LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"O pensamento tucano tem parentesco com a Casa Grande"

Mais do mesmo. Para o deputado federal Emiliano José (PT-BA) isto é o que se pode depreender dos resultados divulgados pela imprensa sobre reunião realizada, nos últimos dias, pelos tucanos no Rio de Janeiro. Como algumas das medidas preconizadas pelo PSDB estão a retomada das privatizações, diminuição do Estado, restrição às atividades do BNDES de modo a garantir mais presença dos bancos privados, bem como a reforma da Previdência com revisão das pensões por morte e aumento da idade mínima para a aposentadoria.
Para o parlamentar, há uma espécie de amnésia tucana, já que foram estas algumas das medidas que quase levaram o Brasil à falência. "Querem ensinar-nos a governar, como se pudessem. Como se desconhecessem que entramos no terceiro mandato de um projeto que está mudando a vida do povo brasileiro para melhor. Que está sabendo resistir à crise econômica mundial, com a diretriz de manter a distribuição de rendas e uma política consistente de investimentos públicos para melhorar a infraestrutura e continuar crescendo", lembrou o deputado.
Nos oitos anos à frente do executivo, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ficou marcado pela ida, por três vezes, ao Fundo Monetário Internacional, o FMI. Naquele período, o país apresentou uma taxa de desemprego recorde. As privatizações também foram marcas registradas da chamada era FHC.
Casos como o Sivam/Sipam, da dupla Cacciola e Francisco Lopes lesando o Banco Central, dos precatórios do DNER e dos grampos da privatização da Vale mostram também que a corrupção fazia parte do governo tucano. "Eles, os tucanos, quando governaram, seguiram à risca a cartilha do Consenso de Washington, as determinações do FMI. Havia, na cabeça deles, e apregoada, a tese do realismo periférico, tese compartilhada com Carlos Menem, que levou a Argentina ao buraco", destacou Emiliano.
Ao fazer um balanço do cenário vivido naqueles anos, o parlamentar ressalta a miséria; a concentração de renda; o favorecimento dos grandes grupos econômicos; o desemprego; a destruição do parque industrial nacional, além de um apagão que deixou o país na escuridão como registros difíceis de serem apagados da memória do brasileiro.
Na opinião de Emiliano, o Brasil não voltará àqueles anos. "O povo já disse isso. Já escolheu, e pela terceira vez, insista-se, um novo projeto político, que está garantindo emprego, distribuição de renda, melhoria das condições de vida da maioria de nossa população. Que conseguiu tirar 30 milhões da extrema miséria e promover a ascensão de coisa de 40 milhões para as camadas médias".
De acordo com o parlamentar, o pensamento tucano tem parentesco com a Casa Grande, com a banca e com os privilégios. Programas que privilegiem a distribuição de renda, a criação de emprego, a soberania e nenhuma subserviência aos grandes estão, portanto, fora da sua agenda. "O povo brasileiro hoje se orgulha de seu país, porque tem contado com lideranças à altura, como Lula e Dilma. E com um partido que soube construir uma aliança ampla para promover as reformas necessárias e colocar no país na rota de superação da miséria. País rico é país sem miséria", concluiu Emiliano José.

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