LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Petistas elogiam Dilma por rejeitar recessão como saída da crise

Parlamentares do PT elogiaram nesta sexta-feira (23) a presidente Dilma Rousseff por ter condenado, em Nova York (EUA), o receituário neoliberal que preconiza a produção de recessão como fórmula para enfrentamento de crises econômicas. O deputado Fernando Ferro (PT-PE) observou que a crise de 2008, enfrentada com êxito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , mostrou que o modelo de ortodoxia econômica deveria estar sepultado pela história. Newton Lima (PT-SP) frisou a importância de o Brasil ter rompido com a cartilha e a lógica do neoliberalismo, abrindo caminho para o crescimento econômico, geração de empregos e distribuição de renda.

Na quinta-feira, a presidenta Dilma disse que não dá para sair da crise "produzindo recessão" e que não "é possível mais dar respostas antigas e ultrapassadas" para problemas novos. A afirmação foi feita durante entrevista de 35 minutos, concedida no último dia de visita aos Estados Unidos. Na quarta-feira, no discursou em que abriu a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ela tratou também da crise econômica internacional, com epicentro da Europa e Estados Unidos.

RECEITUÁRIO - Fernando Ferro lembrou que o receituário ortodoxo, que anteS era oferecido aos países em desenvolvimento pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) gerou miséria, desemprego e convulsões sociais, ajudando ao mesmo tempo os países ricos e os grandes grupos privados internacionais. "Esse modelo se mostrou fracassado, como o Brasil provou. Agora, em momento de crise, Europa e EUA querem replicá-lo, para salvar os grandes grupos econômicos que ganharam nos momentos de bonança e querem continuar ganhando com a crise. Isto pode levar à depressão e à convulsão social", disse.

Newton Lima observou que a presidenta Dilma está alinhada com a política que o Brasil adotou em 2008 para enfrentar a crise. "Nós rasgamos a cartilha neoliberal , rompemos com a lógica que presidia as ações do governo brasileiro até 2002: resgatamos o papel do Estado, que é cada vez mais decisivo para enfrentamento de crises como a iniciada em 2008 , com repiques no atual momento".

O parlamentar petista observou que, ao resgatar o papel do Estado, o governo do PT e aliados criou condições para o País atravessar a crise. Citou a criação de políticas anticíclicas, com linhas de crédito para o consumo e investimentos, que resultaram em geração de empregos e renda no Brasil. "Mesmo em momento de crise em outros países, chegamos nos últimos três anos a níveis recordes de geração de emprego, o que não seria possível se tivéssemos seguido o modelo neoliberal adotada pelo governo do PSDB e PFL (atual DEM) até 2002"

Em Nova York , Dilma voltou a cobrar medidas dos países ricos para conter a crise e disse que o Brasil deve participar das discussões para encontrar soluções para as turbulências, mas sem participar das operações de socorro financeiro. " Não acredito, de maneira alguma, que se saia da crise produzindo recessão. Acho que não se sai, até porque vi, recentemente, uma declaração do Fundo Monetário Internacional, que dizia que o risco na economia internacional é de uma espiral recessiva", disse a presidente. " Quando você reduz o crescimento, você reduz a capacidade da economia pagar suas dívidas. Você aumenta a dívida, aumenta o déficit e exige mais recessão. Essa é a típica espiral recessiva em que está imersa a Grécia", afirmou a presidente.

Sobre a participação do país na solução da crise global, Dilma disse que é importante, nesse momento, participar do diagnóstico da situação. "Nós estamos prontos a participar do diagnóstico. Nós estamos prontos também a dar a nossa contribuição, desde que ela seja uma contribuição que faça parte de um processo de solução do problema macroeconômico", disse.

Durante a entrevista, Dilma também falou sobre a posição brasileira em relação à guerra cambial. Segunda ela, "a guerra cambial se dá, e se dará" enquanto não houver uma articulação macroeconômica, que faça com que as medidas econômicas tomadas por um país levem em conta o impacto delas sobre os vizinhos.

Segundo Dilma, mesmo entendendo a importância da expansão da política monetária e da política de juro zero para alguns países, esse fato cria uma competitividade indevida para as economias desses países "porque cria uma valorização das moedas dos países, que não fizeram isso, extremamente adversa".

Segundo a presidente, o país está "completamente pronto" e monitora a economia interna e a internacional diariamente. Mas fez questão de ressaltar que " não somos responsáveis pela crise". Mas também, segundo Dilma, não é possível dizer que o país não sofra as consequências indiretas da crise. "Sofremos. Primeiro, porque o mercado internacional se reduz, na medida em que as economias desenvolvidas diminuem o tamanho de seus mercados, na medida em que há desemprego, na medida em que há contração da demanda.

Fonte: Liderança do PT na Câmara

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