato, deve ocorrer na eleição de 3.out.2010), Dilma oscila 1,8 ponto percentual para baixo, menos que os 2 pontos da margem de erro da pesquisa, sem registrar, portanto, queda. Já Serra cai 2,7 pontos, mais que a margem de erro.




2° turno
A pesquisa também avaliou uma hipótese de 2° turno entre Dilma e Serra e constatou um revés na disputa. Em março, Serra vencia Dilma por 44% a 39%. Agora, Dilma vence por 45% a 38%. Abaixo, quadro comparativo entre as simulações de 2° turno das 2 pesquisas. Aqui, sondagens anteriores sobre o 2° turno da eleição presidencial.




Espontânea
Os resultados acima são da pesquisa estimulada (na qual o pesquisador apresenta ao entrevistado uma lista com o nome dos candidatos). Na modalidade espontânea (em que o eleitor escolhe seu candidato sem ver nenhuma relação de nomes), Dilma Rousseff (PT) teve 22% da preferência, Serra teve 16% e Marina, 3%.

Com relação à pesquisa espontânea de março, o presidente Lula (PT), que não é candidato, caiu 11 pontos (de 20% para 9%) e perdeu 2 posições nas menções espontâneas. O 1° lugar ficou para sua apadrinhada, Dilma, que cresceu 8 pontos (saiu de 14% e atingiu 22%). O 2° lugar ficou para o oposicionista, Serra, que cresceu 6 pontos (tinha 10% das menções espontâneas e atingiu 16%).

O percentual de eleitores indecisos na modalidade espontânea continua superior à soma dos percentuais obtidos pelos 2 principais candidatos. Estão indecisos 40% dos eleitores (em março, eram 42%). Vão anular ou votar em branco 7%, mesmo percentual de março.

Abaixo, dados completos das pesquisa espontâneas de junho e março:




Imagem de Lula
A pesquisa de junho também perguntou aos entrevistados suas opiniões sobre o presidente Lula e seu governo. A aprovação à maneira com que Lula governa atingiu recorde para a série de pesquisas CNI/Ibope, informa o relatório do estudo. Entre os entrevistados, 85% aprovam o método com que Lula governa (2 pontos a mais que em março) e 11% reprovam (2 pontos a menos que em março).

A confiança dos eleitores no presidente também bateu recorde. Disseram que confiam em Lula 81% dos entrevistados, superando o melhor índice até então alcançado: 80% em março de 2003, no início do mandato, e em março de 2009. O percentual dos que não confiam em Lula também é o menor da série de pesquisas: apenas 15% (em março de 2003 era 16%).

Os eleitores que sabem do apoio de Lula à Dilma aumentaram: passaram de 58%, em março, para 73%, em junho, indica a pesquisa. Mas a combinação da boa avaliação de Lula com o conhecimento de sua candidata pode não ter rendido o resultado esperado pelo presidente. Em março 53% dos entrevistados disseram preferir votar no candidato indicado por ele. Em junho, o percentual caiu para 48%.

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2010-06-20_2010-06-26.html#2010_06-23_17_38_44-9961110-0
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