LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 1 de outubro de 2011

Paridade: democracia na prática - Mulheres na política




Como mulher e militante, recebi com extrema alegria a decisão do Partido dos/as Trabalhadores/as de aprovar a paridade entre mulheres e homens. É uma decisão histórica, uma vez que, agora, o PT necessariamente terá o mesmo número de mulheres e de homens nas suas instâncias de direção. Um partido dirigido igualmente por mulheres e homens é a essência desse Partido, nascido dos e com os movimentos sociais e vanguardistas do país.

Seguindo sua vocação vanguardista, em 1991, o PT aprovou a participação de 30% de mulheres nas instâncias de direção. Isso foi decisivo para que o Congresso Nacional aprovasse a participação de no mínimo 30% de mulheres nas chapas partidárias.

Historicamente, as mulheres sempre foram colocadas em situações de desigualdades; o patriarcado impôs às mulheres uma relação de subordinação. É claro que foi preciso, sempre, utilizar a força – física, econômica e política – para que tal subordinação fosse mantida. A subjugação das mulheres se materializa de várias formas: na divisão sexual do trabalho, onde as mulheres chegam a receber até um terço do salário dos homens ocupando o mesmo cargo, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, na exclusão dos espaços políticos, na falta de compartilhamento das tarefas domésticas e dos cuidados com filhos/as.

Na luta das mulheres, cada conquista representa um pilar indispensável à construção de maiores avanços. O que nós, mulheres de hoje, afirmamos é que não aceitamos recuos e retrocessos na luta por uma sociedade definitivamente igualitária, onde mulheres e homens tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Hoje, dirigindo a recém-criada Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, tenho certeza absoluta que decisões como essas devem influenciar outros espaços, para além dos partidos políticos. São exemplos a serem seguidos por todas as instituições, sejam elas públicas, privadas, ou não-governamentais.

A decisão do 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores sinaliza para a sociedade o quão importante é a presença das mulheres nesses espaços. Afirma que as mulheres terão papel decisivo na Reforma Política, porque não aceitarão mais ser maioria da população e minoria no Parlamento.

Por fim, é sempre bom lembrar do velho slogan feminista, ainda tão atual. “Direitos: nem mais e nem menos que os homens; apenas iguais.”

por Lúcia Barbosa

*Secretária de Políticas para as Mulheres – SPM/BA

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