LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dilma engole a Globo. Vem aí a “CPMF dos ricos”


    Publicado em 12/09/2011
 

Da próxima vez tem que ir o Ali Kamel

 

O Fantástico entrevistou a Presidenta Dilma Rousseff e por ela foi devidamente jantado.

O Fantástico fez as perguntas óbvias, para tentar derrubar a Presidenta.

Saiu tosquiado.

O Conversa Afiada fez uma breve seleção do "jantar".

Por exemplo, quando a Globo tenta pegar a Presidenta na pegadinha da corrupção:

Dilma – Tem de ter muito cuidado no Brasil para a gente não demonizar a política. Nós temos uma discussão de alto nível com a base, com a nossa base, e nós vamos…


Patrícia Poeta (ou seja, a Globo): E como que a senhora controla esse toma lá da cá, digamos assim, cada vez mais sem cerimônia das bancadas? Como é que a senhora faz esse controle?


Dilma: Você me dá um exemplo do "da cá" que eu te explico o "toma lá".

(Neste instante produziu-se uma pausa constrangedora. A Presidenta tirou o banquinho da Globo. Desarmou a armadilha. E foi obrigada a ser condescendente , em seguida.)

Estou brincando contigo. Vou te explicar. Eu não dei nada a ninguém que eu não quisesse. Nós montamos um governo de composição. Caso ele não seja um governo de composição, nós não conseguimos governar. A minha base aliada, ela é composta de pessoas de bem… não é possível que a gente chegue e diga o seguinte: "Olha, todos os políticos são pessoas ruins". Não é possível isso no Brasil.


Dilma: Eu sou contra a CPMF, hein.


Patrícia: A senhora acha que a gente precisa de um imposto, de mais um imposto, para ter um atendimento de saúde melhor?


Dilma: Sabe por que a população é contra a CPMF? Porque a CPMF foi feita para ser uma coisa e virou outra. Acho que a CPMF foi um engodo nesse sentido de usar o dinheiro da saúde e não para saúde.


Patrícia: Está falando que foi desviado?


Dilma: Foi, foi. O dinheiro não foi usado onde devia. Nós, na saúde pública do país, gastamos 2,5 vezes menos do que na saúde privada. Um país desse tamanho, o maior país da América Latina, com a maior economia da América Latina, gasta 42% menos na saúde do que a Argentina.


Dilma: Para dar saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. Agora, o Brasil precisará aumentar o seu gasto com saúde. Inexoravelmente.


Patrícia: Isso seria quando?


Dilma: O mais rápido possível.

(Ou seja, vem aí a CPMF dos ricos. Queira a Globo ou não).

Patrícia: A senhora acha que o Brasil vai estar preparado, vai estar pronto para a Copa do Mundo de 2014?


Dilma: Ah, tenho absoluta certeza.


Patrícia: O que faz a senhora acreditar nisso?


Dilma: Por quê? Porque nós vamos ter nove estádios ficando prontos até dezembro de 12. No máximo início de 13. Tempo de sobra para Copa.


Patrícia: Aeroportos?


Dilma: Aeroportos, nós estamos com três aeroportos em licitação, já totalmente formatada a engenharia. Vamos fazer essas licitações no final desse ano.


Patrícia: A sensação que dá para o cidadão brasileiro é que o processo tem sido lento.


Dilma: Mas eu posso te mostrar os estádios, por exemplo. Eu olhei recentemente, fizemos um balanço aqui, com o ministro Orlando Silva, ele trouxe todos estados e nós monitoramos, nós monitoramos com informações online, fotos e tudo.

Navalha

Se o objetivo era (e é) derrubar a Dilma, o Fantástico deveria ter enviado o Ali Kamel.

Ou o Alexandre Maluf Garcia.
Seria divertido.
O "jantar" seria mais saboroso.
 



Paulo Henrique Amorim



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recebido por e-mail. Fonte Site de Paulo Henrique Amorim

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