LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RIO NOVO TÊNIS CLUBE - 3º ATO

Quanto ao direito de resposta publicado pelo Sr. Carlos Alberto Matos (Ral),NO SITE NOTÍCIAS DE IPIAÚ cabe-me relatar o seguinte:



1) Em momento algum critiquei a atual administração pela situação decadente do Rio Novo Tênis Clube, porque tenho conhecimento de clubes sociais que vieram a fechar suas portas por vários motivos, principalmente por falta de pagamento por parte dos associados, como também pela inadimplência para com os municípios pela falta de pagamento de IPTU e recolhimento de direitos trabalhistas, entre outros motivos, a exemplo do Clube Português, Espanhol, Baiano de Tênis, todos em Salvador. Conheço também as dificuldades para se administrar um clube, pois já fui vice-presidente e presidente em exercício da AABB-Ipiaú em uma época também de dificuldades internas. E acho louvável a atitude de ajudar a comunidade com campanhas e eventos beneficentes.

2) Não lidero nenhum movimento para a destruição do clube e muito menos do Cine Éden, como ele menciona no último parágrafo;

3) A decadência do Clube não se deu de uma hora para outra, as más administrações como você cita no parágrafo três, caminharam juntas à realidade econômica e social por que passaram a comunidade ipiauense com a crise do cacau. Como disse na ultimo post no meu blog “O Rio Novo Tênis Clube teve seu auge na década de 50, quando a economia era forte e a renda da população era altamente concentrada nas mãos dos cacauicultores e comerciantes.” O que perdurou até final da década de 70. O clube sempre foi como os outros eram e são - EXCLUDENTES. Só acessíveis aos seus sócios e convidados. Atualmente, para sobreviverem, muitos clubes modificaram seus estatutos, socializaram seus quadros, criaram novas categorias de sócios, atingiram as classes populares, isso é normal para quem precisa sobreviver no sistema capitalista em que vivemos. Então, porque eu seria contra um clube popular, contra o direito do cidadão de baixa renda a freqüentar um clube? Logo eu, que por princípios sou socialista e lutarei sempre em defesa dos excluídos? Sua acusação não cabe para mim.

4) Não escrevi a reportagem para crescer politicamente, porque fazer política não é só apontar falhas é buscar soluções e a publicação no meu blog é de caráter informativo de um processo iniciado pelos moradores vizinhos ao clube que também buscam melhores condições de convivência e por isso buscaram o caminho legal, buscaram solução para os seus problemas, fazendo um Abaixo-Assinado à Promotoria Pública, do qual sou signatária também..

5) O Sr. Ral diz que viu nesse mesmo blog a minha vontade de sair candidata a prefeita. Meu nome está sendo cogitado para ser candidata a candidata, pois como ele mesmo deve saber por ser filiado ao Partido dos Trabalhadores, o nosso partido faz prévias, onde os filiados democraticamente escolhem o candidato que melhor possa representar a legenda. E se meu nome for o escolhido tenho certeza que juntamente a uma equipe também capacitada terei condições de administrar nosso município sim.

6) Quanto a achar que o problema do clube é um problema sério do município eu não concordo. É um problema administrativo interno, particular. Quanto a buscar os Poderes Públicos (Executivo e Legislativo), não é errado não, só que é um assunto que deve ser muito bem analisado quanto ao custo/benefício, porque não se deve utilizar dinheiro público para sanar problemas de origem pessoal, particular, pois o clube é uma instituição privada, com estatuto e regimentos próprios e que deve se auto sustentar. Não sou contra as PPP – Parcerias Público Privadas, mas é um assunto a ser debatido com a comunidade. A exemplo da AABB Comunidade, onde a AABB ajuda o município e não recebe nenhum pagamento em troca. Não seria o caso do Rio Novo Tênis Clube, que ao meu ver, numa análise superficial, mesmo recuperado, provavelmente não comportaria atender toda a rede de ensino municipal. Mas como disse é um assunto a ser bem debatido com a comunidade e os poderes públicos, em audiências públicas, e não um assunto a ser tratado entre quatro paredes das salas do prefeito ou do presidente da Câmara..

7) O uso da palavra INTERDIÇÃO não foi criação ou desejo meu e sim, utilizado pela Promotora quando tomou conhecimento do teor do Abaixo-Assinado.

8) Sim, o Clube é um patrimônio histórico e por isso ele deveria ser tombado e o município poderia administrar e passar a ser um Centro Cultural, tudo dentro das normas e da lei, isso passa também pela participação popular, em audiências públicas. O Sr. Ral está fazendo a sua parte por ser associado e diretor, mas eu não sou associada, não freqüento o clube; isso justifica a minha não interferência nos problemas internos enquanto o Clube for instituição privada. Se algum dia o Clube passar a ser público, eu, como cidadã poderei participar de todos movimentos que vierem incluir o referido clube. Atualmente sou simplesmente uma signatária de um abaixo-assinado como moradora das imediações do Rio Novo Tênis Clube.

9) Na primeira audiência a Promotora informou que todos os representantes seriam convocados. Faltou da minha parte informar que a promotoria não fez essa convocação, o que fiquei sabendo depois que postei a matéria no blog. Foi uma falha de minha parte, a qual peço desculpas.

10) Todas as informações sobre o clube foram obtidas através dos moradores que encabeçaram o movimento do abaixo-assinado, por isso não é preciso ser freqüentadora do clube.

11) Campanha sórdida? Matéria tendenciosa? Clube popular? Discriminação? Não Sr. Ral, nada disso, somente indignação dos moradores que sofrem quando as festas são realizadas – Veja o Abaixo-Assinado, ele diz quase tudo, porque ele não pode expressar o real mal-estar de quem vive ali perto. (http://elinalvabastos.blogspot.com/2011/02/o-rio-novo-tenis-clube-podera-ser.html).

12) Talvez a “linda” foto tenha soado pejorativamente, mas convenhamos que a imagem atual do clube não é bela, principalmente para quem o conheceu quando era majestoso e lá só entravam os sócios ou os freqüentadores da alta sociedade. Não tenho saudade daquele tempo, porque nunca fui associada nem nunca pertenci à alta sociedade, apesar de ter freqüentado algumas festas e as micaretas; meus pais não gostavam de festas, não freqüentavam as festas, a não ser minha mãe quando foi paraninfa da turma de formandos do ano de 1971, cujas fotos temos em nosso poder.

13) Por isso Sr. Ral não posso me juntar a essa comissão em defesa do Rio Novo Tênis Clube – NÃO SOU ASSOCIADA – o CLUBE É PRIVADO. Caso ele passe a ser público, eu, como cidadã ipiauense, terei imenso prazer em participar das decisões comunitárias.

Vou torcer para que o Clube se recupere, vou torcer para que as festas não prejudiquem mais os moradores dos arredores, vou torcer para que o clube continue ajudando a comunidade, porque eu não quero o pior para Ipiaú, eu não quero a discórdia, a raiva, o ódio, eu quero viver e conviver com o bem, com a paz , com a ordem e com a lei. Que a justiça se faça!



Ipiaú, 15 de abril de 2011

Elinalva Bastos

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