LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Reforma agrária sai da pauta da sociedade e do governo federal

Apenas 6 mil famílias foram assentadas este ano no país, enquanto a concentração de terra aumenta e os latifúndios improdutivos somam mais de 130 milhões de hectares. Essa afirmação é preocupante e chama à atenção do deputado petista baiano, Marcelino Galo, que defende a bandeira da reforma agrária em seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Galo destacou as informações oficiais do governo federal em relação às famílias assentadas e o quantitativo de projetos desenvolvidos na Bahia nos anos de 2003 à 2006 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

"Dados oficiais apontam que durante os oito anos de mandato do ex-presidente Lula, foram assentadas 624.993 famílias. Porém, estudiosos consideram que na contabilização da reforma agrária deve apenas considerar as desapropriações realizadas em que novas famílias foram assentadas. Aí esses números chegam apenas a 151.968 famílias assentadas durante os oito anos de governo Lula", informa o parlamentar baiano, que ainda completa afirmando que 70% da reforma agrária realizada pelo governo Lula foi baseada na regularização fundiária.

 

Segundo o Sipra, sistema de dados do Incra na Bahia, de 2003 até 2006 foram assentadas 14.430 famílias utilizando mais de 132 projetos de assentamento. "Em um país onde o Incra reconhece que exista entre 180 mil e 190 mil famílias acampadas em todo o país esses dados podem ser considerados ínfimos, porém, em relação ao cenário nacional, devemos até parabenizar o trabalho desenvolvido na Bahia. E esses números de acampados podem crescer rapidamente se alguma crise atingir o país", salienta Galo.

 

Regularização fundiária

Segundo a afirmação do dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, "a estrutura fundiária do Brasil continua a mesma do período colonial e estudos comprovam que pouco se avançou em termos de distribuição da terra desde os tempos da Coroa Portuguesa. O coeficiente de Gini, índice utilizado em pesquisas científicas para medir o grau de desigualdade social, revela que a concentração de terra no país até aumentou, se os dados analisados forem os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Em 1950, os números do IBGE apontavam 0,840 de concentração. Cinco décadas e meia depois, em 2006, esse índice subiu para 0,854. Quanto mais o índice se aproxima de um, maior o grau de concentração da terra. Dados do Incra são levemente mais generosos. Por eles, se verifica que houve uma ligeira queda na concentração fundiária, que passou de 0,836, em 1967, para 0,820, em 2010.

 

Os indicadores nos dois casos demonstram que a distribuição continua longe, de atender à demanda dos que pleiteiam acesso à terra neste país. Hoje, 1% dos grandes latifundiários domina mais de 40% das terras brasileiras. Não bastasse a altíssima concentração fundiária nas mãos de poucos, ainda há outro agravante. A esmagadora maioria dessas propriedades é improdutiva.

 

Ascom do deputado Marcelino Galo

71 3115 7253


Nenhum comentário: