LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SERRA e FCH: Entrega do Patrimônio Nacional

de Zildo Poswar

(É preciso dizer sempre e em todo lugar que este governo não retarda privatização, não é contra nenhuma privatização e VAI VENDER TUDO O QUE DER PRA VENDER", é a ORDEM de FHC a SERRA, então Ministro do Planejamento (Revista VEJA, 03 de Maio de 1995).



Para que jamais esqueçamos, como ex-Ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996) do Governo FHC, José Serra notabilizou-se, nessa pasta, por comandar, junto com Fernando Henrique Cardoso, a alienação de quase todo o Patrimônio Público brasileiro.

Só não venderam a PETROBRAS, o Banco do Brasil e a Caixa Federal, porque sofreram forte pressão popular em contrário.

A estratégia de privatização do patrimônio público começou pela desmoralização das estatais e cancelamento dos investimentos necessários para que elas continuassem a dar os lucros que, historicamente, elas sempre deram.

Disseminou-se que as empresas estatais eram ineficientes para competir no mercado, e também eram onerosas ao governo.

Ainda que várias empresas estatais dessem lucro, fomos levados a crer, via grande mídia, que dar prejuízo era algo inerente a toda empresa pública.

Ingressamos num período de congelamento dos investimentos públicos nessas empresas, contribuindo para seu sucateamento.

Diziam que o Estado brasileiro não tinha condições de investir como deveria nas estatais, devido à falta de recursos, e sendo assim era melhor entregar estas empresas para o capital privado, que faria os investimentos necessários.

À época, infelizmente, o povo brasileiro caiu facilmente nessa falácia, por não saber, verdadeiramente, sobre o volume de recursos que o Estado brasileiro possuia e possui.

Como uma das maiores economias do mundo, o Brasil tem um banco estatal de investimentos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que possui mais recursos do que todo o Banco Mundial.

Mesmo assim, a grande imprensa sempre insiste em repetir que sem o capital privado não somos ninguém.

Se fosse verdade que o Estado não tinha recursos para investimentos, como se explica que, imediatamente antes da privatização, as empresas estatais receberam vultuosos investimentos públicos?

Para que se tenha uma idéia, na siderurgia, entre 1992-1995, o Estado brasileiro investiu R$ 4,7 bilhões na Açominas e R$ 2,8 bilhões na CSN.

Mas como pode o Estado brasileiro ter investido quase 3 bilhões de reais na CSN, se ela foi vendida por R$ 1,49 bilhão?.

Obviamente que SERRA e FHC tentaram omitir dos eleitores e de todo o povo brasileiro, o valor dos investimentos feitos às vésperas das privatizações.

No sistema Telebrás, o governo FHC investiu a espantosa cifra de 21 BILHÕES DE REAIS, entre 1996 e 1998, na ampliação de instalações, redes, cabos e toda a infraestrutura para as telecomunicações.

Para, logo após, vender tudo pela pechincha de R$ 26,6 bilhões!

Um patrimônio de décadas, com enormes possibilidades de crescimento, vendido por pouco mais do que o Estado brasileiro foi capaz de investir em apenas 2 anos!

E ainda tiveram o descaramento de atribuir a queda dos preços dos telefones à “eficiência” da iniciativa privada...

Aqui, vê-se que somente os lucros foram privatizados, vez que o investimento, na imensa maioria dos casos, continuou estatal.

Passamos, então, à chamada “política de saneamento das estatais”:

Era, em verdade, a transferência para a União de dívidas gigantescas, além da demissão de milhares de trabalhadores das estatais, arcando com os custos trabalhistas.

Quando os compradores assumiram o controle, pegaram empresas enxutinhas, prontas para os lucros fabulosos que passaram a obter.

Em números algos próximo a estapafúrdios R$ 16,1 bilhões, mais R$ 8,7 bilhões de juros!

Só para ter uma idéia, para assumir todos os compromissos do Banerj com o fundo de pensão dos funcionários, o governo tucano de Marcelo Alencar fez o estado do Rio de Janeiro contrair uma dívida de 3, 3 bilhões de reais. Logo depois, vendeu o banco por apenas 330 milhões, isto é, dez vezes menos!

Se considerarmos que esse valor foi pago em “moedas podres”, desvalorizadas em cerca de 50%, o preço verdadeiramente pago pelos compradores do Banerj foi de meros 165 milhões de reais (aliás, do total recebido nos leilões das privatizações dos governos neoliberais, especialmente o governo FHC, as moedas podres somavam nada mais, nada menos do que R$ 8,9 bilhões de reais).

Quando se diz que as estatais foram vendidas a preço de banana, não é uma força de expressão.



O caso da Vale do Rio Doce, de todos, é sem sombra de dúvidas, o mais escandaloso.

No ano de 2005, a VALE deu quase R$ 8 bilhões de dólares de lucro (o equivalente à soma dos lucros do Itaú e do Bradesco).

Por quanto ela foi vendida pelos tucanos?

Inacreditáveis R$ 3,13 bilhões! Quer dizer, apenas em 2005, a empresa apresentou um lucro duas vezes e meia maior do que o preço de sua venda.

Na verdade, o preço da Vale foi ainda menor, pois inexplicavelmente o governo FHC deixou R$ 700 milhões em caixa para os compradores!

Isso mesmo que você leu: vendeu a Vale com R$ 700 milhões em caixa.

O caso da Telesp foi ainda mais incrível: simplesmente, os felizes compradores tiveram a grata surpresa de descobrir R$ 1 bilhão no caixa da empresa...

Em estudo feito pelo jornalista Aloysio Biondi em seu livro “O Brasil Privatizado” (vencedor do prêmio Jabuti em 2000), os “custos” das privatizações somam 87,6 BILHÕES DE REAIS, valor superior aos R$ 85,2 bilhões de arrecadação declarados pelo FHC no programa de venda das estatais.

Percebe-se, aqui, que além de perdermos uma parcela enorme de nosso patrimônio, de valor incalculável, ainda tivemos um prejuízo de mais de 2 bilhões em nossas contas públicas.

Como segundo legado, a taxa percentual da DÍVIDA EXTERNA subiu de cerca de 30% para quase 60% do PIB, pressionando os juros e contribuindo para uma transferência de renda sem precedentes na história do Brasil, dos cofres públicos para os banqueiros e grandes grupos industriais internacionais.

Aqui chegamos a um ponto importantíssimo, onde a superioridade do governo do PT é muitas vezes esquecida.

A dívida cresceu de forma initerrupta em todos os dois mandatos do Governo FHC.

Apenas com Lula ela iniciou o processo de queda e se estabilizou.

É claro que ainda está em patamares muito altos, mas não há como comparar com o descalabro que ocorreu na era PSDB!

O governo FHC, com SERRA, liquidou quase todas estatais, vendeu quase todo nosso patrimônio e ainda aumentou enormemente a carga tributária.

Inacreditavelmente, mesmo assim eles conseguiram DOBRAR nossa dívida externa e DECUPLICAR (isso mesmo, multiplicaram por DEZ) nossa dívida interna.

A dívida interna, no governo FHC, saltou de R$60 bilhões para R$ 630 bilhões...

E isso em apenas 8 anos, apresentando uma taxa de crescimento pífia de 2,4%.

Inferior à do período do império, quando praticamente só tínhamos café para vender.

Em conjunto com o total sucateamento dos serviços e empresas públicas.

FHC e SERRA pegaram o governo com uma relação dívida/PIB de 30,6%, e entregaram o poder para Lula em inconcebíveis 57,2%!!!

SERRA deixou a pasta de Ministro do Planejamento para disputar a prefeitura de São Paulo, que perdeu para Celso Pitta.

Com isso, retornou ao Senado, onde ficou por dois anos.

SERRA retorna, em 1998, ao Governo FHC, assumindo o Ministério da Saúde (1998-2002) no segundo mandato de Fernando Henrique.

Começa a gerir, a partir daí, o maior programa de sucateamento de toda a história de nossa indústria farmacêutica, desnacionalizando por completo esse setor.

A dengue, então, em sua gestão, transforma-se em EPIDEMIA. ...

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