LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Marcelino Galo recebe 2 mil trabalhadores rurais em sessão especial na Alba



Ocupar, resistir e produzir. Com esse grito dissonante aos ouvidos dos proprietários de latifúndios, cerca de 2 mil trabalhadores rurais sem terra - dos 3 mil que estão acampados na Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) - participaram da sessão especial do Dia Mundial da Luta pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, durante toda a manhã desta sexta-feira (15), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O deputado estadual Marcelino Galo (PT), proponente da sessão, realizou um discurso relembrando o assunto que durante toda a semana foi enfatizado em seus pronunciamentos: o massacre aos 19 sem terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.

 

Neste final de semana, o parlamentar ainda pretende participar das homenagens em memória daqueles que tombaram lutando pela reforma agrária em uma viagem ao Pará, junto com os diretores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Lá, Marcelino Galo participará de ato político e comporá a comitiva da Bahia formada pelo deputado federal Valmir Assunção, representantes de movimentos sociais e trabalhadores rurais.

 

Para Galo, o massacre impune dos trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás - que completa 15 anos neste domingo (17) -, soma-se a um sem número de registros da violência no campo, a qual ele acreditava que tivesse sido superada. "Infelizmente, ainda persiste essa violência, a impunidade é uma das maiores chagas da sociedade brasileira, que nos impele a lutar contra a concentração de propriedade rural do mundo e o latifúndio improdutivo. Essa é uma herança maldita de mais de 500 anos de exploração, violência e sacrifícios que foram impostos pela elite brasileira ao nosso povo", declara o deputado.

 

Após seu discurso, Galo assumiu a sessão - aberta pelo presidente da Casa Legislativa, deputado Marcelino Nilo (PDT) - e chamou seu companheiro de luta, o deputado federal Valmir Assunção. Valmir, convencido de que o Brasil não poderá ser reconhecido como um país desenvolvido, livre e soberano sem que seja realizada uma ampla reforma agrária, corrigiu o número de mortos no massacre em Eldorado dos Carajás. "Não foram 19 mortos, foram 22. Dezenove só no dia 17 de abril de 1996, e outros três por consequência desta chacina. Sem falar nos 69 feridos que, até hoje, carregam o sentimento de impunidade, mas que continuam na luta diária por dias melhores no campo".

 

Ainda segundo o deputado estadual Marcelino Galo, a ampla reforma agrária poderá gerar mais de 1 milhão de empregos no campo, ampliar a produção de alimentos e ser um dos elementos de dinamização da atividade econômica. Como a aquisição de implementos e maquinário agrícola para 4 milhões de famílias de trabalhadores rurais, que podem dinamizar a indústria de equipamentos e implementos, gerando milhares de empregos nas cidades.

 

"A pesquisa científica serviria, por exemplo, para ampliar a produtividade dos agricultores familiares, de investimento em infraestrutura, crédito, educação e saúde no campo, todas estas atividades com grande capacidade de dinamizar setores econômicos urbanos, com grande capacidade de gerar empregos", completa Galo, em entrevista após a sessão.

 

Movimentos e deputados presentes

O evento contou com a participação de deputados estaduais, como Marcelino Nilo, Neusa Cadore (PT), Sargento Isidório (PSC), Maria Del Carmen (PT), Joacy Dourado (PT), além do delegado do ministério de Desenvolvimento Agrário na Bahia, Lourival Gusmão, o diretor da Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag), do superintendente do Incra, Luiz Gugé, o representante do MST, Márcio Matos, o índio da tribo Pataxó Hã Hã Hãe, Gerson Pataxó, a senhora Dinorá Lobo do sindicato dos trabalhadores da Agricultura, Alberto Viana, representando a Associação dos Funcionários do Incra (Assincra), Giovana de Andrade Bonfim, representando o dr. Hélio Jorge, delegado chefe da Polícia Civil e Luis Anselmo, da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) - que representou o governador Jaques Wagner.

 

 

A sessão teve também a participação do Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta), Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Indígenas, Movimento de Luta pela Terra (MLT), Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas Brasileira, Conselho Estadual de Segurança Alimentar (Consea), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Marcelino Galo e Marcelo Nilo

 

Ascom do deputado Marcelino Galo

71 3115 7253






Um comentário:

Anônimo disse...

Já estávamos com saudades de suas postagens do Galo! abraço, Maria!