LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não é hora de ser “sonhático”, Marina

Concordo em parte com o jornalista Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador. Recomendo a leitura. Como ele, não estou entre os que se encantaram com a suposta “novidade” representada por Marina Silva na eleição de 2010. Na verdade, ela ajudou os tucanos a levar a eleição para o segundo turno e colaborou com a agenda reacionária anti-aborto que tomou de assalto a campanha eleitoral.

Sim, os partidos políticos devem ficar atentos aos movimentos de Marina Silva. É que há sinais de um cansaço generalizado com a democracia parlamentar representativa. Cansaço com Sarney, Geddel, Collor, Temer, cansaço com os pragmáticos do PT e do PCdoB. Há um mal-estar com a sensação de que os partidos não representam mais a vontade popular. E a mídia não ajuda em nada, atrapalha.

Não levo a sério as rebeliões no Oriente Médio. Não são revoluções coisa alguma. E não me engano com Internet e suas redes sociais. Agitam, podem até levar estudantes às ruas, mas não são capazes de administrar um país. Marina Silva que rompeu com o PT, não agüentou o PV, ficou sem partido, pode até querer surfar nesta onda, mas, se ela chegasse ao poder pelo caminho da rebelião popular, como faria depois para gerenciar o país, exercer o poder? Sem coligação partidária? Por uma ditadura? Com o povo permanentemente nas ruas?

Tô com pena de Marina, que desperdício! Torço para que os marinistas ajustem o foco contra a direita, não contra Dilma e o PT. Já basta o PSOL estar se aproximando de ACM Neto, do DEM. Os extremos se tocam.

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