LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 2 de outubro de 2011

Os três Poderes e os desonestos

Waldir Pires vê desonestos nos três poderes

Materias postadas no http://bahiadefato.blogspot.com/ em 29 e 30/09/2011

O ex-ministro da Defesa e da Controladoria Geral da União (CGU), Waldir Pires (PT), enviou um telegrama de solidariedade à corregedora nacional do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, apoiando as declarações da magistrada sobre a existência de “bandidos” no Judiciário.

“Existem desonestos em todos os poderes da República, sim. Sempre existiram. É preciso combater eficazmente a corrupção em todos eles sempre insistentemente e com a participação da sociedade por inteiro”, afirmou Pires, na mensagem enviada à ministra.

Em entrevista à APJ (Associação Paulista de Jornais), Eliana Calmon criticou a tentativa de restringir o poder de investigação do CNJ sobre juízes. “Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”, atacou.

“Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ”, prosseguiu. (Terra Magazine)


Deputado admite impunidade no Poder Judiciário

O deputado federal Emiliano José (PT-BA) manifestou apoio à atuação da Corregedora Nacional de Justiça. A ministra Eliana Calmon defende o trabalho realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, que prevê o controle externo da magistratura brasileira. Ações como a fiscalização administrativa, investigação e punição de juízes acusados de corrupção e ineficiência fazem parte da função do CNJ. A discussão sobre o alcance desse controle sobre o Judiciário gera muita polêmica.

Para Emiliano, o grande mérito da iniciativa da Ministra Eliana Calmon é o de tornar o Judiciário mais perto dos problemas que merecem reflexão. Segundo o parlamentar, “nada existe que esteja a salvo de mazelas, tão comuns aos assuntos seculares”. Por isso, ao expor as reações corporativas de setores da justiça contrários a punições por desvios praticados pelo próprio poder judiciário, uma barreira à impunidade é estabelecida. “A sociedade não pode aceitar que a investidura em cargo de magistrado possa significar a certeza de que eventuais crimes praticados estejam fadados à impunidade”, afirmou o deputado.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é um órgão voltado à reformulação de quadros e meios no Judiciário, sobretudo, no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. O órgão foi instituído em obediência à determinação da Constituição Federal e apresenta a missão de contribuir para a prestação do serviço judicial com moralidade, eficiência e efetividade, em benefício da sociedade.

Segundo Emiliano, na reação corajosa e destemida ao corporativismo, a Ministra Eliana Calmon manda duas mensagens: a primeira, de que a sociedade brasileira pode contar com a Corregedora Nacional, que não recuará de suas obrigações constitucionais. E a segunda, de que em uma república, todos nós estamos submetidos às mesmas leis.

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