LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PF acusa Arruda, 12 cúmplices e sete empresas

    O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), chefiava uma organização criminosa que cobrava propina de empresas prestadoras de serviços e rateava o dinheiro entre 13 altas autoridades locais, a começar pelo próprio governador, e parlamentares que apoiavam seu governo no legislativo distrital.
    Em resumo, é essa a conclusão exposta ao Superior Tribunal de Justiça pela Polícia Federal, no relatório sobre as investigações do mensalão do DEM.
    Assinado pelo delegado Alfredo Junqueira, o documento informa que sete prestadoras de serviços ao governo do Distrito Federal pagavam propina equivalente a 10% do valor de cada contrato. O secretário da pasta em que o contrato era assinado levava 40% da propina. E os outros 60% eram divididos entre o governador Arruda, assessores e deputados distritais, incluídos alguns que estão disputando a reeleição.
    Segundo a Polícia Federal, Arruda e 12 assessores praticaram os crimes de formação de quadrilha e corrupção passiva para obter vantagens espúrias. O bando tinha “atuação estável, em convergência de vontades, de forma organizada e com divisão de tarefas”. Entre os beneficiários do mensalão do DEM está o delator do esquema, Durval Barbosa, que gravou imagens do pagamento de propina. A polícia concluiu também que representantes das empresas que pagavam propina cometeram o crime de corrupção ativa.
    O relatório pede ao STJ que autorize novas investigações para apurar lavagem de dinheiro, ocultação de bens e o patrimônio dos investigados, para um eventual ressarcimento aos cofres públicos. A decisão caberá ao ministro Arnaldo Esteves Lima.
    O mensalão do DEM foi revelado em novembro pela Operação Pandora, do Ministério Público e da Polícia Federal. José Roberto Arruda, que já esteve preso, se desligou do DEM e, por causa disso, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. Um de seus cúmplices, o vice-governador Paulo Otávio, renunciou. E o governo do Distrito Federal está sob o comando de Rogério Rosso, eleito pela Câmara Legislativa.

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