LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Licitação bilionária comandada por Serra e Goldman tinha cartas marcadas

DENÚNCIA

Licitação aberta dois anos atrás por ordem do governador paulista, José Serra (PSDB), cancelada e retomada há seis meses pelo sucessor dele, o também tucano Alberto Goldman, foi suspensa ontem. O motivo agora foi a denúncia,do jornal Folha de São Paulo, de que conhecia desde abril o resultado oficialmente anunciado quinta-feira para a licitação de seis lotes de uma nova linha do metrô paulistano, no valor total de R$ 4,04 bilhões.

Em reportagem publicada na edição de ontem, a Folha revelou que havia registrado em cartório e publicado na internet, em abril, quais empresas e consórcios venceriam o processo licitatório. O registro, segundo o jornal, foi feito três dias antes de que Goldman suspendesse a licitação pela primeira vez e mandasse as empresas refazerem suas propostas.

"O governador Alberto Goldman solicitou ao Ministério Público Estadual que realize uma investigação quanto à denúncia de que os vencedores da licitação dos lotes 3 a 8 para implantação da extensão da Linha 5-Lilás do Metrô já eram conhecidos antecipadamente", diz nota divulgada pelo governo estadual. Goldman também teria ordenado ao Metrô e à Corregedoria Geral da Administração que apurem o caso.

Responsável pela abertura do processo de licitação, em outubro de 2008, o então governador e atual presidenciável José Serra tratou de defender-se e de defender a companhia do metrô. Em sua própria defesa, alegou que os problemas ocorreram quando ele já havia renunciado ao cargo para concorrer à Presidência. A alegação é falsa. Já em defesa da companhia do metrô, Serra disse que não acreditava em direcionamento na licitação, mas que pode ter acontecido um acordo entre as construtoras.

“Foi feita uma licitação depois do meu governo. Foi cancelada porque os preços não eram bons para o estado, que queria preços mais baixos. Depois, houve uma outra concorrência e essa teve preços menores.

Portanto, o interesse do Estado foi defendido. Quanto a ter havido um acordo entre as empresas, isso deve ser investigado, segundo a decisão do governador. Tudo isso transcorreu depois da minha saída, mas é importante que seja bem esclarecido”, afirmou Serra.

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