LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Coleção de História da África, lançada pela UNESCO, chega a Valente


A vereadora Leninha, do PT de Valente, cidade situada no semiárido baiano, informa (através do site Notícias do Sisal) que o Ministério da Educação enviou à Biblioteca Pública do município um exemplar completo da coleção História Geral da África, lançada no Brasil pela UNESCO em dezembro de 2010. O MEC atendeu assim a solicitação feita pela Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, presidida por Leninha. Valente é a primeira cidade da Bahia a receber a coleção.

A tarefa de contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos teve início em 1964 pela UNESCO que reuniu 350 cientistas coordenados por um comitê formado de 39 profissionais especialistas - dois terços de africanos, para concluir o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. São quase dez mil páginas que já foram editadas em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

No Brasil, além de apresentar uma visão de dentro do continente, a coleção também cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Possibilitando, assim, a disseminação de novo olhar sobre o continente. A obra também preenche uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional, contribuindo para o respeito às diferenças e para a luta contra as distintas formas de discriminação, para valorizar a identidade, a memória e a cultura africana no Brasil – o país que conta com a maior população originária da diáspora africana.

Com a coleção, a UNESCO pretende “promover o reconhecimento da importância da interseção da história africana com a brasileira para transformar as relações entre os diversos grupos raciais que convivem no país. Esta é a essência do Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas, instituído pela UNESCO no Brasil, a partir da aprovação da Lei 10.639, em 2003, que preconiza o ensino dessas questões nas salas de aulas brasileiras.”

Segundo a vereadora Leninha (PT), os professores têm encontrado duas dificuldades para implantação da Lei 10.639/2003 que instituiu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africanas:

1) não tiveram a devida preparação para tratar das questões étnico-raciais de forma adequada;

2) a inexistência de material didático-pedagógico que pudesse subsidiar o trabalho de ensino-aprendizagem em sala de aula.

A coleção (composta de oito volumes) é resultado da parceria que envolveu a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a SECAD/MEC (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação) e a UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) viabilizando a edição completa em português da Coleção considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.

Fonte: Notícias do Sisal

Bahia de Fato

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