LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

RIO DAS CONTAS, UMA BREVE REFLEXÃO

* Jorge Kamafeu

Rio das contas
Eu te amo prá valer
Esse meu canto
É dedicado a você
(Aluísio Natal)

De início, gostaria de parabenizar o prof. Domingos Aílton pelo excelente texto no qual a história do Rio das Contas é abordada com muita propriedade, no nº XII, de maio de 2010, de COTOXÓ, revista de que ele é o editor-chefe, lá na Cidade-Sol.

Já na década de 80, o autor dos versos da epígrafe preocupava-se com as belezas e degradação (derrubada das matas ciliares, retirada de areia de seu leito, pesca predatória etc) do nosso outrora exuberante Rio das Contas.

Aluísio Natal, após os babas no areão do “Arara” ou no “Emburrado”, entre os guerreiros e companheiros de aventuras etílicas, sempre acompanhado de seu afinadíssimo violão, iniciava loas musicais, tendo como mote o Rio das Contas. Quantas saudades! Bons tempos aqueles nos quais as discussões giravam em torno de algo que tinha a ver com o interesse comum. Naqueles embates buscavam-se sempre soluções que nunca chegavam, inclusivamente as políticas; saídas para os problemas que até hoje imperam não só em nossa região, mas em toda a bacia do Rio das Contas.

Em passado recente, trabalhando com revenda de insumos agrícolas, tive a oportunidade de conhecer a “Serra da Pipoca”, empreendimento do agronegócio, produtora de tomate (aquele do elefantinho, lembra-se, meu caríssimo leitor?), situada no município de Catingal, sudoeste baiano.

Ao chegar a esta propriedade, qual a minha surpresa e indignação ao constatar que o nosso querido rio estava sendo absurdamente explorado em suas águas?! Eram dez bombas d’água gigantescas, irrigando as lavouras diuturnamente. Cabe um questionamento aqui: será que aquele empreendimento não “contribuiu” sobremaneira para o que acontece hoje com o rio em nossa cidade?

Todavia, cabe a nós, ribeirinhos, fazermos a nossa parte também. Como? Não jogando lixo no leito do combalido rio. Vamos, de mãos dadas, replantar as matas ciliares, vigiar os ladrões de areia alheia e, principalmente, educar e conscientizar nossas crianças para que mais tarde se tornem verdadeiros CIDADÃOS e preservem o que ainda resta do nosso Rio das Contas.

ONGs e Ambientalistas, estamos cheios de falação. Menos fala e mais AÇÃO!

* Jorge Kamafeu (Jorge Luís Barreto Pinto) é graduado em Letras pela UNEB – Campus XXI, e pós graduando em História das Culturas Afro-brasileiras na FTC.

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