LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 20 de agosto de 2011

Dilma e o canto de sereia da direita




Nilton Fukuda / AE 18/08/2011
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Hoje, nos jornais, a direita se lambuza em festa.

"Em crise com base aliada, Dilma flerta com oposição", diz a Folha. "PT não gosta da faxina de Dilma", afirma O Globo, enquanto o Estadão diz que "Petistas temem que 'faxina' de Dilma carimbe gestão de Lula como corrupta".



Esse é o assunto dominante na mídia, não a crise, as ameaças e os desafios que ela nos traz.

A gente vem dizendo aqui que o Governo Dilma está sendo puxado para uma pauta que só o desgasta, porque o imobiliza.

Acho que vale a pena controlar o estômago e ler o que escreve hoje Merval Pereira:

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“Não é nem preciso ser bom entendedor para compreender a razão da presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na solenidade de lançamento da campanha Brasil Sem Miséria ontem, no Palácio Bandeirantes, em reunião da presidente Dilma com os governadores do Sudeste.E também basta não ser ingênuo para entender o sentido do apoio que senadores independentes de diversos partidos deram à sua ação saneadora na semana passada.

A “faxina ética” tomou uma dinâmica própria que não é possível controlar, e ficou maior do que sua própria impulsionadora. (…)

“Quanto à imprensa, aí nem se discute. O Palácio do Planalto não tem condições de interferir, e nem quer fazê-lo, e já deixou de lado a tentativa anterior de controle dos órgãos de comunicação.”

*****

Não se pode, infelizmente, deixar de reconhecer que, de fato, é esta a mecânica que está por trás das ações da mídia e do comportamento da comunicação do governo em relação à mídia. Ficamos dóceis.

Estamos permitindo que pareça ao povo brasileiro que o problema do país é o da corrupção no Governo. Corrupção é um problema, e sério, para qualquer governo e tem que ser enfrentado como uma questão permanente.

As “ondas” moralistas nada tem a ver com combate à corrupção, mas tem tudo a ver com uma tentativa de paralisar e desviar o governo Dilma daquilo que é seu rumo legítimo, em nome do qual recebeu a maioria dos votos do povo brasileiro: fazer o país continuar se desenvolvendo, tornando-se independente, elevando o emprego e a renda dos brasileiros, nos livrando da miséria e do atraso.

A legitimidade e o apoio do Governo Dilma vem daí, do Governo Lula, do papel que ela teve nele e de seu compromisso, garantido por uma história de vida combativa, de que o Brasil vai seguir mudando.

Dilma sabe disso, tanto que disse hoje que ”onde houver problema de corrupção, somos obrigados a tomar posição. Não faço disso o objetivo central do meu governo, o objetivo central é buscar a inclusão social.”

Mas isso fica de lado na percepção construída pela mídia. Nessa, valem mais a as imagens com a “turma da roda-presa”, que praticou a maior lesão já sofrida pelo patrimônio público brasileiro: a privatização.

Gente, portanto, que não tem estatura moral para falar em combate à corrupção, e que só o fazem para fazer cantos de sereia que à longa experiência da presidenta não vão encantar. Embora seduzam alguns aprendizes de feiticeiro.
Postado por Miro às 19:05

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