LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Salário de policiais baianos está acima da média nacional

Desde 2008, a categoria se mobiliza para a aprovação da PEC 300 que
estabelece piso de cerca de R$3,5 mil


Da redação

Com ocorre na maioria das mobilizações de profissionais, a greve
parcial da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) tem com uma das principais
pautas de reivindicação as melhorias salariais. Reajuste, aumento na
gratificação, pagamento de benefícios e estabelecimento de piso e de
plano de carreira são alguns dos principais impasses para o retorno
das atividades. Na Bahia, de acordo com Associação dos Oficiais da
Policia Militar (AOPM), o rendimento bruto inicial do soldado é de R$
2.117,22, maior do que a média nacional de R$1.020,00.


Desde 2006, quando a remuneração base era 1.297,37, os policiais
tiveram um ganho real de 29,40%. No caso do sargentos, o valor pago é
de R$2.748,48, quase R$1.300 a mais do que o valor pago em 2006. Os
órgãos do governo baiano destacaram também que os policiais
conquistaram outros direitos, como vale alimentação, a restruturação
da carreira de praça e o tempo máximo de permanência nos postos de
tenente-coronel e de coronel para 9 e 6 anos.

No último concurso estadual para Admissão no Curso de Formação de
Oficiais da Polícia Militar, realizado em 2011, foram selecionados 120
profissionais. Durante os três próximos anos, eles seguirão estudando
recebendo uma bolsa mensal de 30% do salário de um soldado. Uma das
demandas apontadas pelos policiais grevistas é o aumento do pagamento
feito pela GAP III (Gratificação por Atividade Policial) para a GAP V.
Com isso, segundo a AOPM, os vencimentos teriam acréscimo de pouco
mais de R$2 mil reais.

Comparado a outros estados da federação, a Bahia paga melhor aos
policiais do que Rio de Janeiro, Rondônia, Acre, Rio Grande do Sul,
Pará, Amazonas, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba,
Pernambuco. Entretanto, estados menores dentro da região Nordeste como
Sergipe, por exemplo, a categoria tem vencimentos maiores, de pouco
mais de R$3 mil.

De todos as unidades, o Distrito Federal (DF) é o que paga melhor aos
policiais e bombeiros. Para se ter uma ideia desde que foi aprovado e
sancionado o Plano de Carreiras, pelo ex-presidente Lula, em 2009, a
renda básica do policial militar passou a ser de R$4.129,73. No caso
da Polícia Civil, o salário ultrapassa os R$ 7 mil.

Mobilização nacional
Para tentar uniformizar o pagamento e padronizar os vencimentos
básicos da categoria, em todo o Brasil, desde o ano de 2008,
policiais/bombeiros militares e policiais civis fazem uma mobilização
para a aprovação da PEC 300. Pelo Projeto de Emeda Constitucional, que
tramita no Congresso e foi incorporada à PEC 446, o piso da polícia
militar seria de R$ 3,5 mil. No caso da Polícia Civil, o valor seria
de de R$ 7 mil.

Os policiais alegam que, no caso dos estados não puderem pagar a
diferença, o governo federal poderá criar um fundo destinado para
cobrir a diferença. O governo alegou que o rombo no orçamento
impediria a execução e viabilidade do projeto. Com a onda de assaltos
e crimes na Bahia, os deputados retomaram as discussões sobre a
necessidade de aprovação da PEC.

De acordo com a assessoria da Câmara de Deputados, na última
sexta-feira (3), o parlamentar Átila Lins entrou com o pedido para que
a pauta seja inserida na ordem do dia e seja apreciada pela casa.
Caberá ao presidente da casa, deputado Marco Maia, acatar o pedido.

Diante da série de mobilizações no Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande
do Norte, São Paulo,  Rio de Janeiro e Bahia, o autor da PEC 300,
deputado Arnaldo Faria de Sá, acredita que somente a aprovação da
emenda seja a solução para os impasses. "Sem nenhuma, pode ser a
solução para todos os demais estados. Todos os policiais militares
vivem hoje uma situação difícil: o bico é maior do que o salário
oficial e, quando chega perto da aposentadoria, dá desespero, porque o
bico não vale para a aposentadoria, o que vale é o salário oficia",
declarou.

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