LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Como a Folha (*) ouviu o telefonema Serra/Gilmar



“Meu presidente !”



É do conhecimento do mundo mineral que a repórter Catia Seabra deu o drible da vaca no Serra.

Um passarinho pousou na janela lá de casa e descreveu a cena.

Catia foi cobrir um trepidante encontro de José Serra com três eleitores paulistanos.

Um comício serrista típico !

Tinha a companhia do fotógrafo Moacyr Lopes Junior.

Catia ouviu Serra dizer “meu presidente !”

Sentiu que o Enola Gay tinha acabado de despejar a bomba atômica.

Piscou o olho para o Moacyr e se afastou ostensivamente.

O que deve ter tranquilizado o Zé Baixaria, no ato de praticar uma baixaria.

E Moacyr, sorrateiramente, colocou-se bem atrás do Serra.

Moacyr ouviu tudo.

Tim-tim por tim.

Com aquela dicção paulistana do Serra – sílaba por sílaba, como se o interlocutor fosse surdo ou imbecil.

Ouviu o Serra pedir ao Ministro Gilmar Dantas (**) que prejudicasse a eleição e, de preferência, melasse a eleição.

Sim, porque se a votação estava 7 a 0, tudo o que o Gilmar poderia fazer, naquela altura, para ajudar o Serra, era adiar a votação, confundir os eleitores e os juízes – e, portanto, melar a eleição.

Permitir que Serra ganhasse no tapetão, como Bush ganhou, com o voto da Suprema Corte.

(Sem comparar o Antonin Scalia ao Gilmar – é a distância que vai de Diamantino, MT, à Atenas de Péricles).

Hoje, a Folha (*) reafirma a existência do telefonema.

É a ultima página do melancólico fim do Zé Baixaria.

E a ante-penúltima página da biografia do Gilmar Dantas (**), um especialista em telefonemas históricos.

Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo ?

Muitas outras páginas ainda Gilmar Dantas (**) escreverá.

Até que o novo Senado vote seu impeachment, como sugeriu desde cedo este ordinário blogueiro.

Em tempo: em quem você acredita, amigo navegante: no Serra, no Gilmar ou no Moacyr ?

Em tempo 2: no dia 4 de outubro, não vai ter mais nenhum assessor para o Serra dizer: “me acha o Gilmar !”. Ele próprio vai ter que fazer a ligação.



Paulo Henrique Amorim

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