LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 22 de agosto de 2010

Globo lança ofensiva final & etc

A julgar pela matéria de hoje no Globo, um ataque ridículo ao Ipea, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), numa matéria que recende a desespero eleitoral, o periódico decidiu lançar uma nova ofensiva contra o governo, numa tentativa meio patética de estancar a sangria humilhante de seu candidato, José Serra.

Felizmente, o Ipea foi bastante inteligente para copiar a estratégia que deu certo com a Petrobrás, e publicou, em seu site, as perguntas e respostas dos repórteres platinados.

O Globo reagiu atonitamente à astúcia do Ipea, e noticiou que o instituto publicou na internet antes da matéria ser publicada no jornal. A reação do Ipea não é, com certeza, simpática, mas foi eficaz.

A reportagem é ridícula porque ignora a necessidade, no atual momento político do Brasil, de aumentar a quantidade e qualidade das pesquisas oficiais. Se estas pesquisas beneficiam Dilma, é porque os resultados são positivos. Podia muito bem se dar o contrário. Quanto mais pesquisa, melhor. O Globo não conseguiu indicar nenhum erro metodológico. Suas críticas são vagas e ofensivas.

Só agora li esse editorial da Folha dando um passa-moleque violento em José Serra, porque o tucano está tentando colar a imagem de Lula a si. Coitado.

E na edição deste domingo, Folha noticia que Lula vai focar em São Paulo. Eu já tinha comentado isso com Sergio Telles, blogueiro amigo que também participa do Encontro Nacional de Blogueiros. A guerra agora é na própria Sardes!

Fernando Rodrigues, da Folha, diz que oposição ficará encurralada na extrema-direita e prevê outras desgraças:

No caso do PSDB, o partido não está apenas prestes a perder nova chance de governar o Brasil, mas também de ficar sem dois dos mais emblemáticos Estados nos quais manda hoje: Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Se as pesquisas se confirmarem, o PSDB passará a ter como homem forte Geraldo Alckmin -favorito ao governo de São Paulo, mas rejeitado para ser presidente em 2006. Alckmin é hoje o representante principal das forças conservadoras no tucanato. É a direita da oposição.
Em Minas, mesmo se eleito, Aécio Neves vai virar um náufrago tucano no Senado se não conseguir eleger Antonio Anastasia ao governo.
No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius sobreviveu à possibilidade de impeachment em 2009, mas aparece num constrangedor terceiro lugar ao tentar a reeleição.
Já Serra, se perder, terá sua segunda derrota numa corrida presidencial. Às vezes em política um fracasso pode representar forças para o futuro, como no caso de Lula.
Mas, para Serra, há perspectiva do inverso: ele pode ter neste ano menos votos do que na sua primeira tentativa, quando perdeu para o PT no segundo turno em 2002.

Folha descobre o óbvio. Indio da Costa ajudou Serra... a cair mais.

Desespero toma conta da campanha tucana, que resolve partir para a baixaria. Na TV, PSDB usa disfarce para atacar Dilma.

A pior, no entanto, é esta, relatada por Ilimar Franco, do Globo deste domingo:

A arriscada cartada dos tucanos
Integrantes da campanha de José Serra (PSDB) estão repassando pela internet um depoimento, atribuído aos pais do soldado Mário Kosel Filho, afirmando que a candidata Dilma Rousseff (PT) participou do atentado a bomba contra o Quartel General do II Exército, em 26 de junho de 1968, quando o soldado morreu.

Em entrevistas sobre esse período da história, Dilma costuma dizer que tem orgulho de ter lutado contra a ditadura militar, mas nega ter participado de ações armadas.

Enquanto o presidente Lula apresenta Dilma aos eleitores como uma mãe, alguns tucanos pretendem transformá-la numa perigosa terrorista.

Se segura, Serra, que o buraco é ainda mais embaixo! Folha diz que maioria dos pobres ainda não viu a propaganda eleitoral e a tendência está a favor da petista. E mais: 57% do eleitorado acredita na vitória do poste. Acesse oleododiabo.blogspot.com

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