LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 20 de novembro de 2011

Festival Mix Brasil premia filmes ousados em edição menos experimental

Edson Bastos, vencedor do prêmio de Melhor Curta Nacional por Joelma
©Juliana Knobel/FFW

Claudia Ohana apresentou 'A Novela das Oito', filme que teve pré-estreia na cerimônia de premiação - Ida Feldman
Ida Feldman
Claudia Ohana apresentou 'A Novela das Oito', filme que teve pré-estreia na cerimônia de premiação
A 19ª edição do Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual termina só no domingo, mas a cerimônia de premiação, e de certa forma, de encerramento do evento, aconteceu na quinta-feira, 17, no Cinesesc, em São Paulo.

O curta-metragem Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano, foi o grande vencedor do Coelho de Prata, o prêmio oficial do Mix, levando dois troféus do júri: melhor filme e melhor direção. Caetano já havia ganho o prêmio de diretor no ano passado com "Bailão", filme sobre uma boate no centro de São Paulo frequentada por homossexuais mais velhos. Em Na Sua Companhia, o foco continua sendo os locais da região central emoldurados por entre um homem na faixa dos 40 anos com um vinte anos mais jovem. A pouca ousadia e a falta de conflitos do roteiro não pesaram, porém, na decisão do júri.

O público escolheu Joelma, de Edson Bastos, que conta a história da primeira transexual da Bahia. Violento e com uma narrativa não-linear, o filme é um documento importante para a cinematografia LGBT do país.


Jiboia, da Rafael Lessa, foi o agraciado com o Prêmio Aquisição do Canal Brasil, por um júri de jornalistas e críticos de cinema. Intenso - como costumam ser as histórias sobre lésbicas nos cinemas - o filme ousa em contar a história de um romance entre uma cabeleireira com histórico criminal de pedofilia e a filha de 14 anos da dona do salão.

Em conversa com o Estadão.com.br, o diretor conta que há a história é a mesma defendida em sua tese de mestrado na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Parte da força do filme está na atuação segura das atrizes, em especial de Gilda Nomacce, atriz há muitos anos no teatro, que só agora está sendo revelada ao grande público. Gilda também está no premiado Trabalhar Cansa, de Marco Dutra.

O filme já passou pelo Festival Internacional de Curtas de São Paulo, entre outros eventos, e promete seguir carreira internacional. No último Festival de Berlim, o diretor apresentou um projeto para transformá-lo em um longa, que também deve contar com a atriz no papel principal.

Já a sexualidade na terceira idade foi lembrada no ótimo Três Vezes por Semana, de Chris Reque. A história gira em torno de Silvia (Irene Brietzke, premiada como melhor intérprete), uma senhora que mora sozinha em uma casa caindo aos pedaços e que encontra as amigas em aulas de hidroginástica. Neste microcosmo das piscinas, ela vive uma mentira e uma mudança está reservada para a sua vida.

André Fischer, um dos diretores do Festival Mix Brasil, avalia a 19ª edição como positiva e salienta o aumento de notas altas do público para os filmes concorrentes em relação a anos anteriores, o que avaliza a programação.

Programação, aliás, que Fischer acredita ter sido menos experimental. "Não dá para falar que foi comercial, mas são filmes mais fáceis para o público." Entre os longas internacionais, o festival trouxe trabalhos consistentes, como Ausente,de Marco Berger, premiado com o Teddy (o prêmio LGBT do Festival de Berlim) e Romeus, de Sabine Bernardi.
Outras manifestações artísticas como o teatro, música e fotografia que se juntaram ao cinema e voltaram com peso maior nesta edição devem manter sua importância em 2012, com adianta o diretor. Todas as sessões dos espetáculos, a preços populares, tiveram ingressos esgotados. Que se solidifique um Mix cada vez mais diversificado e que possa explorar de todas as formas o universo LGBT.


Confira abaixo a relação com todos os ganhadores:


Júri Popular
Melhor longa-metragem: Tomboy, de Celine Sciamma
Melhor Documentário: Olhe Pra Mim de Novo, de Kiko Goiffman e Cláudia Priscilla
Melhor Curta Nacional: Joelma, de Edson Bastos
Melhor Curta Estrangeiro: Amor a 100ºC, de Kim Jho Gwang Soo

Prêmio Ida Feldman: Eliad Cohen (Arisa)

Prêmio Aquisição do Canal Brasil: Jiboia, de Rafael Lessa


Júri técnico:
Melhor Curta-Metragem Nacional: Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano
Melhor Direção: Marcelo Caetano, por Na Sua Companhia
Melhor Interpretação: Irene Brietzke, por Três Vezes por Semana
Melhor Roteiro: Cris Reque, Três Vezes por Semana
Melhor Direção de Arte: Andar pelas Ruas de Brasília
Melhor Fotografia: Assunto de Família, de Caru Alves
Fonte: Estadão

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