LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gastar mais com quem tem menos

Ontem, no discurso de inauguração do teleférico do Morro do Alemão, no Rio – veja o vídeo no final do post – a presidenta Dilma disse que era preciso “fazer com que o Estado brasileiro assuma sua função de gastar recursos com aqueles que mais precisam, porque foram abandonados durante anos e anos”.




Hoje, um comunicado do IPEA traduziu em números como o Governo Lula fez isso.

Você pode ver que eles cresceram, no período Lula – após 2004, pois o Orçamento de 2003 foi feito ainda em 2002 – com o dobro da velocidade em que aumentaram durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Mas isso não quer dizer que tenhamos passado ao assistencialismo, não.

Porque o gasto, durante a maior parte do Governo Lula, apesar de consumir uma parcela maior do PIB que durante o Império Tucano, se manteve mais ou menos constante em relação ao PIB.

O que aconteceu foi que o crescimento da economia se refletiu no crescimento destes gastos. Isto e, o crescimento foi distribuído também a quem mais precisava.

Há um momento diferente, porém, bem marcado na série histórica descrita pelo IPEA, que você pode ver no segundo gáfico, aí ao lado.





É 2009, o ano em que enfrentamos a crise. Aí, em vez de apertar o cinto dos mais pobres, o nosso governo fez o contrário da cartilha neoliberal. Quando a economia despencou, não deixou despencar o gasto com quem precisava dele para sobreviver.

Quem tinha muito pouco não teve de perder o quase nada. O “dicumê”, como se diz no Norte.

É algo como aquela saudosa reviravolta que o Papa Paulo IV fez na igreja, no Concílio Vatino II : a opção preferencial pelos pobres.

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