LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 13 de novembro de 2011

O que Ophir diz dos outros e o que diz de si próprio

Brasil247

O que Ophir diz dos outros e o que diz de si próprio  
Foto: AGÊNCIA BRASIL

Organizador das marchas contra a corrupção, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, considera normal receber, do povo paraense, R$ 20 mil mensais sem trabalhar há 13 anos; será a lógica do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço?”

13 de Novembro de 2011 às 16:08
247 – Catão da República, que esteve presente, como orador, em várias marchas contra a corrupção, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, está sendo chamado a prestar explicações. Reportagem deste domingo, da Folha de S. Paulo, revela que ele recebe R$ 20 mil mensais sem trabalhar, já há 13 anos, do governo do Pará, como procurador licenciado. Ao todo, ele já embolsou R$ 1,5 milhão sem dispender uma gota de suor.
Segundo Ophir, a remuneração por essa licença remunerada é legal, uma vez que foi autorizada pelo procurador-geral do Estado do Pará. Além disso, ele afirma não poder prescindir do pagamento, uma vez que o cargo da OAB não é remunerado, muito embora ele seja dono de uma prestigiada banca de advocacia.
Seja como for, a régua que Ophir usa para medir seu padrão de conduta é bem distinta da que ele aplica a desafetos políticos.
Quando o ex-ministro Antonio Palocci foi acusado de engorda patrimonial, Ophir foi um dos primeiros a se manifestar contra o ex-ministro da Casa Civil. “Temos sempre que questionar os homens públicos sobre sua atuação e o patrimônio acumulado”, disse ele, à época. “O governo deveria ser o primeiro a mostrar para a sociedade que Palocci não tem nada a esconder”, complementou.
Tempos depois, quando chegou a vez de Wagner Rossi, da Agricultura, a OAB também foi implacável. “A sociedade está dando à presidente Dilma a oportunidade de fazer uma ampla faxina ética e política”. Em seguida, o próprio Ophir se tornou um dos organizadores das marchas contra a corrupção, em vários estados brasileiros. “Marcha contra a corrupção é contra os políticos de rabo preso”, disse ele.
Com a revelação de que o presidente da OAB é um marajá sustentado pelos contribuintes do Pará, um dos estados mais pobres e mais desiguais do Brasil, ele perdeu a legitimidade para atacar quem quer que seja (leia mais aqui).

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