LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Parlamentares lançam manifesto contra a divisão da Bahia



Ter, 04 de Outubro de 2011 17:03

amauri - valmir - emiliano- geraldo_D1Durante pronunciamento em plenário o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) anunciou oficialmente o lançamento do manifesto "A Bahia não se divide". O documento é assinado por Amauri e pelos deputados petistas Valmir Assunção (BA), Emiliano José (BA) e Geraldo Simões (BA).
A iniciativa é uma ação contra a proposta do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que pretende convocar um plebiscito para analisar o possível desmembramento da Bahia para a criação do Estado do São Francisco.
"Historicamente, representamos 4% do PIB nacional. Agora é que estamos tendo uma fatia um pouco maior. Se a dividirmos, vamos continuar sendo insignificantes, tanto o Estado do São Francisco, como o que restar da nossa adorada Bahia", diz trecho do manifesto. Leia a íntegra:
Veja a íntegra do manifesto:
MANIFESTO CONTRA DIVISÃO DA BAHIA
No oeste da Bahia já começou o movimento para a criação do Estado do Rio São Francisco. O tema não é novo, tanto pela divisão do norte da Bahia, como pelo Sul, com a proposição do Estado de Santa Cruz.
Dividirmos a Bahia significa enfraquecer os dois lados. A Bahia precisa continuar unida para cada vez mais se fortalecer.
Historicamente, representamos 4% do PIB nacional. Agora é que estamos tendo uma fatia um pouco maior. Se a dividirmos, vamos continuar sendo insignificantes, tanto o Estado do São Francisco, como o que restar da nossa adorada Bahia.
Sobre os que defendem a divisão alegando questões sociais, não acreditamos existir relação entre as propostas de alterações territoriais e a melhora na qualidade de vida das populações envolvidas.
As questões sociais não são privilégio só desta região, mas de todo o Estado da Bahia. A nosso ver, é mais prioritário o aperfeiçoamento, a universalização e a progressiva integração dos programas e projetos governamentais das três esferas administrativas, para um maior desenvolvimento de todo o Nordeste.
Assim, a criação de um novo Estado, com 31 municípios (entre eles Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, São Desidério, Santa Maria da Vitória, da região Oeste, além de municípios da Mesorregião do Vale Sanfranciscano, como Barra, Buritirama, Cariranha, Casa Nova, Feira da Mata, Campo Alegre de Lourdes, Muquém do São Francisco, Pilão Arcado, Remanso, Serra do Ramalho e Sítio do Mato), 173 mil km², cerca de 1,2 milhão de habitantes (reduzindo a população da Bahia para 13,5 milhões de habitantes), uma média de 650 mil eleitores e um PIB de R$ 10 bilhões em 2011, teria, ao contrário, um efeito negativo para o conjunto dos entes federativos e se constituiria apenas num novo ator a pleitear os escassos recursos nacionais para o atendimento de suas demandas e o custeio de sua estrutura.
Pelo cálculo da Secretaria de Planejamento do Estado - SEPLAN, a Bahia, caso a ruptura se concretizasse, perderia mais de 6% de suas riquezas, estimadas em pouco mais de R$ 130,0 bilhões, pelo cálculo do produto interno bruto (PIB) de 2008. Só os municípios baianos na margem ocidental do rio detêm R$ 5,3 bilhões em riquezas. Seria um baque muito forte nas finanças baianas, sem qualquer garantia de alavancagem da economia de um possível novo Estado.
Quanto à situação política, o novo Estado teria direito a três senadores e o mínimo de oito deputados federais, número este que seria automaticamente deduzido dos atuais 39 parlamentares baianos, que passaria a contar então com apenas 31 deputados no congresso Nacional. Perde a Bahia pela redução da bancada e fica o novo Estado com um número inexpressivo de parlamentares.
A Bahia não se divide! A Bahia vai continuar unida para cada vez mais se fortalecer no cenário nacional!

Deputado Amauri Teixeira (PT-BA)
Deputado Valmir Assunção (PT-BA)
Deputado Emiliano José (PT-BA)
Deputado Geraldo Simões (PT-BA)


Brasília, 03 de outubro de 2011


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