LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Estadão faz a cabeça dos blogs baianos de política

É lamentável. Os dois principais blogs baianos especializados em política deixaram-se pautar pelo Editor de Política do Estadão, o velho e conservador jornalão paulista do PIG. Os editores do “Política Livre” e do “Bahia Notícias” repetem sem pensar a grosseira queimação do Estadão, que taxou de “baixo clero” o atual presidente da Câmara Federal, candidato a reeleição, deputado federal Marcos Maia (PT).

No intestino da notícia está o velho preconceito contra os líderes políticos de origem operária. Marcos Maia, como o ex-presidente Lula, tem formação de trabalhador metalúrgico, foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, foi presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, ex-secretário de Administração do Estado, ex-presidente da Trensurb e da Associação Nacional dos Transportes Públicos. Foi reeleito deputado federal por três vezes e é o atual presidente da Câmara dos Deputados. ´

É candidato favorito á reeleição. Nada tem de “baixo clero”. A não ser que o Estadão identifique origem metalúrgica como “baixo clero”. Lula também foi vítima deste tipo de preconceito, e como foi. Lula era o “ignorante”, “bêbado”, “falastrão” e outros adjetivos criados nas redações do PIG.

O deputado federal Marcos Maia é muito bem articulado, angariou apoios para sua candidatura, tem circulado o Brasil fazendo campanha e é pleno favorito.

O ataque grosseiro do Estadão era previsível. Mas achei um suspanto (susto com espanto) que jornalistas baianos bem formados tenham entrado nessa armadilha ideológica.

http://bahiadefato.blogspot.com/

Um comentário:

Jane Barabini disse...

Sobre O Livro "Privataria Tucana"


O que foi possível perceber no sábado, dia seguinte ao lançamento do livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre os esquemas arquitetados pelos tucanos e Cia Ltda para desvios de bilhões de dólares das privatizações, durante governo FHC, tendo como expoentes José Serra e Ricardo Sérgio de Oliveira, foi de total descaso e indiferença.

Parece que nada foi dito, publicado ou investigado.
Apenas a revista Carta Capital e alguns portais da internet se deram ao trabalho de comentar o fato escandaloso. No mais o trabalho foi levado a cabo, com enorme dedicação, pela blogosfera brasileira.


O governo vendia por uma lado as empresas e pelo outro lado do balcão, também estava lá para oferecer dinheiro para comprar as empresas que liquidava, negócio de "pai para filho".

Bilhões de reais que evaporaram, na liquidação a preço de ocasião, em esquemas de desvios desses recursos que, justamente, o repórter Amaury Ribeiro Jr. apresenta em seu livro "Privataria Tucana", sustentado por documentação que comprova, cabalmente, aquilo que afirma.

A imprensa, nos ínfimos espaços que concedeu, só se preocupou em ouvir acusados para desqualificar o autor. Tentativa arriscada de tornar as muitas acusações contidas na publicação em disputa política rasteira.

Não se deu ao trabalho de analisar coisa alguma, nem de confrontar as pessoas listadas como participantes de crimes contra o país.

A imprensa brasileira deu um tiro em sua credibilidade, a essa altura já bastante alvejada, ao ignorar fatos que a História já se dá ao trabalho de contar. O autor em uma entrevista on line, transmitida por diversos blogues afirmou que outros livros estão sendo produzidos e deverão ser lançados, de outros autores, para se ocuparem desta "ação entre amigos" que desfalcou o país de grandes riquezas, entregues a preço de banana em final de feira, com dinheiro emprestado pelo próprio vendedor em condições para lá de especiais.

Foi preciso o governo Lula rebater, dia após dia, as teses neoliberais que quase quebraram o país e fizeram FHC socorrer-se ao FMI por três vezes, para que as pessoas, em grande maioria, percebessem que as empresas públicas não funcionavam bem porque o Estado brasileiro, deliberadamente, as sucateava para depois afirmarem que era preciso desfazer-se delas, a qualquer preço.

Em uma pesquisa encomendada pelo jornal Estado de São Paulo em 2007, apontou que 62% dos entrevistados eram contra a privatização de serviços públicos, feita por quaisquer governos.
Mesmo com toda a propaganda neoliberal tardia que a imprensa brasileira ainda faz, todos os dias.

Esta mesma imprensa conservadora que resolveu apagar um evento de grande magnitude política da vida de milhões de brasileiros, simplesmente porque não quer fazer sangrar aliados e patrocinadores, porque, também, não quer sangrar junto.

E as pessoas comuns vão continuar embarcando na, suposta, pauta ética da imprensa após tamanha edição da História brasileira?

Não informar a sociedade, oferecendo subsídios para tomada de decisões e escolhas corretamente não configura uma falta grave?

Esconder fatos de grandes proporções, para proteger "parceiros", não desmorona a fé pública em suas afirmações editoriais, quaisquer que sejam ou contra quem sejam?

Sábado foi o dia do "nada aconteceu", "não há o que comentar", "vida que segue".

Tornou-se o dia do velório da credibilidade da grande imprensa brasileira, que vinha definhando aos poucos, a olhos vistos e demais sentidos perceptíveis.