LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Blog Bahia de Fato - Sobre Geddel e sobre Serra -

5 de outubro de 2010

Como um ser político, racional, Geddel não vai deixar de apoiar Dilma (PT)
Tudo passou. Geddel Vieira Lima (PMDB) disputou e perdeu. Como animal político, racional, não tem como se ausentar da luta pelo futuro do Brasil. Seu partido - PMDB – nacionalmente está na coligação que apóia Dilma Rousseff. Geddel tem tudo para se reconciliar politicamente com as forças progressistas.

A participação de Geddel no processo eleitoral não ficou apenas em derrota. Ele saiu da disputa com um patrimônio de pouco mais de um milhão de votos. Seria até estúpido politicamente se apegar a eventos pontuais ocorridos no calor da “refrega”. Os apoiadores de Dilma não podem ficar repetindo que ele “traiu” o projeto político liderado por Lula, os apoiadores de Geddel não podem ficar repetindo que Dilma “traiu” algum acordo eleitoral.

Realmente, Dilma poderia ter rompido o acordo eleitoral dos dois palanques na Bahia em quatro paredes. Mas, Geddel poderia também ter dialogado com Lula sobre seu projeto pessoal de poder.

O que estou querendo dizer é que, o que passou, passou, para os dois lados. Como animal político, racional, Geddel já deixou escapar que não alimenta sentimento de retaliação. Geddel apoiar Dilma é natural, contraditório é apoiar Serra.

# posted by Oldack Miranda @ 9:05 AM 0 comments


Não tenho nada pessoalmente contra Serra, eu discordo é de suas intenções (secretas) para o Brasil

Eu sou um dos 47 milhões de votos dados a Dilma (PT). Vou fazer campanha para Dilma neste segundo turno. Nada tenho, pessoalmente, contra Serra (PSDB). Eu discordo profundamente é do programa político que ele escondeu no primeiro turno.

É muito otimismo achar que Serra vai fazer o debate programático que o Brasil merece. Serra tem um programa secreto que ele escondeu, assim como escondeu Fernando Henrique Cardoso. Isso não é honesto.

Fernando Henrique Cardoso foi o mais fiel intérprete do programa (ainda secreto) do candidato Serra: defensor do Consenso de Washington, submissão ao capital internacional e ao FMI, diplomacia submissa, gerente das privatizações, repressão ao movimento popular.

Será porque o programa neoliberal e seu eficaz gerente faliram três vezes o Brasil? Ao esconder suas intenções, Serra ficou refém de um discurso das trevas, de direita, atacou o MST e o movimento social, mentiu acintosamente sobre o PT e supostas ligações com as FARCS, inventou dossiês e denúncias que vão sendo desmentidas.

Sobretudo, pela lógica do voto, não pode dizer que vai privatizar o Banco do Brasil, a CEF e a Petrobras. Sem poder debater seriamente, Serra ficou refém de um pobre slogan publicitário. E agora, até esse pobre slogan publicitário ele pretende mudar. Nada de o “Brasil pode mais”, agora virá um despolitizado “Serra é do bem”. Pois eu acho que Serra é mesmo do mal, não no sentido demoníaco do termo, mas no sentido de sua intenção, não proclamada, para o Brasil.

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