LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 24 de outubro de 2010

Aborto da mulher de Serra (PSDB) continua a repercutir na Internet

Apesar da decisão do PSDB de sumir com Mônica Allende Serra, mulher do candidato José Serra (PSDB), da campanha eleitoral, a questão do aborto continua a ocupar espaço na Internet. Desde que uma ex-aluna da psicóloga Mônica Serra revelou que a candidata a primeira-dama tinha feito aborto (revelação feita na sala de aula), o tema foi morrendo na imprensa, como a que indicar que o Comitê Eleitoral de Serra consegue mesmo pautar a mídia.

O aborto de Mônica Serra repercutiu imensamente porque ela fazia campanha afirmando que “Dilma mata criancinha”, numa alusão de baixo nível a um suposto apoio de Dilma à legalização do aborto, mesmo depois de Dilma repetir mil vezes ser contra o aborto - que ela considera uma questão de saúde pública no Brasil, tal a gravidade.

A reportagem que mais me impressionou foi da Coluna Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. “Mônica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna” esse foi o título. O discurso do candidato Serra, de se declarar contra o aborto por seus “valores cristãos”, afundou na lama. Sua mulher, Mônica Serra, nunca faria um aborto sem seu conhecimento. Ele sabia do aborto da própria mulher e, mesmo assim, introduziu na campanha o tema do aborto, para ganhar os votos dos religiosos conservadores.

Eu entendo porque a Mônica Allende Serra fez aborto, na época da ditadura militar. Sou até solidário com o casal. Abortar uma gravidez de quatro meses deve ser dureza. O que não entendo é porque Serra entrou nessa furada de usar o aborto para ganhar votos. Logo ele, que assinou a normatização do aborto legal quando era ministro da Saúde.

Agora, a própria Folha de São Paulo retoma a questão ao entrevistar Frei Betto. O frade, muito respeitado por sua seriedade, afirmou que o modo como foi introduzida a questão do aborto nesta campanha eleitoral está plantando a semente do fundamentalismo religioso no Brasil. Um vírus oportunista contamina a campanha eleitoral. Pior, três bispos desesperados e oportunistas, à revelia da CNBB, alimentaram esse oportunismo ao aceitarem o jogo do candidato Serra (PSDB).

Para Frei Betto, mais importante que o tema do aborto é a Igreja se posicionar sobre as políticas sociais do governo Lula “que evitam a morte de milhões de crianças.

“O que uma parcela conservadora da igreja se esquece é que políticas sociais evitam milhões de abortos. Porque as mulheres, quando fazem, é por insegurança, frente a um futuro incerto, de miséria, de seus filhos. Esses 7,5 anos do governo Lula certamente permitiram que milhares de mulheres que teriam pensado em aborto assumissem a gravidez. Tiveram seus filhos porque se sentem amparadas por uma certa distribuição de renda”.

A ENTREVISTA COM FREI BETTO ESTÁ NO BLOG DO SARAIVA

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