LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 15 de agosto de 2010

A boca do jacaré se abriu para Serra

A boca do jacaré se abriu para Serra

Eu não sou uma pessoa muito erudita, então acabo raciocinando de forma um tanto quanto cartesiana. E hoje, ao ler o blog de Josias de Souza, na Folha, onde Lula diz que estaria “faltando” na pesquisa Marina Silva cair para seu percentual real de intenções de voto (o Datafolha aponta 10% como seu percentual de intenção de voto) fiquei pensando: tem batata nessa chaleira.
Fui olhar os números. O Vox Populi dava, no final do mês passado, 9% para Marina no Estado de São Paulo. No Rio, teria 11%. E em Minas, os mesmos 9% de SP. Como São Paulo tem 30,3 milhões de eleitores; Minas, 14,5 milhões e o Rio 11,6 milhões (não há dados de pesquisa sobre o Espírito santo, que tem 1,8 milhão de eleitores, apenas) fico imaginando de onde o Datafolha tirou os 13% que atribui a Marina Silva. A Folha não detalha as intenções de voto de Marina em todos os Estados, mas menciona que ela teria 15% entre os eleitores do Estado do Rio de Janeiro. Não creio mas, em todo o caso, ainda assim ela precisaria ter mais de 12% na média de São Paulo e Minas para ter os 13% que o Datafolha lhe atribui.
Aliás, o Datafolha poderia mudar de ramo e deixar as pesquisas eleitorais e passar a pesquisar terremotos e outros desastres sísmicos. Pois só eles explicam a mudança dos números que o instituto registra de sua pesquisa anterior (de 20 a 23 de julho) para esta (9 a 12 de agosto). Vejam só:
Minas – Dilma perdia por 3 pontos (35 x 38 Serra); agora ganha por 7 (41 a 34). Terremoto de 10 pontos.
Rio - Dilma tinha só seis pontos de vantagem (!!!), 37 a 31% sobre Serra. Agora, tem 16 pontos (41 a 25%). Outro sismo de 10 pontos em 20 dias.
Pernambuco – Na escala Richter do Datafolha, o tremor marcou nada menos que 18 pontos: Dilma ganhava de 46 a 31% de Serra entre os pernambucanos e agora tem 55 a 22%.
Será que o povo mudou de opinião sobre tudo, tão rapidamente? Será que o Jornal Nacional, que hoje amarga uma audiência na faixa dos 30%, nada parecida com os 60, 70 e até 80% que tinha nos  seus áureos tempos é suficiente para explicar isso?
Se for, ao menos que então os nossos amigos do Datafolha se preparem para os números que vão aparecer depois de uma semana de Lula dizendo na televisão que, na urna, Lula é Dilma e Dilma é Lula. Afinal, eles mesmos dizem que pelo menos 7% do eleitorado que não declarou voto na Dilma não o fez porque não sabe que é ela a candidata do presidente e que com certeza votarão no nome indicado por ele. E esse número é dos que dizem que o farão com certeza, não considera os que dizem que podem fazê-lo.
A boca do jacaré se abriu em direção a José Serra.O Datafolha era o “toquinho” que mantinha a lenda de sua viabilidade eleitoral. Nem mesmo seus aliados acreditavam, mas ainda fingiam, dizendo que “o material de propaganda com Serra ainda não havia chegado”.
O povo brasileiro está caminhando para uma vitória que vai abalar todo o quadro político brasileiro. Mais do que nunca, precisamos fazer com que essa vitória repercuta no Congresso e que lá, tenhamos força para deixar Dilma sem as amarras da turma do Brasil da roda presa.

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