LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aliança de Dilma pede mobilização para vencer “a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira e dos privilégios”

o PT e seus aliados pela eleição de Dilma Rousseff divulgaram ontem um manifesto em que conclamam “todos os homens e mulheres” à mobilização,para que se faça ouvir mais fortemente “a voz da mudança” do que “a voz do atraso, da calúnia,do preconceito, da mentira, dos privilégios”.
O documento considera “mergulhada em contradições” a candidatura da oposição ao Governo Lula liderada por José Serra (PSDB).
“Tenta atrair os verdes, mas não pode tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia aparelhismos, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas”.
O manifesto condena a exploração eleitoreira da religiosidade popular.
“Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.
Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo. O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir”.
A maior parte do documento produzido pela campanha de Dilma é dedicada a contrapor, aos governos tucanos comandados por Fernando Henrique Cardoso, as realizações do Governo Lula e às conquistas sociais e econômicas que os brasileiros obtiveram nos últimos oito anos.
Petistas e aliados destacam que “o que está em jogo é o confronto entre dois projetos”. Um desses projetos, afirmam, é o do “Brasil do passado, da paralisia
econômica, do gigantesco endividamento interno,mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98. O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré Sal”.
Lembrando que o presidenciável do PSDB, José Serra, integrou o Governo FHC, a aliança governista acentua ainda que “o Brasil do passado é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era ´inempregável´. Portanto,o Brasil do desemprego.
Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários. Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas. Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina e cabisbaixos diante das potências estrangeiras, em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos”.
O documento da campanha petista sustenta que, durante os oito anos de Governop Lula, “uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma”. O manifesto promete que “o Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo
para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela”.
Os governistas asseguram que “Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda”.
A coligação liderada pelo PT afirma ainda que o Brasil de Lula e de Dilma fará
da educação de qualidade o centro de suas preocupações e manterá o esforço de dar saúde de qualidade, com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente e Médicos de Família”.

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