LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A ética do Tijolaco e a ética dos provocadores

sexta-feira, 2 julho, 2010 às 1:29

Este talvez seja o único blog politicamente engajado com a candidatura Dilma que não publicou nenhum ataque ao Sr. Indio da Costa por suas ligações e/ou relacionamentos pessoais. Essas são problemas pessoais dele e não me dizem respeito.

Desafio a qualquer um a achar aqui, em minhas postagens, alguma menção a algo assim, embora até a “grande” imprensa os tenha publicado.

Nada, nem uma palavra sobre casamentos, namoros, apartamentos, tudo o que anda pela internet. Não me interessa com quem ele namorou, casou, separou. Não é da minha conta.

Role a página e confira o que digo.

Tudo o que foi dito dele aqui consta em documentos públicos e que foram gerados por uma vereadora do partido daquele mesmo José Serra que, tendo -o visto só uma vez, o julgou merecedor de ser indicado ao povo brasileiro como eventual substituto de quem nele desejar votar. Documentos que tenho tido o cuidado de reproduzir em fac-símiles ou links.

O único que afirmei por minha conta a quem se arroga o vice do “ficha-limpa” é que não lhe fica bem – logo a ele, que se di forte pela “comunicação virtual” ter um site redirecionado por outro mantido por uma empresa de sua família, que teve contratos com a prefeitura, então gerida por seu padrinho político, Cesar Maia. E isso, também, reproduzindo as provas documentais.

Aos ataques que me têm sido dirigidos pelo twitter e em alguns poucos comentários por pessoas ligadas ao DEM, digo-lhes apenas: ataquem a quem ataca Índio da Costa, não a quem dá eco ao que dele se diz. Digam que a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, que reafirmou todas as suas acusações, está mentindo. Digam que o Diário Oficial onde se publica o projeto para multar quem dá esmola a uma pessoa miserável é falsificado…

Eu não sou udenista, muito menos ainda um irresponsável. Reproduzi fatos documentados que qualquer um sabe que seriam não notas de um modesto blog, mas manchetes de grandes jornais e televisões caso se referissem a um candidato pró-Lula. E ignorei os outros que, embora possam ser significativos, são pessoais.

Vamos seguir tranquilos. Aqui você não vai ver acusações pessoais ou de parentesco. Mas verá todas que são feitas de forma documentada, que não querem que você veja.


Vice de Serra quis punir quem dá esmola
quinta-feira, 1 julho, 2010 às 20:37


Clique na imagem para ampliá-la

Imagine uma senhora caminhando pela rua e se deparando com uma outra mulher, muito pobre, pedindo esmolas. Comovida pela situação, que nenhum de nós gostaria de ver alguém passar, a senhorinha abre a bolsa e oferece um trocado, sugerindo que o dinheiro seja usado para comprar um alimento para a criança. Mas eis que surge um guarda municipal, interpela a solidária senhora e avisa: a senhora está multada!

Pois foi exatamente isso que o vice “mauricinho” de José Serra propôs quando foi vereador no Rio de Janeiro. Em projeto de lei (nº 558), de 1997, obviamente rejeitado, Índio da Costa tentou proibir o ato de esmolar no município.

E como pretendia que o poder público proibisse o ato de esmolar? “Aquele que for apanhado esmolando, será recolhido a albergue ou centro de atendimento”. E “quem doar esmola pagará multa a ser definida pelo Poder Executivo”.

Se o mendigo ficasse lá, deitado na rua, sem pedir esmola, não seria atendido pelo poder público. Afinal, a lei previa que fosse recolhido para albergue aquele que fosse apanhado esmolando. E o cidadão compungido pela miséria humana ficava tolhido de tentar ajudar, mesmo que momentaneamente, aqueles que mais necessitam.

Na justificativa apresentada para seu edificante projeto, Índio da Costa afirmava que a mendicância vinha se acentuando a cada dia, com “famílias inteiras molestando os transeuntes com pedidos insistentes e até ameaçadores”.

O jovem vereador, externando desde cedo sua ideologia de direita, tachava a mendicância de “vício” e dizia que “tais indivíduos fazem desse ato sua profissão.”

A Índio não interessava as causas da pobreza e a desestruturação que provoca em famílias inteiras. Como uma Sandra Cavalcanti de calças curtas, devia, no fundo, sonhar com um tempo onde a indiferença dos governos permitiu acontecerem monstruosidades como aquelas do Rio da Guarda. Não se dá conta que essa enorme quantidade de pessoas em situação limite foi acumulada em décadas de estagnação econômica que, além de eliminar o emprego, tirou de muita gente a fé no trabalho como ferramenta de uma vida digna. Décadas num país que crescia a taxas ínfimas, comandado por uma coligação entre seu partido e os tucanos.

Seu projeto reacionário teve vida curta, assim como sua irresponsável candidatura a vice-presidente, que termina derrotada em quatro meses, se é que sobrevive até lá.

http://www.tijolaco.com/

Nenhum comentário: