LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 22 de maio de 2011

O coronel de chumbo e seus soldados de papel



Desde que chegamos ao governo muito se tem falado sobre os adversários de ontem que se tornaram os aliados de hoje. Muitos inclusive ocupando postos de destaque em cargos chaves do Governo do Estado.

A última pérola da coleção se trata do coronel Alfredo Castro, o mesmo que no dia 16 de maio de 2001 comandou a invasão da tropa de choque da polícia militar à Universidade Federal da Bahia. Este senhor agora foi conduzido pelo nosso governo à condição de Comandante da polícia militar do Estado da Bahia.
Aprofundando esta contradição veremos que o governo Wagner é fruto das inúmeras lutas populares de resistência aos desmandos do Carlismo, de enfretamento a um modelo oligárquico, repressivo e autoritário que arvorou durante 40 anos governar nosso povo com o dinheiro na mão e o chicote na outra.
O senhor Castro à época era a mão que segurava o chicote, os que lá estiveram, sabem que ele gostava de usar, de preferência batendo duro e com muita força. Mesmo assim, naquele 16 de maio, a força do chicote não conseguiu deter a onda popular, nem todas as balas, bombas e cassetetes foram suficientes para nos enfrentar.

Antes mesmo de completarmos o trajeto, colocamos a tropa para correr de dentro da Universidade. E foi extraordinário, observar os soldados recuando enquanto mais e mais estudantes, professores, parlamentares, dirigentes sindicais, sem-terra e trabalhadores urbanos avançavam cantando em coro “Marcha soldado cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso pro quartel”, quebrando assim a máxima de que “a tropa de choque nunca recua”.
É possível que o Coronel saiba que lugar que ele ocupa hoje é resultado de lutas como esta, do maio baiano, que ele mesmo ajudou a reprimir. Mas caso ainda não saíba e precise refrescar a memória nós estamos aqui de prontidão para não deixar esquecer jamais. E se ainda assim errar na marcha pode deixar que a gente ensina novamente a "marchar direito" .

* Ademário Costa é graduado em Ciências Sociais pela UFBA, foi do DA (Diretório Acadêmico) de Ciências Sociais, do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFBA (gestão Declare Guerra/99-2001), diretor de Combate ao racismo (gestão 99-2001) e vice-presidente da (União Nacional dos estudantes) UNE de 2001 a 2003, atualmente é Secretário de Finanças do PT/BA.


ADEMÁRIO COSTA

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