LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Não seria melhor voltar a escravatura?

15
JAN
Não seria melhor voltar a
escravatura?<http://www.tijolaco.com/nao-seria-melhor-voltar-a-escravatura/>
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Com a escravatura, sem salário, quantos empregos mais poderíamos ter?

A Folha publica hoje matéria sobre o acréscimo de renda provocado pelo
aumento do salário mínimo, mostrando que a classe C – mais do que as D e E
– é a grande beneficiária dos R$ 63,98 bilhões que serão injetados na
economia, ficando com R$ 48 bilhões, contra R$ 12,5 bi apropriados pelas
classes D/E.

Corretamente, o diretor do Datapopular explica que o vínculo formal de
remuneração da classe C faz este impacto ser mais diretamente absorvido na
renda, embora não se mencione que esta diferença, na verdade, é apenas
metade do que parece ser, pois a classe C tem hoje quase o dobro do número
de integrantes do grupo D/E.

Mas a Folha, claro, não pode deixar de ouvir "o outro lado". Ou seja,
aqueles que sempre arranjam uma "boa razão" para que não se eleve o valor
do trabalho do nosso povão. E o escalado é o economista José Márcio
Camargo, integrante do núcleo do grupo que migrou de um vago esquerdismo
para formar o "bunker" do pensamento neoliberal da PUC do Rio de Janeiro.

Não é preciso comentar, basta transcrever:

*"O economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, é crítico desse
incremento econômico *(o do aumento do salário-mínino).

*"Esse dinheiro tem que sair de algum lugar. As empresas vão ter que deixar
de comprar, de investir, para arcar com esses custos adicionais."*

*O resultado, diz, é que a renda total -e o consumo-não deverá aumentar
tanto quanto se prevê com o aumento do salário.*

*"Com um lucro menor, as empresas poderão gerar menos empregos", afirma.*

Estamos, atenção, no século 21 e ainda há quem deite doutrina para afirmar
que salário-mínimo – e ainda um dos menores do mundo – é empecilho para o
emprego e o progresso econômico.

Quem sabe se com a escravatura iríamos ter mais progresso que tivemos com a
sólida – embora ainda modesta – elevação dos salários? Afinal, pobre está
ficando muito caro, não é?

Por e-mail - Tijolaço

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