LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“Revolta dos Búzios também teve a participação das mulheres”, lembra Marcelino Galo


A cidade de Salvador foi palco da maior revolta político-social da história, conhecida como Revolta dos Búzios, ou Revolta dos Alfaiates, em 12 de agosto de 1798 – onde os soldados Lucas Dantas de Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga e os alfaiates Manoel Faustino Santos Lira e João de Deus do Nascimento foram enforcados e esquartejados como revoltosos. Entretanto, não foi apenas a participação desses homens que marcou este período da história. Nesta sexta-feira (12) o deputado estadual Marcelino Galo (PT) lembrou também das mulheres que estavam entre os revolucionários que tiveram pena de prisão.

 

"É importante dizer que na Revolta dos Búzios também teve a participação feminina. Dentre os prisioneiros estavam cinco grandiosas mulheres: Luiza Francisca de Araújo, que era mulher do alfaiate João de Deus, Lucréia Maria Gercent, Domingas Maria do Nascimento, Ana Romana Lopes e Vicência. Agora, mais de 200 anos depois, essas mulheres também devem ser consideradas e homenageadas, até aclamadas como heroínas da nação brasileira, assim como os homens", salienta o parlamentar petista.

 

Ainda segundo Marcelino Galo, estes revolucionários e revolucionárias foram os primeiros a tornarem público o espírito de uma República Democrática "onde a cor da pele não fosse o motivo para definir o grau de prioridade das políticas públicas". "Em 1798 o estado soberano desfavorecia os negros e negras e pautava o projeto político em contradições desumanas que recaiam na grande massa da população negra".

 

Margarida Maria Alves

O deputado estadual também lembra dos 28 anos da morte de Margarida Maria Alves – que foi assassinada em 12 de agosto de 1983. Ela foi sindicalista brasileira, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande, cidade onde nasceu. Esteve à frente, enquanto sindicalista rural, da luta por direitos básicos dos trabalhadores rurais em Alagoa Grande, tais como carteira de trabalho assinada e 13º salário, jornada de trabalho de 8 horas e férias. "Ela foi assassinada por um matador de aluguel com uma escopeta calibre 12. O tiro a atingiu no rosto, deformando sua face. No momento do disparo, ela estava em frente à sua casa, na presença do marido e do filho", lembra.

 

O crime foi considerado político, e comoveu não só a opinião pública, com ampla repercussão em organismos políticos de defesa dos direitos humanos. Margarida dizia que "é melhor morrer na luta do que morrer de fome", por isso é considerada um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais.

 

Ascom do deputado Marcelino Galo

71 3115 7253



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